A estranha leveza da alta intensidade

Manhã cedo em Sampa, garoa começando a ceder, sol começando a sair por entre uma mescla de núvens e noites. 

Perfeito para a última sessão de tempo runs em solo brasileiro: amanhã embarco para Portugal, já tendo a Douro Ultra Trail como meta. 

E, saindo da fase de pico de treino, com 100km acumulados nos últimos sete dias, realmente achei que seria mais difícil. Talvez pela falta da mochila de hidratação, já devidamente guardada na mala, ou pelo clima absolutamente favorável lá fora, acabei sentindo uma leveza impressionante na rua. 

A primeira subida de ritmo veio logo depois dos 5 minutos de aquecimento: 30 minutos fixos a um pace encaixado na casa dos 4’30″/km. Fosse a dois dias atrás, seria porrada pura. 

Hoje, foi bem vindo. Não vou dizer que não deu para sentir nada – mas posso afirmar que foi bem mais light do que imaginava mesmo hoje cedo, quando levantei da cama forçado pelo despertador insistente. 

Depois uma pequena pausa para trote e mais 20 minutos de tempo

Desta vez fui por dentro do parque do Ibirapuera e não por fora de sua grade como fiz na primeira volta, buscando uma distância maior para alinhar o plano de 1h30 de treino. 

Também leve. 

Quando os 20 minutos passaram cheguei a manter o ritmo por mais alguns instantes, mas acabei desistindo ao chegar em um cruzamento. 

Aí foi administrar o trote final que, claro, incluiu a já tradicional subida da Ministro. Mesmo ela, devo dizer, foi mais fácil. 

A que devo toda essa relativa tranquilidade em um treino que deveria ser tão intenso? 

Talvez a certeza de que as fases mais duras de todo esse processo já passaram. Talvez o sentimento de que estou, de fato, preparado para a ultra trail – ao menos dentro das possibilidades. 

Talvez a proximidade da viagem, que põe uma espécie de ponto final a uma meta que começou em junho. 

Seja lá o que for, foi bom. E absolutamente reconfortante. 

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2 comentários sobre “A estranha leveza da alta intensidade

    • Cara, esses últimos três meses de treino foram pura intensidade. A ideia era mesmo aumentar a velocidade para diminuir os tempos de corrida (e, consequentemente, os danos ao corpo nas provas). Tudo bem planejadinho para não gerar lesões, claro. Acho (e espero) que funcionará!

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