Resultados oficiais da Douro Ultra Trail

Resultados já confirmados: de um total de 162 inscritos, 9 foram desqualificados e 64 desistiram, deixando 89 concluintes.

Destes, minha posição foi 76, com um tempo de 16h16’53”. A título de comparação, o primeiro chegou em (absurdas) 9h17’16” e o último, em 17h37’32”.

Mais informações sobre essa prova inesquecível podem ser conseguidas no site, aqui, ou no Facebook, aqui.

Estou já a caminho do aeroporto para o Brasil – e para alguma nova meta a ser definida. Ainda não dá para saber qual, mas dá para ter a certeza de que, treinando, absolutamente tudo é possível!

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Checkup de véspera: momentaneamente abaixo das expectativas

Quando um escritor pensa em começar um livro, ele sonha com uma folha lisa e branca de papel; quando um corredor está prestes a encarar um novo desafio, ele sonha em chegar na largada em perfeitas condições.

Hoje, véspera da Douro Ultra Trail, não posso dizer que estou assim.

Ao contrário: ganhei alguns quilos na viagem, estou inchado, com dores nas costas de levar 13kg de filha no ombro para cima e para baixo, com um pouco de dor de garganta e aquela sensação tenebrosa de princípio de gripe.

Para piorar, são 6 da manhã aqui e estou acordado por total falta de sono. Na somatória, aliás, dormi por menos de 4 horas esta noite.

Prospecto meio ruim, certo?

Pois é.

Mas se tem uma coisa que aprendi correndo ultras é que o corpo aguenta sempre mais do que a mente imagina – e que tem uma capacidade incrível de recuperação.

Ainda tenho um dia inteiro antes da largada e, por mais que isso inclua um vôo de Barcelona ao Porto e uma rápida viagem de carro até a Régua, dá para tirar algum descanso.

Aliás, é fundamental que tire descanso de cada segundo dessas próximas 24 horas, me refazendo e me “reposturando”, mesmo que por meio de mantras mentais constantes e muita concentração.

De agora até amanhã o princípio de gripe precisa ter passado; a garganta precisa estar perfeita; o inchaço, desaparecido; as costas, nova; e o ânimo, revigorado.

Já está amanhecendo aqui na Espanha: é hora de descansar.

É hora de desamassar o papel e deixá-lo lisinho para esse novo capítulo de amanhã.

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Polimento catalão

Qual a melhor maneira de fechar a fase de tapering, ou polimento, de um treino para uma ultra de 80K? 

Se perguntar para qualquer treinador, a resposta provavelmente será “alternando treinos intensos e curtos com longos períodos de descanso”. Pois é…

É o oposto do que devo fazer. 

Ontem à noite deixei Portugal e estiquei um pouco a viagem, cruzando a Espanha e aterrissando em Barcelona, minha nova casa pelos próximos três dias. E, depois de um sono de 4 horas, já acordei pronto para devorar – com os pés – a terra de Gaudí.

Estou próximo à Cidade Velha, então rumei para lá e, entre ruelas e obras de arte arquitetônicas, acabei de frente para o mar. 

Acelerei. Fiz uma tempo para curtir a brisa quente do Mediterrâneo reforçada pelo sol que já saía ardendo. Voltei. Circulei pela Rambla, tangenciei o Bairro Gótico, conferi o morro de Montjuic. 

Subi um outro morrinho na praia para ver mais o mar. 

Voltei, circulando sem rumo. E depois tomei o caminho de casa um pouco preocupado com o relógio que já brigava comigo pelo excesso de tempo nas ruas.

Está quente aqui: quando chegamos, já depois da uma da manhã, os termômetros marcavam 28 graus. 

Mas temperatura alguma consegue fazer frente para a inspiração que vem desse museu ao ar livre tão vivo quanto é Barcelona. Museu, diga-se de passagem, que ainda percorrerei em longas caminhadas para cima e para baixo pelos próximos dias, pondo os pés à prova antes mesmo da prova.

Talvez isso – mesmo considerando a total inversão lógica – é que faça valer a fase de polimento.

Nada de preparar o corpo depois de meses de treinamento intenso: esse tipo de estratégia funciona melhor, acredito, para provas mais curtas.

Em ultras, é a mente que precisa estar melhor preparada, focada, oxigenada, inspirada. E inspiração se consegue deixando-a voar mais livre por cenas e momentos novos, bebendo vistas, vozes e ecos de histórias milenares que sempre encantam os ouvidos. Provando novos sabores, sentindo novos ares e testemunhando outros hábitos. 

Dando um tratamento de choque para que ela – a mente – já comece a semana em um estado de êxtase forte o bastante para que consiga encarar bem as trilhas no Douro, um lugar igualmente magnífico (embora absolutamente diferente daqui).

A melhor estratégia de polimento, portanto, é se focar na mente e deixar o máximo possível de vida entrar para oxigená-la. A partir daí se estará pronto para encarar qualquer desafio.

Agora, 9 da manhã daqui – 4 no Brasil – é hora de aproveitar as horas antes das ligações e dos emails de trabalho e curtir a cidade. 

A pé, claro. 

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Nadando pelas ruas de outros tempos

A ideia era fazer um trote leve, de 45 minutos. 

Saí cedo, antes da pequena Ílhavo, ao norte daqui de Portugal, acordar, e segui rumo ao centro velho. Há uma pequena ciclovia que margeia um riacho até as proximidades da Câmara Municipal – caminho perfeito para quem não quer se perder – e que segui. 

Fluindo bem, quase flutuando. 

Até que a garoa que apenas ameaçava aparecer se transformou em uma tempestade de proporções bíblicas! E onde se esconder? Pelas ruelas medievais do centro, a opções são nulas.

Assim, preferi me entregar aos humores de Iansã e praticar um esporte entre a corrida e a natação. 

No começo, um leve medo de pegar alguma gripe logo às vésperas da DUT chegou a passar pela cabeça. Mas, depois de tanta corrida sob chuva – a última tendo durado 6 horas e meia – me liguei que esse medo era no mínimo desnecessário. 

E saí cidade afora, fazendo ainda algumas voltinhas a mais para conferir áreas mais antigas com aquelas casas típicas portuguesas enfileiradas ao lado de igrejas dos séculos XVI e XVII. 

Quando voltei, estava encharcado – mas revigorado.

No final, não é a extensão de uma corrida ou o tempo sob os pés que faz as endorfinas agirem: é a capacidade de se extrair o máximo de cada passada, de cada minuto entre o céu (esteja ele seco ou molhado) e o solo (seja de asfalto ou de terra). 

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Checkpoint 12: Parada final

12 semanas. 84 dias. 63 corridas em distâncias que foram de 6 a 46km em uma transição de ruas para montanhas que incluíram um aprendizado incrível, tanto para a vida normal quanto para a de corredor.

Parece besteira, mas a passagem do asfalto para as trilhas ensina a conviver com variáveis incontroláveis; a deixar o cálculo um pouco de lado e a pensar no caminho; a considerar que uma jornada não é só uma linha entre ponto A e ponto B, mas todo um contexto tridimensional em que terreno, altimetria, clima, e foco mental se somam em uma experiência única.  

Há coisas que ficam conosco para sempre: esses três últimos meses incluem isso. Ou melhor: todo esse ano que, somando longões em treinos, já somou algo na casa de 6 maratonas e ultras, foi incrível. E isso porque estamos apenas em setembro. 

Ainda é cedo para comemorar: para fechar essa jornada, há ainda 80km pelas montanhas do Douro, cortando a Serra do Marão e passando por aldeias medievais, bebendo a paisagem das vinículas em plena época de cultivo e varrendo, com olhos e pernas, a região demarcada mais antiga do mundo. 

De toda forma, já com a linha de chegada em vista, este é o último checkpoint.

Fechado com um trote leve de 45 minutos sob uma chuva bíblica pelas ruas estreitas de Ílhavo, pequena cidade próxima ao Porto.

Agora é entrar na semana que vem apenas esquentando os músculos para o próximo sábado. 

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A hora perfeita para se correr em Sampa

Há um horário perfeito para sair para longões durante a semana – um horário em que se consegue testemunhar tantas fases do mesmo dia que parece que você ficou fora por praticamente todo ele. 

Ontem tinha um longo mais tenso programado, com duas horas em gás total, e acabei saindo às 6:30. 

Apesar de não ser, exatamente, madrugada, as ruas ainda estavam vazias e começando a acordar. Nem as velhinhas que costumam passear com seus cachorros logo cedo estão à vista a essa hora: apenas alguns motoristas fugindo do rodízio, operários entrando nas obras e, claro, corredores rumando silenciosa e ritmadamente até o parque. 

Assim começa uma terça qualquer em Sampa.

Uma vez no parque, pode-se testemunhar a mudança na população com o passar das horas. Os primeiros corredores, mais sérios e rápidos, começam a sair pelos portões e cruzar com os mais casuais. Nos semblantes, saem preocupações com pace e entram preocupações com saúde. 

Bikes começam a aparecer, ainda tímidas. Um ou outro casal aparece caminhando junto. 

Do lado de fora, o silêncio quase absoluto cede espaço a buzinas e freios de ônibus. O céu azul, que até então reinava sozinho sobre a paisagem, agora vira coadjuvante do barulho típico de qualquer grande urbe. 

É hora da pressa. 

O sol, irritado com o barulho, começa a queimar. Ignora que é inverno e simplesmente brilha, afastando toda e qualquer nuvem. 

Algumas horas depois, os corredores casuais também já seguem seus rumos e deixam o parque para estudantes secundaristas que, aparentemente, tentam ignorar as aulas. Sem tantas passadas e com alguns beijos escondidos, o parque fica mais só. Mais sigiloso. Escondido. Esquecido. 

Os carros abarrotados no tráfego transformam a saída em uma espécie de desafio: há que se esgueirar por ônibus, observar motos que cismam em ignorar faixas de pedestres e tapar os ouvidos para gritos de motoristas enraivados que se acham donos da cidade. 

Sampa está a toda. 

A mente já começa a se desconectar do asfalto: pouco a pouco, as tarefas do dia começam a se desenhar. Decisões a serem tomadas, reuniões a serem enfrentadas, prazos a serem cumpridos. Não há nada de zen no final da corrida: há a mais pura rotina de uma cidade grande. 

Entre um e outro passo, entre um e outro compromisso mental, imagens da família que ficou dormindo e que, agora, já estava dividida entre trabalho e escola. 

Hora de trocar de roupa e virar um daqueles motoristas atrasados. 

Há tanta vida inserida em duas horas de corrida que fica difícil não se apaixonar por cada segundo passado aqui, nesta incrível cidade tão cheia de contrastes. 

Assim como é difícil não torcer para que o dia transcorra e termine de maneira tão intensa quanto ele começou. 

Sampa é incrível.

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Um novo tipo de polimento

Já comentei aqui que a fase de tapering, ou polimento, nunca foi muito fácil para mim. Pelas tantas receitas espalhadas pela Web, considerando principalmente variações do período em que a fase deve começar, ela é composta basicamente de uma diminuição (mais ou menos abrupta) do volume de treino para que as pernas cheguem mais frescas na linha de largada. 

Em tese, pouca coisa pode fazer mais sentido. Mas seja em maratonas ou ultras, essa tática sempre me trouxe mais problemas do que benefícios. 

Primeiro, as gripes. Simples assim: com uma queda grande no volume, parece que a resistência do corpo despenca junto – e isso sempre me trouxe resfriados bem, bem inconvenientes. 

Depois vêm as dores fantasmas. Quando se treina muito, a musculatura fica em uma espécie de estado constante de tensão, pronta para a próxima “carga” que pode vir a qualquer momento. Quando a quantidade de horas nas ruas diminui, essa tensão vai diminuindo ao ponto de fazer o corpo perceber dores esquisitíssimas que, até então, estavam escondidas. Os efeitos disso podem ser péssimos: no polimento que fiz para a Comrades, por exemplo, uma dor bem chata apareceu no meu tornozelo direito. Ela persistiu até a hora da prova e, inconscientemente, acabei correndo de maneira a forçar mais a perna esquerda (“supercompensando”, digamos assim, o sintoma). Resultado: ao final de 70km, o líquido de uma das articulações do tornozelo esquerdo – o que estava bem – acabou vazando e fazendo uma bolha bem inconveniente. Foram 20km correndo sem conseguir mover direito o pé em um teste de resistência mental e física impressionante (ao menos para os meus parâmetros). 

Finalmente, há a angústia. Sim, porque ficar sem treinar às vésperas de uma ultra pode ter benefícios óbvios – mas nem sempre a mente acredita em obviedades. Às vezes ela simplesmente se desfaz em agonia pura, insistindo na teoria (absurda, diga-se de passagem) de que estamos perdendo o preparo construído ao longo de meses. Há como combatê-la? Sim, claro: mas o custo pode ser alto. 

Com todas essas armadilhas, acabei construindo uma fase de polimento diferente com o Ian, meu treinador. 

1) A semana de pico, espremida entre a Indomit Bombinhas (que não teve polimento algum) e a Douro Ultra Trail, foi na semana passada – portanto, deixando 14 dias para a prova alvo. 

2) Não há como não diminuir o volume – até mesmo porque estou bastante cansado. Mas há como trocar a carga muscular, alternando distância por intensidade. Hoje, por exemplo, fiz 2 horas de treino bem cedo, sendo 1h10 na casa dos 5min/km, 20 minutos abaixo disso e o restante apenas para recuperação. Um baita esforço considerando que no sábado anterior fiz 5h22 de longão e ontem corri por mais 1h20. Os demais dias também serão assim: porrada pura com distância menor. 

3) Logo na véspera da prova farei apenas 15 minutinhos de trote – só para soltar as pernas, de leve, sem muito comprometimento. E aí é partir para as montanhas. 

Se vai funcionar, não sei. Mas vale o teste. 

A meta em si é enganar tanto corpo quanto mente, fazendo ambos acreditarem estar trabalhando com a mesma carga de antes quando, na prática, estão preparando músculos mais ágeis e descansando um pouco os mais resistentes (e, portanto, mais importantes para uma ultra). 

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Checkpoint 11: Semana de pico cumprida e corpo recuperado

Foi uma semana intensa – tanto no trabalho quanto em casa e nas ruas! Nada mais apropriado, diga-se de passagem, para um treinamento para ultra.

Foram apenas três treinos, verdade – mas todos muito bem aproveitados e, em uma palavra única, intensa.

O lado bom é que estou saindo inteiro, sem praticamente nenhuma dor – nem mesmo muscular, mesmo um dia após o principal longão. Acredito que seja o corpo se acostumando à rotina de ultras, o que significa uma recuperação maior em um tempo menor. Bom: esse aprendizado físico certamente será útil no futuro!

Enquanto isso, é hora de organizar a partida para Portugal, já nesta sexta. A meta está chegando perto.

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Semana de pico, longão 2: o inesperado

O prospecto de levantar às 5 para fazer mais um percurso de 2h30, verdade seja dita, não era dos melhores. 

Acordei brigando com o despertador e sentindo um pouco as pernas – provavelmente mais pelo que estava por vir do que pelo que passou. 

Ainda assim, não se completa ultras trocando as ruas pela cama. Saí. 

Ainda noite, o ar de Sampa estava frio, meio cortante e com aquele tipo de eletricidade esquisita no ar indicando que o dia seria inesperado. De alguma forma.

A corrida em si não foi. Ela cansou mais a cada volta pelo Ibira, ao ponto de eu chegar a me questionar sobre cortar 30 ou 40 minutos. Não cedi: em momentos assim, aprendi que o melhor a fazer é me fechar em mim mesmo e buscar pensamentos mais intensos na cabeça, focando-me neles ao invés de nos quilômetros por vir. 

Funcionou até o final, inclusive na subida da Ministro.

Quando cheguei de volta na portaria do prédio, estava exausto: as dores pelo corpo pareciam subir lenta e decididamente, em forma de minúsculas pulsações elétricas, pelas pernas.

Como farei as 5 horas do sábado? Esse foi o meu último pensamento antes de entrar em casa.

Aí aconteceu o inesperado: o silêncio. 

Passava um pouco das 8 e minha mulher havia levado minha filha na escola. A partir daí, ela seguiria para o dia dela, tão intenso quanto o de qualquer um que vive aqui na urbe. 

A minha primeira reunião, no entanto, seria apenas às 10. 

A casa estava vazia e em um silêncio absolutamente estranho para qualquer um (que tem filho). E por pelo menos uma hora e meia ela ficaria assim. 

Hora, então, de respirar fundo e desacelerar. 

Fiz café, sanduiche, omelete com curry e tanto tempero que faria a Companhia das Índias pasmar de inveja. Acendi um incenso mais exótico chamado Frankencense e deixei a casa ser tomada pelo cheiro.

Nada de TV com notícias: busquei um playlist chamado “Your Favorite Coffeehouse” no Spotify e deixei ele tocar lentamente, levemente. A cada gole de café. A cada inspirada incensada. 

Sentei. Respirei. 

Não dá para dizer que uma mágica súbita aconteceu e levou embora todas as dores musculares. Elas ainda estão aqui, muito embora bem mais relaxadas. Até o final de amanhã devem passar. 

Neste instante, escrevo este post ainda imerso em um clima absolutamente zen e imune a qualquer tipo de estresse, barulho, ou interrupções – incluindo as que mais amo na vida, diga-se de passagem. É que um pouco de pausa, às vezes, faz bem. 

Quando acordei hoje, brigando com a planilha e o tênis que me olhava torto, imaginei que teria um dia cheio de tumulto, cansaço, demandas alheias e próprias. E provavelmente ainda terei, dado que a minha primeira reunião começa apenas em alguns minutos.

Mas só essa hora e meia de calmaria entoada por temperos, café quente e aromas exóticos já foi absolutamente – e inesperadamente – perfeita. Essa hora e meia, por si só, já valeu o dia. 

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Checkpoint 10: Entreposto, descanso e preparação

Não dá para dizer que esta foi uma semana intensa: rodei pouco menos de 6 horas, não cheguei sequer a 60km e nem atingi os mil metros de ganho altimétrico acumulado.

Ainda assim, foi uma espécie de desaceleração importante por ter vindo logo depois da semana da Indomit que, sob chuva e quedas, deixou as suas marcas no corpo.

Depois de um dia de descanso, as dores musculares realmente evaporaram como que por milagre. Creio que esse volume de corridas longas e provas complicadas estejam fazendo o corpo aprender a se recuperar em intervalos menores, algo sempre bem vindo.

Por outro lado, o desaparecimento das dores musculares fez aparecer uma dor que deveria estar meio escondida até então, fruto de uma das quedas mais pesadas da Indomit onde acabei dobrando meu joelho esquerdo com a mesma “determinação” que um ginasta olímpico. Na hora, lembro que doeu e que falei para mim mesmo que me lembraria daquele momento no futuro próximo – ou seja, agora. Mas não há de ser nada demais (espero): afinal, estou conseguindo fazer os treinos normalmentee, aos poucos, ela está seguindo o seu rumo em direção ao esquecimento. Torçamos para que não demore a chegar lá.

Fora, isso, estou inteiro e pronto para a próxima, encarando este momento entre provas, este entreposto, como ele deve ser.

Semana que vem será o pico do treino para a Douro Ultra Trail e contará com 3 treinos intensos: dois longões de 2h30 cada (terça e quinta) e outro de 5 horas no sábado, onde provavelmente irei na USP. 10 horas em três dias, portanto, incluindo aí um ou outro tiro no meio do primeiro longão.

Feito isso, é administrar a aterrissagem até a largada da DUT, na serra portuguesa. Que bom: a ansiedade por atingir essa meta já está começando a se construir de forma determinante!

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