LCHF em treinos intensos durante a adaptação

Começar uma dieta “low carb , high fat” (LCHF) tem as nuances, principalmente para quem pratica um esporte um tanto quanto exagerado como é o caso das ultras.

Afinal, a troca de carboidratos por gordura tem efeitos nitidamente positivos: falta de fome durante horas e horas e um ganho de hábito do organismo em transformar justamente as gorduras em energia.

Mas, claro, ainda estou em adaptação – e essa fase inclui passar por sintomas (que já estão leves) como dores de cabeça e um pouquinho de tontura. Na corrida, saindo em jejum (até como estratégia para forçar a adaptação), esse sintomas são agravados por uma certa perda de performance.

Tudo temporário, ao menos segundo todo o mar de estusos que li. Fazer o corpo transformar gordura, ao invés de carboidratos, em fontes primárias de energia, é um processo realmente mais complexo para ele aprender.

Hoje tinha 1h30 com duas sessões de tempo: uma de 30′ e outra, de 20′. Porrada pura.

Estava esgotado ao final da segunda sessão, terminando já em ritmo mais lento e completando os minutos depois a um ritmo bem mais confortável. Não dá para dizer que senti fome – mas a sensação de tanque vazio foi nítida. Resquício, provavelmente, da “memória do organismo”, habituado aos carboidratos.

Ainda insisti um pouco depois da corrida, passando mais 1h30 em jejum, antes de matar um iogurte integral.

Agora é acompanhar a evolução nas próximas corridas. Como, no geral, estou realmente melhor – mais disposto, dormindo melhor e me sentindo extremamente bem – acredito (e espero) que logo essa transição se complete.

E amanhã tenho uma bateria de exames de sangue para ver os resultados práticos de tudo isso. Torçamos para que tudo esteja bem!

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7 comentários sobre “LCHF em treinos intensos durante a adaptação

  1. Boa tarde Ricardo,

    Acredito que você deveria ter feito uma bateria de exames antes da mudança para não tirar possível conclusões erradas.

    Eu também faço LCHF e sempre vejo o pessoal recomendar fazer exames somente depois de 6 meses quando tudo já vai estar estabilizado.

    Não creio que os exames deveriam ser feitos em tão pouco tempo, pois o corpo precisa de tempo para se ajustar.

    Algumas coisas podem melhorar rapidamente ou até ter uma piora temporária pois o corpo está em um processo de alterações, se adaptando com um tipo de alimentação que nunca teve durante anos.

    Se for para fazer exames por curiosidade, recomendaria fazer somente 3 meses depois, ou mais.

    • Oi André! Eu tenho problema no fígado – cheguei a tirar metade dele há alguns anos por conta disso, que foi inclusive o que me levou a correr. Por conta disso, faço exames sempre regularmente. Eu tenho o “antes” aqui comigo – mas concordo contigo que mais tempo seria mais útil.

      Fiz agora mais por ansiedade mesmo – qq coisa que mexa com o fígado é especialmente crítico no meu caso. Mas certamente repetirei a dose em breve.

      Valeu pelo toque!

      Qto tempo vc levou para se sentir plenamente adaptado? Em caso de corridas mais longas, como lida com a nutrição?

  2. Bom dia Ricardo,

    Estou tratando de um problema que descobri em novembro do ano passado quando ainda fazia high carb, low fat.

    Como fui obrigado a parar por causa do tratamento e vou ter que ficar um bom tempo sem forçar e consequentemente sem poder fazer treinos longos ou intensos, aproveitei para mudar a alimentação, pois também fui convencido que é o melhor tipo de alimentação para quem busca saúde.

    Sendo assim, infelizmente não tenho muita dica para dar quanto a alimentação nos treinos longos. Quanto à falta de energia, também senti fazendo musculação e levei aproximadamente 6 semanas para me sentir energizado novamente. Mas isto é individual, alguns precisam de apenas duas semanas para se adaptar, mas atleta costuma levar mais tempo mesmo, principalmente se não tirar o pé neste período.

    Quanto aos exames, acabei fazendo vários duas semanas após mudar a dieta, mas não por curiosidade, mas sim porque já tinha que fazer para acompanhar o meu tratamento e em dois meses tive uma melhora muito grande em todos os marcadores e em especial o colesterol HDL e triglicerídeos que são os principais fatores de risco.

    Só que isto também é individual, alguns vão ter um melhora ainda maior, outros nem tanto e vão precisar de mais tempo e outros vão piorar, mas que pode ser completamente normal porque o corpo ainda está em processo de transição, principalmente se o indivíduo ainda esta perdendo peso.

    Recomendo a leitura do livro ‘The art and science of low carbohydrate performance’ que é escrito por um cientista especialista no assunto e um nutricionista. Este livro é especifico para atletas e tem muitas dicas interessantes.

    • Valeu André. Vou procurar esse livro – em qualquer situação de mudança de hábitos, troca de experiências e leitura acabam sendo ferramentas importantíssima. Só ler o seu relato, aliás, já é melhor que muita dica.

  3. Faço Páleo LCHF a cerca de 12 meses, abandonando gradativamente os carbs. Também sou corredor de ultra distância e agora, justamente me preparando para a Ultra Estrada Real, tenho me beneficiado, muito, dos efeitos da dieta, no que diz respeito aos treinos longos (acima de 3h), pelo controle da ansiedade que a supressão do açúcar traz e, derivado dele, maior concentração e percepção de esforço mais diferenciada, com a redução da fome e uma absorção muito, mas, muito, mais otimizada dos carbos páleo que vou ingerindo nos treinos longos – treino de até 2h, tenho feito em jejum sem o menor problema, mesmo os de maior intensidade. É notável, os carbos tem efeito coadjuvante, agora, servindo como a chama que vai queimando a gordura necessária ao esforço. E, ao que parece, bastam pequenas “fagulhas” de carbos para acender a “fogueira” com cada vez mais eficiência, provando que tanto nos treinos, nas corridas quanto em tudo o mais, o estado da arte é fazer com que cada vez menos seja mais. Todo êxito a você, em sua nova escolha alimentar. Para mim, ao menos, foi uma das melhores que fiz. Não só à mesa, mas para toda a minha vida!

  4. Eu quem agradeço o privilégio da troca de informações e espero conhecê-lo, em breve, literalmente, na REAL. Pretendo concluir mais esse ultra desafio, movido por muita determinação, alegria, gorduras e carbos páleos da melhor qualidade. Grande abraço!

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