Checkpoint: Corpo vencendo o Garmin, 50K de Atibaia se aproximando

Até o começo desta semana, minha maior preocupação era em voltar ao normal. Bom… preocupação talvez seja uma palavra forte demais, dado que eu não estava sequer pensando muito sobre o assunto…

Mas o fato é que algo ainda não estava tão certo com o corpo desde que voltei da Comrades. 

Foi uma questão de dar ouvidos e tempo ao corpo. Passadas as primeiras semanas, o único efeito residual, meio que fruto de um rebote, tem sido um aumento na velocidade. 

Fora um único treino mais complicado na quarta de manhã, quinta, sábado e domingo foram rodados em uma velocidade de cruzeiro absolutamente suave. Por suave, entenda mais rápido e com bem menos esforço que o normal. 

O longão de sábado foi especialmente curioso neste sentido, até porque costumo rodar propositalmente mais devagar quando o volume cresce. E até tentei no começo, mas o corpo começou a estranhar o pace de 6’30″/km de tal maneira que decidi ignorar o relógio e simplesmente obedecer as pernas. 

E assim foram 30km na casa dos 5’50”, um ritmo que eu, pelo menos, considero forte para este tipo de rodagem – especialmente considerando que boa parte dele foi feito na escuridão da madrugada paulistana, com direito a alguns tropeços e atenção redobrada no caminho. 

Mais curiosa ainda foi a reação do corpo: nada de dores, de incômodos, de reclamações. Estava bem. Simples assim. 

Decidi tirar a prova hoje pela manhã, aproveitando o dia incrível para fazer a trilha do Ibirapuera e a mega-íngreme subida da Ministro Rocha Azevedo que, aliás, já se incorporou ao meu cotidiano. Zero de problema. Foram 13km em um ritmo mais rápido que o de sábado, inclusive – e também com zero de esforço. 

Semana que vem tem novidade: a ultra de Atibaia, com 50K mais “roots” para auxiliar na preparação da Indomit Costa Esmeralda em novembro. Ajudar, claro, do ponto de vista mais de preparação mental que qualquer coisa: o percurso, que nem aparece no site do evento, deve ser daqueles pesados, técnicos e com subidas capazes de fazer jorrar o ácido láctico. 

O plano é simples: me acostumar a ambientes mais técnicos. Assim, nada de preocupação com pace, com horário ou coisa alguma. No meu entendimento, a missão estará cumprida apenas se eu cruzar a linha de chegada com a sensação de ter me divertido. 

Esperemos que funcione.

  

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