Conceitos básicos para quem quiser correr com mapa e bússola

Quem me conhece sabe que esse não é o meu forte: levei 2 meses para deixar de usar o GPS nos 2km que separam a minha casa do meu trabalho.

O Plano Estrada Real, por sua vez, não deve exigir nada tão brusco uma vez que há marcações claras e uma planilha no site que deixa tudo bem prático.

Ainda assim, achei esse artigo do Ian Corless bem interessante. Quem sabe esses conhecimentos básicos não acabem sendo úteis algum dia?

Vale conferir!

Navigation 101 – A basic introduction:
http://iancorless.org/2014/08/19/navigation-101-a-basic-introduction/

Plano Estrada Real: a surpresa que não funcionou e os próximos passos

Na semana passada, o Renato Mourão descobriu o blog e me fez um convite tentador: me juntar a um grupo de corredores que já estava, coincidentemente, organizando uma ultra na Estrada Real.

Nada mais perfeito, certo?

Errado.

Depois de confirmar a participação, descobri que a viagem de confraternização da empresa era no mesmo dia, 22 de novembro – e faltar, claro, não seria uma opção. E, assim, tive que abandonar a possibilidade de me juntar a eles.

Bom… faz parte. Os acompanharei a distância e, claro, usarei a experiência desses novos amigos como combustível para o que já batizei de Plano Estrada Real.

O primeiro passo é buscar opções de trechos – afinal, são 1.700km de caminhos dentre os quais escolher – e de datas.

Hoje à noite já me debulharei sobre mapas e opções. Amanhã trago novidades aqui no blog.

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Atualização de 13/11/2014: Percurso e informações gerais estão já plenamente organizados em uma página única: www.rumoastrilhas.com/ultraestradareal . Para saber mais e se inscrever, clique aqui.

Esgotado

Dentre todas as palavras, essa talvez seja a que melhor definiu essa semana: esgotado.

Depois de um ritmo que incluiu Comrades em junho, Indomit Bombinhas em agosto, Duro Ultra Trail em setembro e a infernal Maratona de SP em outubro, foi como se o meu tanque tivesse se esvaziado.

Nem sair para a rua hoje eu consegui. Essa semana inteira teve apenas 3 treinos – e ainda assim difíceis, muito mais cansativos do que se esperaria para um pace lento e uma altimetria praticamente nula.

Batendo um papo com meu treinador, a conclusão foi óbvia: preciso tirar o resto desse mês de folga. Não parando com os treinos, claro – mas pelo menos diminuindo o ritmo enquanto, em paralelo, busco uma nova meta. Metas, afinal, são os melhores geradores de combustível motivacional do mundo.

Nesse ponto estou já bem satisfeito: a ultra improvisada na Estrada Real está me parecendo uma ideia cada vez melhor. Ontem, inclusive, o Renato Mourão mandou um comentário aqui no blog me convidando para um grupo de corrida que já planeja uma ultra pelo Caminho de Sabarabuçu, de 160km. Ainda estou fazendo as contas – são quilômetros demais e tempo de menos uma vez que eles largam no final de novembro. Mas pelo menos será uma belíssima referência.

Seguirei planejando ainda nessa próxima semana. Já organizei alguns caminhos interessantes aqui, baixei mapas e analisei altimetrias. Vou postando novidades por aqui.

Enquanto isso, vou me recuperando da intensidade dos últimos meses.

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E se fizermos a nossa própria ultra? Tipo… pela Estrada Real?

OK, não tem muita prova bacana entre hoje e fevereiro ou março do ano que vem – pelo menos não aqui por perto. Passei a última semana pensando e repensando isso, fritando em frente à Internet e buscando alternativas para ter alguma meta qualquer no curto prazo.

Até que uma ficha caiu: correr não demanda, necessariamente, a necessidade de alguma prova super estruturada e cheia de glamour. Na verdade, bastam dois ingredientes: vontade e percurso.

E percurso não falta no Brasil… certo?

Para onde seguir então, criando algum tipo de experiência mais memorável e rica? Batendo papo com alguns amigos sobre o assunto, duas palavra saltaram à mente: Estrada Real.

Em uma espécie de versão brasileira do Caminho de Santiago (sem o santo, claro), a Estrada Real era o caminho utilizado no Brasil colônia para transportar ouro e diamante da região de Ouro Preto até Paraty.

Verdade seja dita, toda estrada utilizada com este propósito era chamada de Estrada Real, em todo o país – mas esses trechos entre Minas e Rio acabaram se imortalizando e se oficializando.

Existe até um instituto que cuida dos caminhos, que incluem marcos específicos, passaporte de viajante e indicações de ponta a ponta – tanto nos trechos de estrada quanto de chão de terra e trilha.

Ao todo, são 1.730km divididos em 4 percursos: o Caminho Velho, de Ouro Preto a Paraty (680km); o Caminho Novo, de Ouro Preto a Porto Estrela (500km); o Caminho dos Diamantes, de Diamantina a Ouro Preto (390km); e o Caminho de Sabarabuçu, de Cocais a Glaura (160km).

Todos eles são divididos em trechos que, em média, tem 20 ou 30km, com pequenas cidades marcando o início e término de cada. Ou seja: perfeito como postos de controle improvisados.

Todo o caminho tem marcadores claros na estrada, facilitados ainda por um site com planilhas, mapas e perfil altimétrico. Ou seja: uma organização melhor do que a de muitas ultras Brasil afora.

E isso sem contar com a paisagem deslumbrante do interior mineiro, que inclui cachoeiras, montanhas e todo um mergulho no passado colonial brasileiro perfeito para quem curte história.

Na medida em que fui pesquisando, fui me encantando mais e mais com a ideia de percorrer pelo menos partes de um dos caminhos, chegando a algum percurso entre 80 e 100km. Fácil? Não, claro. Mas viável e se somando em uma experiência no mínimo diferente.

É claro que há muito planejamento a ser feito – incluindo a possibilidade de achar outros corredores dispostos a seguir o caminho junto. Mas, se há uma coisa que o mundo das ultras me ensinou, é que toda jornada começa mesmo pela decisão de iniciá-la.

Estou já quase dando a luz verde para essa decisão. Agora é continuar pesquisando mais um pouco e, quem sabe, já entrar na fase de planejamento prático.

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Preciso de um plano

Se tem uma coisa que não estou acostumado, é com uma absoluta falta de planos ou metas.

Nos últimos anos, sempre tive uma corrida como alvo, me permitindo traçar estratégias e me empolgar com a evolução diária.

Foi assim que entrei, pela Two Oceans, no mundo das ultras; que mergulhei de cabeça na Comrades, rompendo a barreira das 50 milhas; que transicionei para as trilhas via Indomit e me entreguei às montanhas na Douro Ultra Trail.

E isso tem sido uma jornada fabulosa.

Hoje, no entanto, há um vazio.

A última prova relevante foi a Maratona de SP, que me qualificou para a Comrades do ano que vem (no final de maio).

E daqui até lá?

A única ultra próxima planejada era em São Bento do Sapucaí – mas a data foi um impeditivo por compromissos familiares.

Provas curtas me encantam pouco – é como se não houvesse muito mais desafio nelas.

E agora?

Vasculhei, vasculhei, vasculhei e nada: não parece haver nenhuma ultra próxima entre hoje e março, data a partir da qual já preciso estar bem concentrado na Comrades.

Estou sem metas. Sem provas alvo. Sem nada que exija algum tipo de planejamento. Sem nada que me deixe empolgado de verdade.

Como correr sem ter algum lugar para chegar?

Para mim, isso é bem complicado. Está na hora de bolar alguma coisa diferente.

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Day off

Hoje o despertador tocou cedo, já apontando para o tênis e as roupas organizadas na noite anterior.

Desliguei.

O começo da manhã trouxe, de surpresa, uma espécie de exaustão acumulada que eu nem sabia que tinha.

Ontem mesmo já fui dormir com fortes dores de cabeça, possivelmente resultado de ter assado sob os 36 graus na Maratona de SP. A cabeça até amanheceu boa – mas o restante do corpo, não.

Entre a Comrades e Indomit Bombinhas, minha primeira prova longa em trilha, foram 2 meses; entre a Indomit e a Douro Ultra Trail, 1 mês; e entre a DUT e a Maratona de SP, outros 30 dias. O cansaço acumulou.

Estou sem dores, sem nada que sequer lembre uma lesão e, a bem da verdade, fisicamente inteiro para qualquer tipo de rodagem.

Mas, ainda assim, apareceu uma espécie de sensação de esmagamento de nervos, de exaustão sólida que me impediu de levantar.

Obedeci o instinto. Sair, hoje, definitivamente não me faria bem.

Quem sabe amanhã?

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Hora de voltar para as trilhas

No último mês, saí das trilhas e me foquei no asfalto. A meta: me qualificar para Comrades, onde devo voltar em 2015 em busca da back-to-back medal.

Não vou dizer que fiquei satisfeito: fiz uma maratona de SP difícil, sob um calor escorchante e que me quebrou miseravelmente, levando meu tempo para sofríveis 4h15.

Mas me qualifiquei, mesmo que em uma baia diferente da que pretendia. Hora de virar a página.

E a Maratona de São Paulo, aliás, é perfeita para isso. Sem atrativos no percurso, boa parte do tempo na Marginal, em túneis ou sobre pontes, ela marca bastante as diferenças entre trilhas e asfalto.

E dá saudade das trilhas.

Agora, no entanto, é hora de retornar a elas. Ainda não sei qual a minha próxima prova, mas estou inclinado a me inscrever em uma ultra de 50K lá em São Bento do Sapucaí no final de novembro.

Seja qual for, a sensação de estar de volta ao tipo de percurso que eu realmente gosto é muito, muito boa!

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