Tênis, biomecânica e as 5 regras para a corrida minimalista

Há anos que corro com tênis minimalistas. Quanto menor o drop e o amortecimento, melhor.

O raciocínio que segui até chegar a esse ponto foi com base principalmente nas esquisitices impostas à biomecânica por estruturas que supostamente “corrigem” as nossas “falhas naturais”. Ou seja: ao inserir borracha o suficiente para alterar o modelo dos pés, se conseguiria corrigir a pisada.

O raciocínio seria até louvável não fosse o fato de que todos os ossos, ligamentos e músculos das pernas para baixo existem justamente para dar suporte aos pés da maneira que eles são – e que qualquer mudança artificial nesse contexto certamente gera mais problemas do que benefícios.

E assim, munido de um punhado de pesquisas e muita convicção, abandonei tênis caros, comprei um par de Vibram Fivefingers e me concentrei na forma. Com 5 regras, diga-se de passagem:

1) Tocar o solo sempre com o peito do pé primeiro, fazendo a pisada servir de alavanca e anulando o efeito físico de freio que ocorre quando se toca o chão antes com o calcanhar.

2) Nunca empurrar o corpo com os pés, forçando-os contra o chão para gerar impulso: ao invés disso, deve-se erguer os pés suavemente do solo usando a força das pernas.

3) Encurtar as passadas, buscando chegar perto das 180 por minuto. Quanto menos tempo o pé estiver no ar, alto, menor será o impacto.

4) Manter postura ereta, apenas levemente inclinada para a frente de maneira a transformar a gravidade em amiga.

5) Usar o movimento dos braços, paralelos ao corpo e dobrados em ângulos de 90 graus, como acelerador natural: para ir mais rápido, basta movê-los mais rapidamente e as pernas seguirão.

Acabei me forçando a me adaptar a essas regras pelos primeiros meses mas, depois, elas se tornaram absolutamente naturais. E o melhor: todas as dores em articulações e lesões evaporaram por completo.

E onde entra o tênis na história? Na minha opinião, correr bem não tem nada a ver com tênis e sim com biomecânica. A questão, no entanto, é que tênis minimalistas, sem amortecimento ou drop, ajudam a se correr melhor por puro controle natural de dor. Duvida? Tente correr descalço por alguns metros e você perceberá que é impossível se manter pisando com o calcanhar por muito tempo.

O problema número 2 é que tênis minimalistas e trilhas não combinam tanto. Sem amortecimento, o contato com o solo é maior – assim como os danos causados por pedras e desníveis abruptos demais.

Ainda estou tentando entender como lidar com isso. Correr em trilhas com o Vibram é impossível mas com o Merrell não. Com o Merrell, o incômodo é menor, mas existente o suficiente para que eu comece a questionar por quanto tempo conseguiria suportar.

Mas, enfim, isso fica para outro post. Enquanto isso, como treinar para trilhas inclui muitas ruas em cidades, continuarei alternando entre Vibrams e Merrell para pelo menos me manter sempre o mais “correto” possível.

Joelhos agradecem.

20140710-084224-31344480.jpg

Checkpoint 3: primeira prova feita!

Com intensidade inquestionável nos treinos da semana, esta terminou com o marco dos 70K batidos e com a primeira prova de montanha devidamente feita. Não pretendo me alongar muito sobre ela aqui – deixarei para o post de amanhã – mas o sentimento de que estou na rota certa para o DUT, em setembro, é nítida.

É claro que uma prova de montanha cansa de uma maneira diferente de provas de ruas: há menos corrida e mais altimetria, para ficar apenas em uma das “trocas”. Mas terminei esses 27km bem, inteiro, como se tivesse feito um longão normal a uma distância das que estava habituado à época de Comrades.

Gráficos abaixo:

Screen Shot 2014-07-06 at 5.26.21 PM

Essa semana que entra terá alguns contratempos que precisarei lidar. Primeiro, na falta de vôos, amanhã viajarei noite adentro, de ônibus, até Joinville, para uma reunião com cliente. Sairei de lá corrido ao meio dia, a tempo de pegar o jogo do Brasil aqui em Sampa. Na quarta, por sua vez, viajarei às 6:30 para outra reunião em Brasília, voltando no mesmo dia. Em resumo: a planilha precisará ser reajustada para amanhã cedo, quinta, sexta, sábado e domingo. Ainda bem que os treinos previstos são mais light!

Mas, enfim, são ossos do ofício. Já me habituei tanto a malabarismos na agenda que, honestamente, estava até sentindo falta de um pouco de desorganização!

 

O que nos faz perder velocidade: ultras ou não saber treinar?

Quando fiz a Maratona de Chicago, em outubro de 2013, meu treinamento girou quase todo em cima de velocidade – com intervalados de sobra e tempo runs até não poder mais. Foi cansativo e intenso – mas gerou o meu recorde pessoal de 3h38. Nada de espetacular, devo assumir, embora importante para mim.

Foi nessa época que, ao garantir tempo para a baia C da Comrades, comecei a treinar para a ultra. Matei os intervalados e fartleks e me concentrei apenas em morros e tempo runs. Depois, na medida em que o tempo na rua subia, acabei trocando as tempos por volume. Resultado: minha velocidade despencou.

Fiz Comrades dentro da minha meta de sub-11 mas senti que poderia ter me saído melhor.

Quando voltei para Sampa, voltei a dar mais atenção a velocidade. Um treino específico na planilha me “acordou”, por assim dizer: 1 hora em pace de maratona.

Bom… no meu caso, isso significava algo na casa dos 5’/km – pelo menos de acordo com o tempo de Chicago. Mas quem disse que consegui? Se muito, mantive esse ritmo por 10 minutos antes de quase engasgar na respiração!

A meta estava, portanto, definida. Não sabia em quanto tempo, mas definitivamente precisaria recuperar a velocidade que se perdeu nos treinos de ultra.

Já cheguei a comentar sobre isso no último post, mas o fato é que estou me esguelando em treinos duros, fortes. E não é que eles estão dando resultado mais rapidamente do que o imaginado?

Hoje saí para quatro tiros de 6 minutos (algo que beira uma tempo run). Como tenho prova no domingo, a ideia era não me matar e pegar mais leve.

Olhei para o relógio em um dos tiros: estava a 4’30″/km praticamente sem alterar a respiração! De alguma forma, talvez magicamente, alguma parcela da velocidade parece ter voltado às pernas mesmo com apenas um mês de treino intenso!

Nos tiros seguintes, a mesma constatação. Estava bem, inteiro e, ao menos pelos parâmetros pós-Comrades, veloz.

Por outro lado, meu volume semanal caiu para a casa dos 65km, ao menos por enquanto. Isso será um problema?

Dado que ainda restam 2 meses para o DUT, tudo aponta para um “não”. A princípio, tenho tempo para ganhar volume e essa recuperação de velocidade deve ser mantida em uma espécie de equilíbrio que não sacrifique nenhum dos dois elementos.

Sempre ouvi dizer que corredores de ultra são lentos por natureza. Mas talvez isso não seja exatamente verdade. Talvez seja apenas uma questão de saber dosar bem o treinamento, algo que realmente fica mais difícil na medida em que os quilômetros se alongam.

Difícil, no entanto, sempre esteve longe de ser impossível. Não é?

20140704-085326-32006774.jpg

Eu no TalkUltra :-)

Já faz tempo que o TalkUltra faz parte da minha vida como corredor: além de turbinar os meus longões (cada episódio do podcast dura de 3 a 4 horas), ele acaba permitindo um mergulho no universo de alguns dos meus principais ídolos no mundo das ultras (como Kilian Jornet, Emelie Forsberg, Karl Meltzer, Anna Frost etc.

Não foi pouca surpresa então baixar o episódio desta quinzena e ver uma entrevista comigo, gravada durante uma sessão de bate-papo com o Ian (meu treinador), sobre correr Comrades com tênis minimalista! E a entrevista em si não foi pouca coisa – ficamos quase uma hora conversando sobre o assunto, o que acabou dando até para mim mesmo uma sensação mais clara de toda a transição que fiz de cenários

Bom… para quem quiser ouvir, estou colocando o link aqui no post: http://www.marathontalk.com/talk_ultra/episode_64_smith_batchen_perkins_almeida_rasmussen.php

Recomendo também, independente disso, assinar o podcast (desde que fale inglês). É absolutamente sensacional.

Screen Shot 2014-06-27 at 2.07.06 PM

 

Intervalados para aprender a (des)acelerar

Eu havia abandonado treinos de tiro, intervalados ou mesmo tempos na reta final da preparação para Comrades. Por algum motivo, a combinação de longos cada vez maiores com intensidade simplesmente não funcionaram – e acabei abrindo mão do último.

Com o tempo, acabei desenvolvendo uma espécie de “mono-pace”: fosse acelerando ou trotando, acabava sempre próximo da faixa entre 5’50” a 6’10”.

Uma das minhas metas agora é mudar isso. Está claro que, na medida em que os desafios aumentam, um domínio maior sobre as marchas do corpo é fundamental. Preciso conseguir correr mais rápido nos momentos certos e desacelerar de verdade para poupar energia nos outros.

Intervalados, portanto, já voltaram à minha rotina. Não são exatamente curtos – os de hoje incluíram 5 x 5 minutos na casa dos 4’30″/km com 1’30” de descanso e sanduichados por aquecimento e desaquecimento de 20 minutos.

Não que os tiros em si tenham sido fáceis – voltar a essa rotina e, embora gostoso, dolorido. Mas o mais difícil é forçar a queda da velocidade nos tempos de descanso, evitando uma volta natural (e bastante prejudicial) ao mono-pace.

E, exceto pelos longões de sábado, parece que marcar bem a diferença entre trotar e voar será uma das partes mais importantes de todo esse processo rumo ao DUT.

(Quando poderia imaginar que desacelerar seria a parte mais difícil?)

20140624-083056-30656862.jpg

Checkpoint 1: Muita gripe, mas com muita coisa feita

Não dá para dizer que este tenha sido o melhor dos começos: na sexta, uma gripe como há anos não tinha praticamente tomou conta de mim, com direito a febre e muito mal estar.

Para piorar, tentei ignorar os sintomas e fazer um longão ontem, no que fui reduzido a pó pelas condições do corpo. Pois bem: com algum descanso a mais, saí hoje para um treino por esforço: estabeleci um limite máximo de 2 horas mas, dependendo de como estivesse me sentindo na prática, esse tempo poderia se transformar em uma volta no quarteirão.

Por sorte, o corpo realmente estava em melhor estado e fiz 21k nas 2 horas, incluindo aí duas voltas pela trilha do Ibirapuera e uma subida da Ministro.

Acabei fechando a semana abaixo do que esperava, mas com 62k rodados e alguns ganhos muito importantes:

1) Resolvi o problema da mochila de hidratação: a Quechua RaidTrail de 12L está perfeita.

2) Ficou claro também que rodar com 3 ou 4 quilos a mais nas costas muda a biomecânica e exige mais. Me peguei, pela primeira vez em anos, pisando primeiro com o calcanhar – provavelmente porque a mochila alterou o meu centro de gravidade. Em paralelo, terminei o dia com algumas dores nas costas certamente herdadas da falta de hábito. Para os treinos futuros, portanto, devo redobrar a atenção na biomecânica para evitar lesões, fazendo o meu corpo aprender a correr com esse “algo a mais”. Com relação às dores… bem… só mais treino as resolverá.

3) Alinhei expectativas e modelo de treino com meu treinador, o Ian – o que já estava incomodando bastante.

4) Organizei as provas que devo participar até o DUT, incluindo a Pé na Estrada em Campinas e a Indomit K42, em Bombinhas.

Olhando agora, realmente parece que a semana foi produtiva! Tabelas com os dados dessas primeiras duas semanas abaixo:

Screen Shot 2014-06-22 at 1.09.16 PM

Para a semana que vem tem mais intensidade e mais distância – e tentarei ainda fazer o longão lá no Pico do Jaraguá, aproveitando o ganho altimétrico.

E vamos que vamos!

Aprendendo com a gripe

A noite de anteontem para ontem foi infernal: acordei duas vezes com febre, depois suei até quase me afogar e cultivei uma dor de cabeça sem paralelos. Tudo bem: sexta era dia de descanso, tempo suficiente para eu me recuperar.

Como já há “feriados” demais em época de Copa, faltar ao trabalho não era uma possibilidade.

Fui. Com menos roupa do que deveria, diga-se de passagem.

Aguentei a manhã com frio e dor de cabeça, mas sem febre. Bom sinal: a gripe estava indo embora.

Mas aí chegou a tarde e o corpo voltou a ficar mole, lento, lerdo. E com frio.

Voltei para a casa e me enfiei nas cobertas, tomando a dose esperada de Naldecon e torcendo. Sábado – hoje – seria dia de longão. E nunca perdi um longão antes.

No dia seguinte, acordei sem despertador. A noite não foi exatamente tranquila – mas foi sem dúvidas melhor. A cabeça doía um pouco, parecendo pesada, e algumas levíssimas dores articulares se faziam presentes.

Hora de sair.

Sob os protestos da família, me transformei de doente em corredor e saí para os planejados 20K. Que poderiam se transformar em 15, se necessário fosse.

Comecei forte, abaixo dos 5min/km: queria provar ao corpo que quem mandava era a mente. Afinal, não é isso que sempre aprendemos nos treinos de ultra?

Até certo ponto, funcionou: a dor de cabeça sumiu, o nariz se descongestionou e o pulmão estava amando o passeio para fora do ar infecto do quarto. Estava no paraíso, feliz: mas por apenas 2km.

De repente, todas – todas – as articulações começaram a doer. Músculos se contraíram por conta própria, joelhos deram sinais de vida, tornozelos começaram a gritar!

De onde saíram tantas dores justamente na única parte que, em tese, deveria ter ficado isenta de problemas: os músculos? E com 2km – menos do que costumo usar como aquecimento!

Nos 2,5k, já me sentia como no final de uma ultra. Era pura dor.

Aparentemente, o corpo estava fazendo greve. E era melhor ouvir sob o risco de transformar teimosia em lesão.

Me arrastei até o marco dos 3k. Dei meia volta, desistindo do percurso original, e segui para casa. No caminho, a cabeça voltou a doer, tosses deram facadas no pulmão e as dores articulares pioraram. Até um pouco de câimbra senti.

A greve do corpo funcionou e a mente entendeu, se entregando.

Voltar esses míseros 3km foi uma das tarefas mais árduas que já fiz, tamanhas as dores. Mas voltei. Cheguei em casa. Desabei.

Agora, enquanto escrevo este post, todas as dores parecem ter evaporado por completo: músculos estão normais, pulmão a todo vapor, cabeça inteira. E isso porque só voltei há 20 minutos!

A pergunta que fica é: como é possível tantas alterações no corpo em tão pouco tempo? Se há uma explicação fisiológica – e provavelmente há – eu não sei.

Mas há uma lição que eu já deveveria ter aprendido faz tempo: correr longas distâncias não é fazer mente guerrear com corpo, mas sim buscar uma sintonia quase espiritual entre eles.

20140621-114730-42450890.jpg

Primeiro papo com o treinador: sincronizando a planilha com o corredor

Treinar a distância tem as suas peculiaridades. Falamos via Skype, trocamos informações por email e tentamos nos acertar como pode.

O começo oficial do meu treino, devo dizer, foi bem truncado. Nas primeiras duas semanas o Ian estava fora da Inglaterra, cobrindo uma ultra na Espanha, e teve todo o seu equipamento de fotografia roubado em Barcelona. OK… baita problema para ele… mas acabou sendo para mim também, que precisei me guiar meio que no escuro.

Tinha recebido algumas planilhas dele mas, especialmente por ser no começo, ajustes eram absolutamente fundamentais. Para citar apenas dois itens: ele considerou 6 treinos semanais (algo meio impossível pela minha agenda) e longos que achei curtos demais.

Enfim… mimimis à parte, acabei conseguindo falar com ele ontem (quarta). Levantei todos os pontos e combinamos os seguintes ajustes:

  • Os treinos caíram para 5 por semana
  • As sessões serão mais direcionadas: treinos de velocidade terão velocidade de verdade, treinos longos serão mais longos, treinos de regeneração serão realmente leves
  • Morros serão incorporados nos longões
  • Os acompanhamentos todos terão como foco as três provas em que eu estou inscrito (mas, claro, tendo a DUT como principal)

No geral, o papo foi BEM importante e fundamental para essa adaptação entre corredor e planilha. Agora é seguir e monitorar os próximos passos.

Agora é seguir adiante!

Screen Shot 2014-06-18 at 11.51.26 AM

Apanhando do Garmin Forerunner 620

Que eu teria problemas com a mochila de hidratação, tudo bem. Já meio que previa isso devido à falta de experiência, mas as dicas que tenho recebido por aqui e pelo Facebook tem ajudado BASTANTE.

Mas se tem uma coisa que não esperava era encontrar problemas com o Garmin Forerunner 620 – novinho – que passei a utilizar.

Em resumo:

Na primeira semana, tudo correu bem. Apanhei um pouco da usabilidade, que achei BEM inferior que a do Adidas Smart Run, mas nada que fosse crítico.

Aí fui atualizar o calendário de treinos. E tudo travou na tela abaixo:

Screen Shot 2014-06-14 at 7.56.30 PM

 

A tela simplesmente congela aí, sem atualizar absolutamente nada.

Reiniciei o Garmin. Nada.

Restaurei às configurações de fábrica. Nada.

Desinstalei e reinstalei o Garmin Express. Nada.

Desinstalei e reinstalei o Garmin Communicator Plugin. Nada.

Fiz diversas combinações loucas com os itens acima. Nada.

Fui ao fórum da Garmin e bingo: lá encontrei incontáveis depoimentos de corredores com o mesmo problema desde o começo do ano. A resposta da Garmin? Apenas a promessa (dada em fevereiro) de que resolveria essa questão no abstrato prazo descrito como “futuro próximo”.

Fiz um pedido de suporte lá e estou aguardando.

Foram R$ 1.700, aproximadamente, que estão começando a pesar bastante.

Movido por uma esperança quase religiosa, fui checar o meu Smart Run que havia quebrado depois da Comrades – e não é que ele estava funcionando? O carregador voltou ao normal, os sensores ganharam vida e tudo está perfeito com ele. Tudo bem: a bateria ainda é ruim. Mas uma bateria ruim é bem melhor do que um relógio quebrado, certo?

Ainda vou esperar alguns dias pelo retorno do suporte do 620 – afinal, a esperança é a última que morre. Se não rolar… enfim, jogarei a toalha, acionarei a garantia para pegar o dinheiro de volta e darei o caso por encerrado. Relógio para quê, afinal? :-(

O plano: dos 27 aos 80K em 2 meses

Screen Shot 2014-06-12 at 11.00.13 AM

OK, o plano tem algo de arrojado demais. Ou talvez arrogante. Ou ingênuo, insano ou qualquer outra palavra com conotação mais negativa do que positiva.

Mas, ainda assim, é um plano. E não entro exatamente de mãos vazias: afinal, não dá para esquecer que saí bem de uma Comrades há duas semanas, o que no mínimo me dá algum tipo de experiência com endurance.

Agora, no entanto, o bicho é outro: de zero de experiência em trilhas, munido apenas de um treinador experiente (a distância) e muita, muita força de vontade, pretendo chegar à Douro Ultra Trail em setembro. No caminho, elegi duas provas: a Pé na Estrada, de 27K nos arredores de Campinas, e a Indomit Bombinhas, de 42K, esta última com características (no mínimo) premium dados fatores como percurso, história, região etc.

Agora é ver como as coisas caminham e seguir firme nos treinos, que já começaram bem pesados desde a segunda passada!