Ouvindo e agradecendo Hermes

Tinha um treino programado para hoje cedo. Desobedeci: apesar do reset que estou dando em meu organismo por ter atingido o pico cedo demais, antecipei para o final de tarde de ontem.

Depois de uma última reunião, acabei percebendo que tinha tempo, que o clima estava perfeito e que, acima de tudo, estava com vontade. Foi como se Hermes, Deus mensageiro que, tenho certeza, inspira os corredores, tivesse sugerido essa mudança de planos. 

Prontamente obedeci, fazendo uma rotinha entre a minha casa e a 9 de julho. 

30 minutos é um tempo perfeito para situações assim: pode-se brincar mais livremente, sem pressão de tempo, e arriscar paces mais fortes uma vez que dificilmente se chegará a um estado de exaustão absoluta.

Claro: no meu caso, dado o vale em que estava, “pace mais forte” é qualquer coisa abaixo dos 6 minutos por km.

O resultado foi inspirador: meia hora depois de ter largado, cheguei com um gostinho fabuloso de “quero mais”, me sentindo novo em folha e sem um pingo de cansaço mesmo depois de ter fechado uma média boa de 5m30s/ km. 

Sinal de que a recuperação já não está mais vindo andando, e sim correndo.

Estivesse eu na Atenas antiga, certamente teria feito uma oferenda a Hermes. Como estou em uma metrópole moderna do século XXI, deixo então ao menos esse post de agradecimento pelo seu sopro de inspiração :-)



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