O longão que ficou só na cabeça

Sabe essa imagem abaixo?

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Estrada longa e vazia, só esperando para ser corrida? Hoje, foi assim mesmo que ela ficou: vazia.

Meu longão previsto de 4 horas, o maior antes da Indomit, virou uma corridinha de 10K por conta de imprevistos que, afinal, cismam sempre em aparecerem nos piores momentos.

Apesar dos treinos duros das últimas semanas, perder um longão desses traz questionamentos. Será que matei todo o processo de treino com esse furo? Será que o DUT ficou agora tão tangível quanto essa estrada vazia? Será que tudo foi pro espaço?

A razão me manda calar a mente; a mente me manda calar a razão.

E, meio decepcionado pela perda e frustrado com os possíveis desdobramentos dela, só me resta o replanejamento.

Amanhã, afinal, ainda é domingo. Quem sabe, se o imprevisto não durar até lá, o longão de 4 horas possa apenas ter trocado de dia?

Checkpoint 5: Recuperação e um pequeno ajuste no treino

Depois de uma semana infernal, a vida finalmente voltou ao normal. Essa semana, aliás, foi de plena recuperação: o volume de treino aumentou, a quilometragem idem, a altimetria passou novamente à casa dos 1.000m e a sensação de cansaço se foi por completo.

Acho que, no fim, tudo o que precisava mesmo era de algumas horas de sono a mais. Com isso, a própria energia para lidar com o cotidiano acabou me forçando para a rua – ainda bem.

Mas confesso que um aspecto do treino está me incomodando: apesar de estar pegando pesado com tiros, tempos e intervalados, a sensação de pouca altimetria acumulada tem se fixado na mente. Principalmente quando olho o perfil do DUT, que inclui 2 mil metros espremidos em 18 quilômetros!

Com isso em mente, passei a incluir a subida da Ministro Rocha Azevedo – muito, MUITO íngreme – em todos os treinos em dias úteis. Ela não é muito extensa, tendo cerca de 1,5km de subida – mas os seus últimos 400 metros são de deixar a língua no asfalto!

Isso, somado a mais algumas subidas do Matão e uma ou outra ida ao Jaraguá, devem pelo menos melhorar um pouco o preparo. Veremos!

Enquanto isso, seguem os gráficos abaixo:

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Semana que vem deve ter um ritmo parecido com esta – exceto pelo longão, que crescerá para as 4 horas. Nada que não esteja já acostumado e que assuste (ainda bem).

A próxima é que terá uma mudança de cenário, pois irei para Paraty participar de um evento pela empresa. Excelente: além da cidadezinha ser incrível, ela fica bem no meio da Rio-Santos, o que permitirá um longão abençoado por morros e vistas deslumbrantes!

 

Como seria treinar para uma prova de 100 milhas?

Karl Meltzer, um dos mais reconhecidos ultramaratonistas americanos, costuma dizer que 100 milhas não é uma distância tão longa assim.

Não sei se concordo e duvido que um dia queira percorrer tanto terreno – mas tenho uma certa inveja de quem consegue passar mais de 24 horas mergulhado em si mesmo e sendo levado pelo movimento das pernas. A força zen de quem completa 100 milhas – 160km – é certamente algo digno de um guru indiano.

Mas, independentemente da minha intenção em correr 100 milhas, sempre tive curiosidade em relação ao processo de treinamento. Afinal, como alguém se prepara para algo tão longo assim?

Decidi buscar informações na Web e cheguei a três pontos no mínimo interessantes:

1) Fazer uma ultra de 100 milhas inclui ficar mais de 24 horas de pé. E, para isso, é necessário se habituar ao combate do sono, como correr no meio da madrugada ou em momentos em que exaustão (por qualquer que seja o motivo) estiver dominando a mente. Não parece algo muito agradável – mas é quase uma unanimidade entre os ultra-ultracorredores.

2) 100 milhas é um esporte totalmente diferente. É como passar de uma meia para a maratona ou da maratona para as 50 milhas ou 100km. Os músculos parecem mudar, a mente passa a ser mais importante e a tolerância ao cansaço se torna a principal arma. Só que passar de 50 milhas para 100 é, de acordo com muitos, algo bem mais difícil do que passar de uma maratona para os 100km. Isso também significa que é altamente recomendável que se faça ao menos algumas provas “menores” (50 milhas ou 100km) antes de se aventurar por algo tão grande.

3) Ao contrário do que se imagina, no entanto, as planilhas de treino não são tão diferentes do que as utilizadas para provas “menores”. Veja o exemplo de uma abaixo (retirado desse post aqui): a semana mais intensa (fora a da prova) tem 75 milhas – 120km. A média em si é menor, em torno das 60 milhas (ou 95km, algo muito próximo do que eu fiz por semanas durante o treinamento para os 90km de Comrades).

Esses três pontos indicam uma coisa bem clara: 100 milhas são mais possíveis do que muitos acreditam. Mas, embora o corpo precise de um treinamento físico compatível com o tamanho do desafio, é a cabeça que precisa de preparo de verdade. A minha ainda não está pronta (e não sei se um dia ficará). Mas, até lá, imagino que permanecerei sendo assombrado por essa “instigante curiosidade”.

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Checkpoint 4: Lidando com a exaustão

Dentre todas as semanas – provavelmente desde que comecei a me preparar para a Comrades, ainda no ano passado – essa foi a que a exaustão mais apareceu. Não pelo esforço físico em si: este realmente ficou em um distante segundo plano. Mas o trabalho foi tão intenso, tão além do humanamente plausível, que seus efeitos se alastraram pelas outras esferas do cotidiano.

Por conta disso, perdi um treino – que, embora leve, foi tempo na rua desperdiçado. Por conta disso, enfrentar o longão ontem foi cansativo ao ponto de fazê-lo um pouco chato, “desempolgante”. Por conta disso, todos os meus indicadores pessoais, que podem ser vistos nos gráficos abaixo, caíram.

Mas, enfim, faz parte. Não somos máquinas, afinal.

Hoje, no entanto, decidi fazer algo diferente para recuperar a energia: ser acordado pelo fim do sono (e não pelo despertador). Nada de madrugar: se não conseguisse me recompor, em poucos dias certamente desabaria com alguma lesão, gripe ou qualquer coisa que costuma vir com excesso de estresse. E não é que deu (muito) certo?

Descansado, saí mais leve para o trote do domingo. Apenas com a rua, o céu azul que iluminou Sampa, a temperatura amena e música: tem coisa melhor?

Tem: o resultado de se ouvir o corpo. Curiosamente, a energia que estava escondida, tímida, pareceu dar as caras. Desisti do trote programado e fiz uma tempo só para animar um pouco, para deixar as pernas acompanharem a vontade. E assim foram mais ou menos 40 minutos a um ritmo de 4’40″/km que pareceram tão leves que cheguei a questionar se o relógio estava correto!

Estava sentindo falta – muita falta – de ter uma corrida assim. Descompromissada mas intensa, solta mas absolutamente satisfatória.

Para a semana que vem, o ritmo deve apertar e a volumetria subir – mas o trabalho deve ser, senão light, pelo menos bem mais leve do que essa última semana. Pelo menos é o que espero!

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A difícil vida dos atletas amadores

Já me peguei pensando algumas vezes na maravilha que seria ter todo o tempo do mundo para correr.

Sair para uma trilha em plena tarde de uma quarta qualquer ou usar um dia útil para um longão. Correndo o risco de esbarrar na máxima de que “a grama do vizinho é sempre mais verde que a nossa”, às vezes é complicado ser um corredor amador.

Nossa dificuldade, afinal, não é com tênis, terreno ou prevenção de lesões. Tudo isso é coadjuvante.

Nossa dificuldade é conseguir encaixar, cirurgicamente, tempos para treinos em meio a agendas ridiculamente apertadas.

Veja o começo dessa minha semana, por exemplo: amanheci cansado na segunda por conta de uma prova no domingo. Poderia correr à noite – mas fiquei entrando e saindo de reuniões até as 21:00. A partir daí, voltei para casa, tomei um banho e corri para a rodoviária.

Tinha uma reunião marcada em cima da hora em Joinville e, com todos os vôos lotados, só me restava encarar a estrada.

Cheguei lá às 7:00 e voei para o compromisso às 9. Que foi até as 10:30, dando o tempo exato para eu me mandar até o aeroporto e pegar o vôo do meio dia.

Chegando em Sampa, jogo do Brasil. Sem comentários.

Dormi cedo, exausto – e acordei mais cedo ainda. O feriado de hoje é só São Paulo – e uma reunião em Brasília me fez madrugar para pegar o vôo das 6:30. Como volto ainda hoje, às 19:00, não há como correr (pelo menos não no sentido “esportivo” do termo).

Resta deixar tudo para quinta, amanhã. E sexta, sábado e domingo, para não reduzir tanto o volume.

Acordando cedo em uma semana absolutamente exaustiva para também não prejudicar o sagrado tempo com a família.

Não digo que vida de atleta profissional seja fácil, claro.

Mas vida de atleta amador também é complicada por incluir um componente a mais – o malabarismo com o tempo – no cotidiano.

E isso cansa mais do que qualquer intervalado.

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O que nos faz perder velocidade: ultras ou não saber treinar?

Quando fiz a Maratona de Chicago, em outubro de 2013, meu treinamento girou quase todo em cima de velocidade – com intervalados de sobra e tempo runs até não poder mais. Foi cansativo e intenso – mas gerou o meu recorde pessoal de 3h38. Nada de espetacular, devo assumir, embora importante para mim.

Foi nessa época que, ao garantir tempo para a baia C da Comrades, comecei a treinar para a ultra. Matei os intervalados e fartleks e me concentrei apenas em morros e tempo runs. Depois, na medida em que o tempo na rua subia, acabei trocando as tempos por volume. Resultado: minha velocidade despencou.

Fiz Comrades dentro da minha meta de sub-11 mas senti que poderia ter me saído melhor.

Quando voltei para Sampa, voltei a dar mais atenção a velocidade. Um treino específico na planilha me “acordou”, por assim dizer: 1 hora em pace de maratona.

Bom… no meu caso, isso significava algo na casa dos 5’/km – pelo menos de acordo com o tempo de Chicago. Mas quem disse que consegui? Se muito, mantive esse ritmo por 10 minutos antes de quase engasgar na respiração!

A meta estava, portanto, definida. Não sabia em quanto tempo, mas definitivamente precisaria recuperar a velocidade que se perdeu nos treinos de ultra.

Já cheguei a comentar sobre isso no último post, mas o fato é que estou me esguelando em treinos duros, fortes. E não é que eles estão dando resultado mais rapidamente do que o imaginado?

Hoje saí para quatro tiros de 6 minutos (algo que beira uma tempo run). Como tenho prova no domingo, a ideia era não me matar e pegar mais leve.

Olhei para o relógio em um dos tiros: estava a 4’30″/km praticamente sem alterar a respiração! De alguma forma, talvez magicamente, alguma parcela da velocidade parece ter voltado às pernas mesmo com apenas um mês de treino intenso!

Nos tiros seguintes, a mesma constatação. Estava bem, inteiro e, ao menos pelos parâmetros pós-Comrades, veloz.

Por outro lado, meu volume semanal caiu para a casa dos 65km, ao menos por enquanto. Isso será um problema?

Dado que ainda restam 2 meses para o DUT, tudo aponta para um “não”. A princípio, tenho tempo para ganhar volume e essa recuperação de velocidade deve ser mantida em uma espécie de equilíbrio que não sacrifique nenhum dos dois elementos.

Sempre ouvi dizer que corredores de ultra são lentos por natureza. Mas talvez isso não seja exatamente verdade. Talvez seja apenas uma questão de saber dosar bem o treinamento, algo que realmente fica mais difícil na medida em que os quilômetros se alongam.

Difícil, no entanto, sempre esteve longe de ser impossível. Não é?

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Intervalados, tiros, fartleks e estrutura: quando cada treino conta

Ontem foi dia de 10 tiros de 1′ (buscando praticamente a velocidade da luz) com 4′ (longos demais) de trote.

Hoje tem 4 fartleks.

Amanhã ou sexta (dia ainda a ser definido), tempo runs.

Regenerativo só no sábado, para me preparar para a prova do domingo.

Os treinamentos nem sempre tem esse cronograma exato, mas tem carregado um traço em comum: cada dia na rua conta. Nada de passar uma horinha correndo à toa em um pace que não agregue algo – seja velocidade, resistência (em caso de ladeiras) ou mesmo descanso ativo. No total, muito embora um aumento no volume esteja previsto para breve, tenho rodado menos que o que estava habituado. Mas tudo está tão estruturado que, ao que parece, o ganho está maior do que qualquer eventual perda de endurance.

O primeiro teste mesmo não será nem neste domingo – tenho certeza de que, independentemente do terreno, 27K serão relativamente fáceis. O primeiro teste será no Indomit, em agosto.

Até lá – como qualquer treinamento, diga-se de passagem – tudo é especulação. Especulação e expectativa.

Uma coisa, no entanto, não dá para desconsiderar: há uma sensação de melhora na forma geral, tanto do ponto de vista de velocidade quanto de endurance, que parece estar ficando bem clara.

Veremos como ela se concretiza nas trilhas reais!

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Checkpoint 2: Olá, trilhas e altimetria!

Sério.

Se há uma palavra que possa definir essa etapa do treinamento, é esta. A sensação que tenho é que cada saída para a rua vale algo, representa algum tipo de ganho em alguma parte do corpo ou mente.

Na terça, por exemplo, eu fiz intervalado; na quarta, um regenerativo que acabou saindo do controle e sendo longo demais; na quinta, uma série de tempos; no sábado, longos no Pico do Jaraguá com direito a uma trilha sensacional; e hoje, domingo, uma corrida leve, de 1h20, para soltar um pouco o corpo. Quando o desafio não foi gerado pelo pace, foi pelo terreno.

O resultado fica claro quando se analisa planilha versus estado do corpo: no total, fiz apenas 65km essa semana – bem menos que os 90 que fazia em uma semana médio de Comrades. No entanto, estou com dores musculares bem mais fortes nas coxas e panturrilhas, provavelmente por conta da subida da Trilha do Pai Zé, lá no Jaraguá, e com as costas mais pesados por carregar a mochila de hidratação comigo a cada corrida.

Ou seja: estou fazendo menos quilômetros, mas com a sensação de que eles estão valendo mais. Sei, no entanto, que isso não é o suficiente: preciso estar em uma forma bem melhor para enfrentar o DUT em setembro e isso já começa a me preocupar um pouco.

Ainda não peguei com o Ian as planilhas dessa semana, mas imagino que siga o mesmo ritmo. No domingo terei ainda o bônus da minha primeira corrida de trilha, em Campinas, de 27km – e estou bem ansioso para ela! Vamos ver como me saio nesse novo mundo.

Vontade, motivação e treino, pelo menos, não faltam.

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Checkpoint 1: Muita gripe, mas com muita coisa feita

Não dá para dizer que este tenha sido o melhor dos começos: na sexta, uma gripe como há anos não tinha praticamente tomou conta de mim, com direito a febre e muito mal estar.

Para piorar, tentei ignorar os sintomas e fazer um longão ontem, no que fui reduzido a pó pelas condições do corpo. Pois bem: com algum descanso a mais, saí hoje para um treino por esforço: estabeleci um limite máximo de 2 horas mas, dependendo de como estivesse me sentindo na prática, esse tempo poderia se transformar em uma volta no quarteirão.

Por sorte, o corpo realmente estava em melhor estado e fiz 21k nas 2 horas, incluindo aí duas voltas pela trilha do Ibirapuera e uma subida da Ministro.

Acabei fechando a semana abaixo do que esperava, mas com 62k rodados e alguns ganhos muito importantes:

1) Resolvi o problema da mochila de hidratação: a Quechua RaidTrail de 12L está perfeita.

2) Ficou claro também que rodar com 3 ou 4 quilos a mais nas costas muda a biomecânica e exige mais. Me peguei, pela primeira vez em anos, pisando primeiro com o calcanhar – provavelmente porque a mochila alterou o meu centro de gravidade. Em paralelo, terminei o dia com algumas dores nas costas certamente herdadas da falta de hábito. Para os treinos futuros, portanto, devo redobrar a atenção na biomecânica para evitar lesões, fazendo o meu corpo aprender a correr com esse “algo a mais”. Com relação às dores… bem… só mais treino as resolverá.

3) Alinhei expectativas e modelo de treino com meu treinador, o Ian – o que já estava incomodando bastante.

4) Organizei as provas que devo participar até o DUT, incluindo a Pé na Estrada em Campinas e a Indomit K42, em Bombinhas.

Olhando agora, realmente parece que a semana foi produtiva! Tabelas com os dados dessas primeiras duas semanas abaixo:

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Para a semana que vem tem mais intensidade e mais distância – e tentarei ainda fazer o longão lá no Pico do Jaraguá, aproveitando o ganho altimétrico.

E vamos que vamos!

Primeiro papo com o treinador: sincronizando a planilha com o corredor

Treinar a distância tem as suas peculiaridades. Falamos via Skype, trocamos informações por email e tentamos nos acertar como pode.

O começo oficial do meu treino, devo dizer, foi bem truncado. Nas primeiras duas semanas o Ian estava fora da Inglaterra, cobrindo uma ultra na Espanha, e teve todo o seu equipamento de fotografia roubado em Barcelona. OK… baita problema para ele… mas acabou sendo para mim também, que precisei me guiar meio que no escuro.

Tinha recebido algumas planilhas dele mas, especialmente por ser no começo, ajustes eram absolutamente fundamentais. Para citar apenas dois itens: ele considerou 6 treinos semanais (algo meio impossível pela minha agenda) e longos que achei curtos demais.

Enfim… mimimis à parte, acabei conseguindo falar com ele ontem (quarta). Levantei todos os pontos e combinamos os seguintes ajustes:

  • Os treinos caíram para 5 por semana
  • As sessões serão mais direcionadas: treinos de velocidade terão velocidade de verdade, treinos longos serão mais longos, treinos de regeneração serão realmente leves
  • Morros serão incorporados nos longões
  • Os acompanhamentos todos terão como foco as três provas em que eu estou inscrito (mas, claro, tendo a DUT como principal)

No geral, o papo foi BEM importante e fundamental para essa adaptação entre corredor e planilha. Agora é seguir e monitorar os próximos passos.

Agora é seguir adiante!

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