Semana de pico, longão 1: bom dia, dia!

De todos os horários do dia, correr pela manhã sempre foi a minha preferência. Tem alguma coisa sobre o cheiro, a preguiça nas calçadas, os idosos saindo com jornais debaixo do braço e as crianças seguindo para as escolas que funciona como uma espécie de boas vindas às horas que estão por chegar.

Mas, nessa semana de pico, encaixar um longão de 2h30 em plena terça significou madrugar de verdade, saindo antes das 5:30. E, nessa época do ano, Sampa está totalmente às escuras a essa hora. 

Sem problemas: saí cortando a escuridão e o silêncio com passadas ritmadas e com o som da água balançando na mochila de hidratação. Swoosh, swoosh, swoosh, swoosh…

O plano era simples: seguir em uma corrida muito leve até completar 1h45, quando engataria em uma tempo run por 20 minutos e depois voltaria ao ritmo anterior completando o circuito.

E, por circuito, entenda-se chegar no Ibira pela Groenlândia, dar três voltas por fora do parque (com uma ou outra entrada para pegar a trilha) e voltar, subindo via Ministro Rocha Azevedo.

Antigamente, qualquer treino de mais de duas voltas já me deixava entediado: repetir percurso era tudo que eu mais odiava. Hoje, no entanto, percebi que isso mudou: o percurso em si passou a importar menos. Duas, três, quatro voltas? Sem problemas: o foco passou para o lado de dentro, para a mente e para o turbilhão de pensamentos que correm dentro dela. Correr, já há algum tempo, deixou de ser físico e passou a ser mental. A ser zen.

A paisagem, nesse caso, serve para aqueles momentos em que se quer dar um tempo de si mesmo, respirar melhor e olhar em volta para se sentir mais vivo. Simples assim. E prático – muito prático. 

Aliás, aprendemos a ser práticos quando corremos por tantas horas como parte de uma rotina. 

Mas 2h30 em uma terça, decididamente, não era rotina. Cansa pelo imprevisto, pelo esforço com cara de sábado apimentado pela aceleração entre 1h45 e 2h05. 

Ainda assim, por mais longas que sejam as corridas, elas sempre terminam. E às 8:00 estava em casa.

O dia ainda estava com cara de manhã: trabalhadores parados em bancas lendo os jornais pendurados nas laterais, babás retornando sozinhas das escolas das crianças, cachorros e seus donos entrando de volta em seus prédios. 

Hora de começar o dia: o próximo longão, também de 2h30, será apenas na quinta. 

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A reta final

Hoje se inicia um dos períodos mais cruciais de todo o processo de treinamento para a Douro Ultra Trail: as três semanas finais. E, dado o pouco tempo de treino em todo esse processo de transição, não serão três semanas fáceis (como pode ser visto abaixo).

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Essa, por exemplo, contará com três longões (dois de 2h30 na terça e quinta e um de 5 horas no sábado). Na sexta anterior, uma série de fartleks servirá para complementar a planilha com pitadas fundamentais de velocidade. Deverei chegar ao fim do último longão bem cansado – mas aí entrará uma estratégia diferente das que usei em ultras anteriores, principalmente pela inutilidade que períodos de tapering/ ajuste fino mais tradicionais tiveram para mim no passado.

Primeiro, mudarei toda a rotina começando pelo domingo, dia normalmente utilizado para regenerativos e que será, neste caso, de puro descanso. 

A semana que vem, por sua vez, começará com treinos já na segunda, emendando com terá e quarta. Em geral, serão treinos mais leves – mas ainda com alguns exercícios de velocidade. Viajarei para Portugal na sexta, dia 5 – mas o dia será aberto com um longão de 2 horas essencialmente compostos de tempo runs encavalados. Sábado será dia de descanso e, no domingo, apenas 40 minutos leves fecharam esse período que somará um total acumulado de 6 horas.

Finalmente, a semana de prova terá 4 treinos: um leve e curto na segunda, um mais puxado na terça, uma sessão de fartleks na quinta e 15 minutinhos levíssimos na sexta apenas para soltar as pernas e aliviar a ansiedade. Essa tática, aliás, me foi passada por um dos meus ídolos, o Bruce Fordyce, quando me preparava para a Comrades – e funcionou super bem. 

A partir daí é largar na DUT e torcer para que toda essa nova rotina de reta final funcione tão bem na prática quanto no papel. E, se ajustes forem exigidos pelo corpo ao longo do caminho, certamente nada me impedirá de fazê-los!

 

Checkpoint 10: Entreposto, descanso e preparação

Não dá para dizer que esta foi uma semana intensa: rodei pouco menos de 6 horas, não cheguei sequer a 60km e nem atingi os mil metros de ganho altimétrico acumulado.

Ainda assim, foi uma espécie de desaceleração importante por ter vindo logo depois da semana da Indomit que, sob chuva e quedas, deixou as suas marcas no corpo.

Depois de um dia de descanso, as dores musculares realmente evaporaram como que por milagre. Creio que esse volume de corridas longas e provas complicadas estejam fazendo o corpo aprender a se recuperar em intervalos menores, algo sempre bem vindo.

Por outro lado, o desaparecimento das dores musculares fez aparecer uma dor que deveria estar meio escondida até então, fruto de uma das quedas mais pesadas da Indomit onde acabei dobrando meu joelho esquerdo com a mesma “determinação” que um ginasta olímpico. Na hora, lembro que doeu e que falei para mim mesmo que me lembraria daquele momento no futuro próximo – ou seja, agora. Mas não há de ser nada demais (espero): afinal, estou conseguindo fazer os treinos normalmentee, aos poucos, ela está seguindo o seu rumo em direção ao esquecimento. Torçamos para que não demore a chegar lá.

Fora, isso, estou inteiro e pronto para a próxima, encarando este momento entre provas, este entreposto, como ele deve ser.

Semana que vem será o pico do treino para a Douro Ultra Trail e contará com 3 treinos intensos: dois longões de 2h30 cada (terça e quinta) e outro de 5 horas no sábado, onde provavelmente irei na USP. 10 horas em três dias, portanto, incluindo aí um ou outro tiro no meio do primeiro longão.

Feito isso, é administrar a aterrissagem até a largada da DUT, na serra portuguesa. Que bom: a ansiedade por atingir essa meta já está começando a se construir de forma determinante!

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A USP de preto e o esporte coletivo

Sempre imaginei que correr fosse um esporte individual, meio solitário. Para falar a verdade, sempre gostei muito disso: passar horas a fio movendo apenas pernas e pupilas – além da mente, claro – é algo quase sublime.

Pensando bem, é difícil encontrar algum ultramaratonista que não se dê bem e curta passar um bom tempo só, perdido entre trilhas e pensamentos.

Mas isso não significa que a corrida, enquanto esporte, seja algo individualista. Descobri isso desde que comecei o outro blog, o Rumo a Comrades, que acabou me trazendo grandes amigos. Houve um inegável clima de camaradagem que durou por todo o treinamento, pela prova e mesmo até hoje, meses depois.

Mas o dia de hoje foi um capítulo à parte. Como muitos sabem, na semana passada um bêbado atropelou algumas pessoas no reduto sagrado de corredores todos os sábados, a USP, e acabou matando o atleta Álvaro Teno.

Imediatamente, corredores de todos os cantos da cidade se juntaram e começaram a organizar uma espécie de protesto/ homenagem pelas ruas da Cidade Universitária – a Black Run. A proposta era simples: fazer o longão de sábado vestido de preto.

Simples, mas impactante.

De camisa preta, fui hoje à USP para o meu longão e, sem saber o que esperar, acabei me deparando com outras muitas centenas de corredores com o mesmo “uniforme”.

O que nasceu como um protesto acabou, ao menos para mim, se transformando em uma prova concreta do quanto a corrida é algo coletivo, fazendo anônimos dos quatro cantos compartilharem pelo menos alguns valores muito, muito importantes.

Que fique registrada essa homenagem ao Álvaro Teno e a esse esporte que consegue unir a solidão ao senso de comunidade de maneira tão espetacular.

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Os pequenos milagres do corpo

Milagres, na minha opinião, nunca são tão grandiosos quanto costumam ser definidos.

Não acredito que milagres curem doenças graves ou salvem a humanidade de desastres cataclísmicos: dou esse crédito à ciência e à sorte, dois elementos que costumam ser ignorados quando grandes feitos são creditados a um ser maior.

Mas isso não significa que não acredite em milagres. Ao contrário: tenho a mais nítida certeza de que eles existem sim – mas escondidos nas pequenas coisas que costumamos ignorar. Milagre, para mim, é tão somente um nome mais pomposo para eficiência surpreendentemente exagerada em qualquer que seja o processo.

Algo como os efeitos de um dia sem treino para a recuperação muscular.

Ontem amanheci quebrado, sofrendo as dores tardias da Indomit somadas a dois dias de treino que, embora leves, só pioraram o quadro. Tudo – absolutamente tudo – doía. Caminhar, por si só, parecia tortura chinesa.

Não corri ontem. Não por decisão consciente, verdade seja dita, mas porque uma viagem a trabalho me impediu.

Acordei cedo, peguei avião, fiz uma bateria de reuniões, não consegui sequer almoçar e voltei para casa no último vôo. Não dá para dizer que descansei – ao menos não no sentido mais óbvio do termo.

Mas, aparentemente, meu corpo decidiu aproveitar a falta de uma corrida em 24 horas para acelerar a recuperação geral.

Lá dentro, microrupturas devem ter se reparado, tendões descansado, músculos relaxado. Tudo em um punhado de horas. Tudo com a agilidade que nunca conseguirei ter nas trilhas.

E tudo surpreendentemente – e milagrosamente – efetivo.

Hoje, por puro milagre, acordei novo em folha.

Que bom: já é hora de correr.

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O difícil planejamento do período entre provas

Quando se está entre duas provas alfa, há uma sensação de tempo. Desde que terminei Comrades e me inscrevi na Douro Ultra Trail pude organizar treinos, planejar provas de teste e preparar todo o caminho entre ponto A e ponto B. 3 meses pareciam longos o suficiente para qualquer preparo.

O problema não estava aí, entre a Comrades e a DUT.

O problema está entre a última prova teste e a alfa – principalmente quando os cronogramas são apertados.

No meu caso, entre a Indomit, no sábado passado, e a Douro Ultra Trail, em três semanas.

Hoje é quinta – e, claro, estou ainda em processo de recuperação dos danos causados ao corpo por 6 horas e meia de corrida em 42km de trilhas absolutamente encharcadas e técnicas. As pernas doem, os joelhos incomodam, os pés ardem.

Os treinos desta semana até estão mais leves do que o normal – só que, sendo franco, apenas mais dias de descanso absoluto me deixariam em forma de novo. Dias que, pela proximidade dos 80km do DUT, eu não tenho.

Então, esta semana, estou convivendo com a dor. Treinei leve na terça e quarta, com uma pausa hoje (por conta principalmente de uma viagem bate-volta a trabalho, eliminando a chance de dormir um pouco mais). Amanhã, sexta, tenho intervalados; sábado, um longo de 2 horas; e domingo, um regenerativo leve.

Se tudo der certo, a dor e a fadiga serão gerenciados de maneira a irem diminuindo levemente, aos poucos, até ficarem mais suportáveis. Pelo menos esse é o plano.

Segunda é dia de descanso e de esperança de estar “zerado” – ao menos dentro do minimamente plausível.

A semana que vem, por sua vez, será a mais chave de toda a reta final rumo à DUT, com três longões inseridos em 5 dias.

Só que descobri que, quando se está no extremo da exaustão, a mente deve se focar no curto prazo, em vencer um dia de cada vez. Semana que vem é outra história.

Por enquanto, a meta inclui me concentrar no corpo e na presença desta linha tênue entre a manutenção do treinamento e a possibilidade de lesão. Por enquanto, todo o esforço deve ser feito para me manter em um único pedaço, inteiro, saindo da zona de perigo o quanto antes (mas sem pânico ou afobações que possam prejudicar o objetivo final).

Calendários curtos entre provas alfa tem disso: afinal, são 3 meses entre correr os 90km de Comrades, transicionar para as trilhas e partir para 80Km nas montanhas portuguesas. Talvez eu realmente tenha sido agressivo demais, quase descuidado. Talvez precisasse mesmo considerar um tempo maior para este processo todo.

Mas, como chorar o leite derramado não adianta, é hora de respirar fundo, me concentrar no próprio corpo e nos desafios diários.

É hora de seguir em frente.

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Lição aprendida com o Indomit: tipo de terreno importa tanto quanto distância e altimetria

Quando se faz qualquer tipo de transição, costuma-se levar em conta apenas as variáveis já conhecidas. No meu caso, a mudança do asfalto para a trilha incluiu treinos e análises sobre os dois principais parâmetros que considerava em provas: distância e altimetria.

Assim, todo percurso de prova era encarado de maneira bidimensional: contavam quanto eu correria e quanto subiria. Só.

Mesmo quando ouvia que percursos eram excessivamente técnicos o que considerava apenas eram graus mais severos de inclinação – como se isso bastasse.

Aí veio a Indomit Bombinhas e uma lição que todo corredor em transição deve ter.

A altimetria da prova não é tão severa: cerca de 1.200 metros ao longo de 42K – menos do que faço em um longão cotidiano de sábado. As subidas e descidas, em circunstâncias normais, não seriam tão tensas e até permitiriam uma visão que tendesse a esse bidimensionalismo do asfalto.

Mas, em trilhas, há sempre o elemento inesperado. No caso de Bombinhas, a chuva.

Com chuva, a terra vira lama, as descidas viram escorregadores, as subidas viram um desafio mais mental do que físico.

Com chuva, os olhos se focam no chão (e não na paisagem), fazendo o tempo se esticar para além do marcado no relógio.

Com chuva, outros corredores diminuem o pace em trilhas de uma via só, forçando uma queda talvez mais desestimulante do que o efetivamente necessário.

Com chuva, tudo muda.

E aí veio a lição, mesmo que com alguns dias de atraso: o tipo de terreno (aliado, às vezes, a imprevistos meteorológicos) é uma variável tão importante quanto distância e altimetria. A chuva é apenas um exemplo: neve, areia de praia, dunas, trechos que incluam pequenos riachos, enfim: sempre há algo que deva ser levado em consideração.

As quase 6 horas e meia que passei no Indomit – que, diga-se de passagem, foi uma prova sensacional – me deram essa dura (e muito bem vinda) lição.

Agora é digeri-la e usá-la mentalmente em outras provas.

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Sobre o LiveTracking do Garmin ForeRunner 620

Em uma palavra: funciona.

Testei a função do LiveTracking no sábado, lá na Indomit Bombinhas. A utilidade era óbvia: por ser minha primeira corrida grande em trilha, não tinha como prever o tempo e, portanto, deixar a minha família informada de onde estava e quando deveria chegar.

O funcionamento também é relativamente simples: basta usar a app do Garmin no IPhone e emparelhá-lo via Bluetooth com o relógio. Aí, antes de iniciar a prova, basta ligar o LiveTracking no telefone e pronto: de tempos em tempos o GPS sincroniza dados via Bluetooth e o IPhone os envia para a Web via 3G.

Na outra ponta, o mapa de deslocamento é transmitido em tempo real, incluindo alguns indicadores como tempo, velocidade média etc.

Corri por quase 6h30 e a bateria do ForeRunner 620 segurou bem. Só a do IPhone é que chegou nas últimas, perdendo os últimos metros do percurso. Mais de seis horas é tempo demais, claro – mas insuficiente para ultras ou provas em trilhas mais duras (como a Indomit). Não se pode culpar a Garmin por isso, no entanto.

Em resumo: essa funcionalidade realmente é excelente!

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Checkpoint 9: Segunda meta cumprida

Não há muito o que falar além do que já comentei no post de ontem: a semana inteira girou em torno da segunda meta do meu plano rumo à Douro Ultra Trail: fazer a Indomit Bombinhas.

Neste ponto, o importante de comentar é que levei a semana como normal, sem fase de tapering ou nenhum tipo de diminuição. Ao contrário: fiz os três treinos em dias úteis, mesclando tanto volume quanto intensidade (via tempos e tiros) e cheguei em Bombinhas como se fosse um final de semana normal.

Só na largada da Indomit é que senti um pouco o cansaço ampliado pela areia fofa dos primeiros metros. Mas, ainda assim, sacudi o corpo e voltei ao normal, encarando a prova com sangue nos olhos.

Em resumo (e com alguma dose de orgulho): tudo saiu perfeito.

Segunda fase completa. A próxima agora é lá em Portugal.

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Indomit Bombinhas: difícil, mas sensacional

Fase dois do plano completa: fiz hoje os 42K da Indomit Bombinhas, última parada antes da Douro Ultra Trail.

A palavra “difícil” nem começa a descrever a prova.

Na madrugada de ontem para hoje, um temporal bem forte se abateu sobre a costa catarinense – algo como um pacto entre Iansã e Æolus para deixar a prova mais emocionante.

Funcionou. A quantidade de lama era tamanha, principalmente na primeira montanha, que escorregar passou a ser algo quase corriqueiro. Subidas íngremes se alternavam com descidas tensas em um piso que parecia gelo marrom – e que piorava a cada instante com a chuva que nunca chegou a parar de cair.

Depois, areia de praia. Dura ou fofa, foi bem vinda. Uma espécie de relaxamento para a mente que já mostrava sinais de cansaço.

Relaxamento temporário: logo ele foi substituído por mais trilhas fechadas. Mais emoção e uso de, acredito, todos os músculos existentes nas pernas.

E assim, com muita trilha, muita praia, alguns trechos em estrada de terra e, claro, um inesquecível costão de pedras, finalizei a Indomit.

Entre subidas e descidas técnicas, escorregões e algumas paradas para ver a incrível paisagem de Bombinhas, fiz um tempo bem pior do que imaginava: 6h27.

Mas tudo bem: foi uma iniciação em corridas por trilhas mais longas e mais árduas e eu nem sabia bem o que esperar.

Agora sei.

Sei que doeu, que é bem diferente de corrida de rua, que há elementos muito mais imprevisíveis que o asfalto e cenários tão acachapantes que dificilmente esquecerei.

Amei cada quilômetro.

Agora quero mais.

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Mais algumas fotos que encontrei pela Web:

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E mais outras publicadas diretamente no Facebook da Indomit:

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