E eis que chega a fase de pico com todas as suas dores

Ao acordar na madrugada de hoje para pegar um vôo a trabalho, me dei conta de que estava entrando na fase de pico do meu treinamento.

Já na cama, nos instantes entre o primeiro toque do desperador e o snooze, parecia que todos os músculos inferiores – nas coxas, pernas e pés – estavam tensos, rijos, como que em estado permanente de dor. Dor, aliás, de uma simetria perfeita: os dois lados pareciam espelhos perfeitos um do outro.

Aí caiu a ficha: estava já entrando no pico do meu treinamento para as duas ultras que fecharão meu semestre: a Ultra Estrada Real, em 4 de abril, e a Comrades, em 31 de maio.

Faltam, portanto, cerca de 5 ou 6 semanas para a primeira das duas largadas de aproximadamente 90K – tempo que nem eu mesmo estava considerando. Some-se isso à recente descoberta de que eu estava ficando lento demais, interrompendo esse processo com doses de treinos de velocidade a rodo sem diminuição de volume, e tem-se a explicação perfeita para cada mínima pontada de dor.

E fase de pico, para mim, significa aplicar uma meta diferente nos treinos. A esta altura, ganhos efetivos de performance serão difíceis: o foco será manter os resultados obtidos até aqui, apenas ajustando-os, delicadamente, para os desafios por vir. E, apesar da semelhança nas distâncias, ambos são bem diferentes.

A UER será por terrenos variados, somando estradas de terra, trilhas e asfalto, contará com temperaturas mais fortes e carregará algo de ineditismo até mesmo no sentido navegacional uma vez que contarei apenas com os marcos oficiais da estrada para não me perder. E, claro, terá a emoção adicional de ter sido uma prova “inventada” por mim, nascida aqui mesmo no blog e tornada realidade pelo entusiasmo de toda uma comunidade de ultracorredores, muitos dos quais eu sequer conhecia.

A Comrades, por sua vez, é a Comrades: 100% em asfalto, veloz, com muita subida, um apoio ferrenho de um público absolutamente presente e coroando um sonho que começou desde a minha primeira ultra: a medalha back-to-back, concedida aos que concluem os dois sentidos do percurso em anos consecutivos.

Pouco mais de um mês me separa do primeiro desafio; pouco menos de 2 meses separam o primeiro do segundo.

Que os Deuses do endurance soprem bons ventos para esses próximos 3 meses!

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