Aceitando a grande fome

Desisti de controlar o apetite. Simples assim.

Até então, cada alimento consumido era pensado, pesado, dosado. Mas desde abril, quando os treinos para Comrades se intensificaram, isso foi ficando difícil.

A prova veio e passou. Ganhei uns quilos na semana de descanso e dobrei a atenção. Voltei à rotina pegando pesado em treinos com tiros, tempos e ladeiras – e os quilos foram embora.

Nesse vai-e-vem de peso, a constância foi sempre a fome. Gigante em alguns momentos, com ataques súbitos de intensidade.

O único lado positivo é que coisas como frituras e fast-foods já não descem mais – pelo menos a qualidade dos alimentos melhorou um pouco. Um pouco, já que meu vício por chocolate beira o ridículo.

Enfim: o fato é que desisti de me estressar por isso. Se a intensidade dos treinos acaba anulando os inevitáveis resultados da grande fome, então que seja esse um dos equilíbrios trazidos pelas ultras.

Agora, quando alguém me perguntar porque passo tanto tempo correndo, já terei uma resposta mais prática e menos filosófica: para comer tudo o que quiser!

Agora dá licença: vou tomar um outro café da manhã. E depois almoçar.

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