Como estou pós-Comrades

Hoje é dia 5 de junho – 4 dias depois da Comrades 2014, lá na Africa do Sul.

Apesar de já ter feito uma ultra antes – a Two Oceans, de 56K – essa foi a minha primeira jornada em um percurso acima de 50 milhas. E foi absolutamente espiritual, para dizer o mínimo. Não vou me prolongar muito falando da Comrades – já fiz todo um blog com algumas centenas de posts narrando tanto a jornada quanto a prova em si (veja aqui).

Mas, considerando que este é o que considero o dia 1 da minha transição para as trilhas, é sempre bom começar detalhando o meu estado físico alguns dias depois de ter passado 10h54 na estrada entre Pietermaritzburg e Durban.

Meu tornozelo esquerdo é o único ponto realmente problemático. Aparentemente desenvolvi um cisto sinovial nos últimos quilômetros da prova, vazando líquido de alguma articulação e criando uma bolha na parte de cima do tornozelo que está comprimindo toda a região. O lado bom é que não é nada de grave: o cisto já começou a desaparecer, com o líquido sendo reabsorvido pelo próprio organismo. A região inteira ainda ainda está bastante inchada, mas melhor. Fui ao médico ontem para saber se poderia ser algo grave mas, aparentemente, basta dar um pouco mais de tempo ao tempo e estarei inteiro.

O restante da musculatura está toda recuperada: não há mais nenhum sinal de dor em nenhuma outra parte do corpo.

O moral está excelente – como não poderia deixar de ser. No domingo completei uma prova que definitivamente mudou a minha vida e a minha forma de me entender enquanto pessoa. Comrades faz isso com todos, aparentemente.

Meu relógio quebrou na Comrades. Aparentemente, o sal do suor acumulado embaixo do pulso danificou os sensores do Adidas Smartrun que, agora, não carrega mais. Devo passar na Adidas esse final de semana para ver o que fazer mas, como o relógio foi comprado fora do Brasil, tenho poucas esperanças de solução. Se for o caso, terei que comprar um outro. Infelizmente.

Assim, com um tornozelo ainda se recuperando, sem relógio, com moral elevado e restante da musculatura recuperada, começo uma nova jornada que me levará para mais distante das ruas e mais próximo das montanhas. Ainda é cedo para dizer sequer se gostarei da experiência – embora ache difícil que não.

De toda forma, veremos, a partir de hoje, quais os caminhos que me esperam!

Screen Shot 2014-06-05 at 4.10.12 PM

 

 

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