Crescimento de ultras nos últimos 10 anos

Há alguns anos, eu nunca tinha ouvido falar de ultras. Aliás, eu tinha plena certeza que a São Silvestre era uma maratona (!).

De lá para cá, me descobri no asfalto e nas trilhas, fui ampliando as distâncias e concluindo que tempo passado só, em ritmo constante e em direção definida é simplesmente fascinante.

Claro: achar que só eu descobri isso nesse período seria de uma arrogância ímpar. Mas, ainda hoje, evito falar em círculos normais que curto distâncias maiores para evitar olhares tortos, daqueles que mesclam descrença a certeza de insanidade.

Dia desses vi um gráfico bem interessante sobre o crescimento de ultras no mundo. Veja abaixo: nos últimos 10 anos, a soma de eventos e corridas oficiais saltaram de 528 para 2.141 – 4 vezes mais!

Imagino que o número de participantes por corrida tenha crescido também, embora esse dado não tenha sido revelado.

Qual a utilidade prática desse dado? Bom… pelo menos deixa a nós, amantes de ultradistâncias, com uma sensação de maior de “normalidade social” – se é que isso existe :-)

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Primeiras impressões do tênis Salomon S-Lab Sense 3 Ultra

Já fazia algum tempo que estava querendo testar esse tênis. Ganhei de presente de aniversário, em outubro, mas acabei postergando a sua “inauguração” por não querer massacrá-lo no asfalto – até que desisti de preciosismo.

Ontem pela manhã decidi calçá-lo e aproveitar pelo menos a pequena trilha em torno do Ibirapuera. Não é exatamente um ambiente selvagem – mas também não é uma avenida inteiramente pavimentada.

Primeiras impressões: o sistema de cadarço dele é complicado. Levei alguns bons minutos até entender a lógica e, em um dos pés, acabei deixando-o apertado demais. Além disso, como se pode ver na foto abaixo, esse sistema deixa a lateral do tênis próxima ao tornozelo aberta demais. Não senti nenhum problema prático no percurso que fiz – mas certamente isso pode permitir que pedrinhas entrem e atrapalhem um pouco (embora haja uma proteção na língua que pode eliminar problemas do gênero).

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Por outro lado, pode ser que apenas um ajuste melhor no cadarço resolva. Veremos em próximas corridas.

Fora isso, o tênis se comportou incrivelmente bem. O grip na sola é muito forte e seguro – certamente teria feito a diferença no Indomit Bombinhas enlameado que participei há alguns meses.

Gosto de correr com tênis minimalistas – o mais “barefoot style” possível, com drop zero e peso ínfimo. Nas ruas, normalmente uso o Merrell TrailGloves ou o Vibram Fivefingers, excelentes para ajudar na biomecânica. O Salomon S-Lab Sense 3 Ultra não é exatamente “barefoot style” – tem um drop de 4mm que me preocupou um pouco no começo.

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E, de fato, esse drop pode ser sentido nos primeiros passos, mas um ajuste rápido na pisada para garantir uma biomecânica fluida, com pisada com o peito do pé, resolve. Não tive nenhum problema ou dor.

Ao contrário: a qualidade da sola acabou protegendo os pés dos galhos e pedrinhas no caminho mais do que qualquer outro tênis que estou habituado a usar.

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Outro ponto positivo é a leveza. São 230g de tênis – apenas 90g a mais que o Vibram e 30 a mais que o Merrell. Pouco, muito pouco considerando o nível de proteção e grip da sola.

No geral, fiquei muito, muito satisfeito com o tênis. Tanto que estou seco por uma trilha nova em algum lugar para que possa testá-lo por mais tempo em “condições mais adequadas”, para dizer o mínimo.

Checkpoint semanal: Olá, longão!

Estava com saudades de um longão realmente descente.

Nos últimos tempos, tenho feito corridas mais curtas e buscado mais velocidade nelas – pelo menos até a Maratona de Sampa. Depois disso, acabei entrando em uma espécie de vácuo de overtraining, me recuperando mais lentamente do que desejava. Mas o fato é que me recuperei – e, ontem, depois de muitas semanas, fui para a rua sem muita hora para voltar.

Foram, na prática, 3h23 somando pouco mais de 30,6km. Um ritmo lento, admito – mas velocidade não estava exatamente nos planos. A ideia era apenas sair de casa, entrar na USP e aproveitar o máximo de duas voltas por lá, sorvendo cada raio de sol, cada visual e cada gota do clima de corrida que domina todo aquele ambiente.

Não vou mentir que cheguei bem cansado de volta – 30km são 30km em qualquer que seja a fase do treino. Mas cheguei bem e pronto para fechar a semana com uma corrida mais acelerada hoje, onde usei pela primeira vez o Salomon S-Lab Ultra na trilha em volta do Ibirapuera. Mas isso fica para outro dia.

Por hora, vão apenas os meus gráficos acumulados e a satisfação de ter quebrado, novamente, a marca dos 30km em um sábado como outro qualquer.

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Ultra Estrada Real: estamos no Webrun :-)

Recebi, ontem, um email da Webrun informando que a Ultra Estrada Real está já formalmente aparecendo no portal. Mesmo sendo uma ultra independente, que está quase que se auto-organizando com base na pura vontade de corredores, é bom começar a vê-la já em “carne e osso” em posts e sites.

Aliás, o incrível desse “evento” é justamente o fato dele representar o que considero como mais apaixonante de todo esse esporte: uma motivação gerada pelo amor às trilhas e distâncias – e não por kits recheados e multidões aplaudindo.

Que bom :-)

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Ultra Estrada Real: Informações organizadas

Como o volume de informações sobre a Ultra Estrada Real estava ficando grande demais, acabei organizando tudo em um mesmo ambiente. Informações sobre a prova, o percurso, mapas, planilhas, fotos, formulário e tudo mais pode ser visto agora no http://www.rumoastrilhas.com/ultraestradareal . Simples assim :-)

Na medida em que for juntando mais informações, vou colocando tudo lá, ao alcance. E, claro, quem tiver qualquer dúvida ou precisar saber de alguma coisa específica, é só comentar por aqui que eu providencio!

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Ultra Estrada Real: já somos em 5!

Apenas para atualizar: somos já cinco corredores dispostos a percorrer os 88km do trecho da Estrada Real no dia 4 de abril de 2015!

E, no total, alguns dos corredores já disponibilizaram uma ajuda que será MUITO bem vinda e que inclui dois carros de apoio, 4 voluntários e, possivelmente, uma ajuda com nutrição.

Do lado de cá, vou começar a organizar uma página mais completa com as informações sobre o evento (que, agora, já tem ares mais oficiais) e montar uma espécie de newsletter que mantenha todos informados e no mesmo pique.

E só lembrando: quem quiser se juntar a nós é só preencher o formulário no link http://bit.ly/1xsanOa

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Atualização de 13/11/2014: Percurso e informações gerais estão já plenamente organizados em uma página única: www.rumoastrilhas.com/ultraestradareal . Para saber mais e se inscrever, clique aqui.

Formulário de inscrição na Ultra Estrada Real

Para facilitar a organização da Ultra Estrada Real, no dia 4 de abril de 2015, criei um formulário no Google Docs. A ideia é simples: com todos os dados de quem quiser participar em mãos, posso já me mexer para organizar alguns pontos críticos dessa “prova independente”.

Afinal, é uma ultra com percurso incrível, mas sem nenhum tipo de chancela oficial que não a vontade de corredores de desbravar o país. Todos estão mais do que convidados a participar – quem sabe assim não acabamos criando uma prova oficial no futuro?

Bom… o formulário segue abaixo. Se preferir, no entanto, pode acessar o link http://bit.ly/1xsanOa

Boas trilhas para nós!!!

Atualização de 13/11/2014: Percurso e informações gerais estão já plenamente organizados em uma página única: www.rumoastrilhas.com/ultraestradareal . Para saber mais e se inscrever, clique aqui.

Finalmente de volta ao ritmo!

Ufa! Depois de uma “semi-depressão” doída por conta do overtraining e do estresse de um fim de ano no mínimo tenso, depois de uma corrida de segunda libertadora e de um longão feito hoje, domingo, incluindo um percurso diferente pelo centro de Sampa, estou finalmente me sentindo inteiro de novo!

E a maior prova talvez seja justamente o acúmulo de tempo, quilômetros e altimetria nas ruas. Nada que se assemelhe a um corredor de elite ou mesmo aos meus próprios marcos em tempos de picos de treino, obviamente – mas, na corrida, peculiaridades individuais se somam a momentos e contextos para desenhar o que é, de fato, um desafio.

O dessa semana foi fechar essa fase ruim pela qual estou passando com algo além dos 60km. Deu certo: cheguei aos 65km extremamente bem.

Meta cumprida com cérebro, motivação e inspiração devidamente oxigenados.

Aliás, eu arriscaria dizer que o “adeus” dado ao overtraining veio com um alívio tão grande que, até agora, a endorfina parece caminhar pelas veias soltando picos de bom humor por todo canto do corpo.

Perfeito.

Hora de aproveitar e de seguir adiante. Semana que vem, afinal, tem mais ruas e trilhas a serem corridas. Ainda bem!

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Brincando de Strava

Dia atípico: por conta de uma reunião de trabalho às 8:30, acabei tendo que assassinar o meu longão de hoje. Tudo bem: acabei “espalhando” o longão pelo resto da semana/

E, claro, aproveitei também para usar o meu brinquedo novo, o Strava. Até então, usava o MiCoach, da Adidas, para acompanhar os treinos. Essa app é imbatível em um ponto: ela efetivamente passa instruções ao longo de cada corrida, funcionando quase como uma conexão virtual permanente com um treinador.

Mas, desde que troquei o SmartRun para o Garmin, acabei pesquisando outras ferramentas. E caí no Strava que, diga-se de passagem, é integrado tanto ao MiCoach quanto ao Garmin.

Não vou ficar aqui celebrando o software: eu provavelmente sou o último corredor a conhecer o sistema deles. Mas vou apenas dizer que fiquei quase abismado com o nível de dados que entregam.

Além do conceito de segmentos e de rotas dos outros – que já estou utilizando para programas corridas na Argentina, durante o final do ano – a análise de pace foi o que mais me chamou a atenção.

Até então, utilizava apenas uma análise quase cronológica de uma corrida – incluindo pontos em que aumentava ou diminuía o pace. Hoje, no entanto, a análise de zonas acaba dando uma noção bem mais clara do esforço feito e dos resultados alcançados.

Exemplo abaixo:

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Resultado? Nessa corrida de exemplo, feita ontem, acabei forçando a velocidade (Z4 para cima). Perfeito: era exatamente essa a meta do dia.

Fiz a mesma comparação com a quinta mas percebi que, nela, apesar de ter terminado com uma sensação de missão cumprida, havia me concentrado quase que inteiramente na Z3. Em outras palavras: acabei encaixando um treino errado.

Vou passar a utilizar essa análise mais vezes como uma espécie de ferramenta para guiar o desempenho. Tecnologia é incrível!

Plano Estrada Real: Guia com informações importantes do percurso

Há, no site da Estrada Real, uma série de informações importantes sobre o percurso – incluindo dicas da sinalização, sugestões de hospedagem etc. Aliás, cabe aqui uma observação: eles são de uma organização impecável na Web. Dá até orgulho :-)

Baixei um PDF que tem uma espécie de compilado feito especialmente para quem for percorrer a rota dos Diamantes (onde se “encaixa” o percurso que escolhi).

Esse PDF inclui:

  • Informações sobre o Passaporte Estrada Real
  • Sinalização
  • Explicações sobre as planilhas disponibilizadas (as que coloquei nesse post aqui)
  • Dicas gerais
  • Explicações históricas
  • Detalhamento trecho a trecho (incluindo pontos de carimbo do passaporte, sugestões de atrativos, pousadas e restaurantes); no caso do trecho da ultra, o conteúdo interessante vai da página 54 à 71

Ou seja: um baita guia interessante. Para baixar, clique aqui ou na imagem abaixo:

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Atualização de 13/11/2014: Percurso e informações gerais estão já plenamente organizados em uma página única: www.rumoastrilhas.com/ultraestradareal . Para saber mais e se inscrever, clique aqui.