Ultra Estrada Real: Trecho a Trecho (Trecho 2)

Já chegaremos aquecidos depois de pouco mais de uma meia maratona com uma vista incrível sempre nos acompanhando. Será hora de partir para o segundo trecho.

Trecho 2: 18km de Catas Altas a Santa Rita Durão

De uma bela singularidade, o percurso entre Catas Altas e Santa Rita Durão pode ser dividido em dois momentos. O primeiro é realizado em uma estrada de terra conhecida como “Trilha Parque”, possuindo boas condições e grande parte de seu percurso é plano, facilitando a passagem de diferentes meios de transporte ou mesmo a pé. Já na segunda parte, o viajante se depara com o povoado de Morro d’ Água Quente e até Santa Rita Durão o trajeto passa a ser por uma estrada construída em cima de uma montanha de minério de subidas e descidas, porém não impede o acesso dos praticantes, mesmo sendo a cavalo ou de bicicleta. 

O arraial de Morro d’ Água Quente não apresenta infra-estrutura turística, porém a curiosidade de seu nome, surgido devido às fontes termais que existiam da região, destruídas pelas escavações do ouro, já valem a visita.

Ainda no caminho entre Morro d’Água Quente e Santa Rita Durão, o viajante passa pelo aterro sanitário da região, que já ganhou alguns prêmios por ser exemplo e servir de modelo a outros devido a suas condições ecologicamente responsáveis. Neste ponto também é possível avistar o Pico do Baiano, localizado na Serra de Catas Altas, e que abriga locais para a prática de escalada e outros esportes radicais.

Ao final, o turista chega a Santa Rita Durão, terra do poeta Frei José de Santa Rita Durão. A cidade foi fundada em 1702, e guarda o aspecto pacato das cidades do interior mineiro, além de contar com belos exemplares da arquitetura colonial, como a Capela de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, que foi restaurada pelo IPHAN.

Conteúdo extraído do site: http://www.estradareal.tur.br/caminhos-trechos_1_18

IMPORTANTE:

Faça download e leve consigo os mapas, perfis altimétricos e planilhas de navegação de toda a prova. O link direto para isso é https://rumoastrilhas.com/ultraestradareal/o-percurso/

Ponto no percurso:

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Ultra Estrada Real: Trecho a Trecho (Trecho 1)

Nada melhor do que mergulhar no percurso de uma ultra antes de corrê-lo, cozinhando a ansiedade e ficando deixando o espírito mais preparado para o desafio. Por conta disso, farei aqui uma série de 5 posts sobre cada trecho ao longo desta semana – de segunda a sexta, véspera da largada.

Na Estrada Real, correremos uma parte do Caminho dos Diamantes, que passou a ter relevância depois de 1729, quando as pedras preciosas de Diamantina se tornaram importantes para a economia colonial. O caminho inteiro inclui 395km pela Serra do Espinhaço – mas “faremos apenas” 88km dele (em minha opinião, o trecho mais belo de todos).

Trecho 1 (22km de Santa Bárbara a Catas Altas)

Tratando-se de um trecho relativamente plano, o caminho entre Santa Bárbara e Catas Altas oferece muitas opções e curiosidades ao turista que deve sempre estar atento para não se perder, pois há muitos desvios.  

A paisagem do percurso se revela muito bonita, sendo que, em alguns trechos, a vista da Serra do Caraça, ao fundo, é a beleza mais característica. Em determinado local o viajante terá que passar por dentro de uma fazenda, terminando o percurso debaixo de um túnel da linha férrea, e que, logo depois, deverá ser continuado seguindo os trilhos.

No marco 505 é obrigatória uma parada para apreciar o Bicame de Pedra, que é um aqueduto construído pelos escravos em 1792, de 4 metros de altura, onde suas pedras foram postas sob pressão, sem qualquer tipo de concreto, sobre o qual corria água para abastecer as antigas fazendas da região.

O trecho chega ao fim na cidade de Catas Altas, que foi fundada em 1703, a partir da vinda de bandeirantes em busca do ouro e pedras preciosas. Com o esgotamento das minas a cidade viu a sua economia entrar em decadência, até o naturalista Sainte Hilaire sugerir a substituição da exploração do ouro por ferro, que é abundante na região, reerguendo o status local. A cidade abriga um dos mais harmoniosos conjuntos arquitetura colonial mineira, integrado por igrejas e casarões complementados, ao fundo, pela magnífica Serra do Caraça. Catas Altas oferece infra-estrutura turística.

Conteúdo extraído do site http://www.estradareal.tur.br/caminhos-trechos_1_17

Esse será o único trecho de todo o percurso com trilha – uma relativamente pequena, de 2km. O restante será inteiramente percorrido em estrada de terra.

Devemos começar ainda no escuro, às 5:30, então aconselho a todos que levem lanternas (headlamps)!

IMPORTANTE:

Faça download e leve consigo os mapas, perfis altimétricos e planilhas de navegação de toda a prova. O link direto para isso é https://rumoastrilhas.com/ultraestradareal/o-percurso/

Ponto no percurso:

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Ultra Estrada Real: Inscrições até o domingo!

Sim, há manifestação para todo lado de hoje até domingo, o que deve ocupar pauta, noticiários, acirrar ânimos em redes sociais etc. E longe de mim querer que a UER dispute espaço com eventuais mudanças de rumo no país como um todo… Mas é sempre bom lembrar que as inscrições para a Ultra ficam abertas apenas até este domingo, dia 15!

Depois disso, fecharemos a lista e passaremos ao Instituto Estrada Real, que providenciará os certificados, e para a organização dos pontos de apoio.

Ou seja: quer correr em um percurso histórico, lindo, cercado de amigos em um espírito de confraternização e paixão total pelo esporte? Então a hora é essa.

Link de inscrição: https://rumoastrilhas.com/ultraestradareal/formulario-de-inscricao/

Sobre a Ultra: https://rumoastrilhas.com/ultraestradareal/sobre-a-ultra/

Sobre o percurso: https://rumoastrilhas.com/ultraestradareal/o-percurso/

Fotos do percurso: https://rumoastrilhas.com/ultraestradareal/fotos-do-percurso/

Informações importantes: https://rumoastrilhas.com/ultraestradareal/informacoes-importantissimas/

Largada, chegada e pontos no percurso: https://rumoastrilhas.com/ultraestradareal/largada-chegada-e-pontos-no-percurso/

Infos sobre o troféu de lembrança: https://rumoastrilhas.com/2015/03/02/ultra-estrada-real-teremos-um-trofeu-para-os-concluintes/

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Ultra Estrada Real: Postos de apoio quase completos

Recentemente, o Thiago, da assessoria esportiva mineira Endorfina, topou ajudar no penúltimo ponto de apoio que estava vazio, em Camargos.

Com isso, nossa situação agora é a seguinte (clique nos nomes para ver nos mapas):

  • Catas Altas: Igreja Matriz de N. Senhora da Conceição
    • Postos voluntários até o momento: 1 (organizado por Raoni Araujo e sua digníssima esposa – já há doação de água, isotônico e biscoitos)
    • Distância da largada: 22km
    • Previsão de horário de passagem: Entre 7:00 e 11:00
  • Santa Rita Durão: Igreja Matriz de Nossa Senhora de Nazaré
    • Postos voluntários até o momento: 1 (Milva e Zilma, com água, isotônico, refrigerante, biscoito e paçoquinha)
    • Distância do posto anterior: 18km
    • Previsão de horário de passagem: 9:00 e 14:00
  • Camargos: Marco em frente à Igreja Nossa Senhora da Conceição
    • Postos voluntários até o momento: 1 (Thiago Araujo, da Endorfina Assessoria, com água, isotônico e biscoitos)
    • Distância do posto anterior: 18km
    • Previsão de horário de passagem: 11:00 e 17:00
  • Mariana: Em frente à Rua Bom Jesus, 41 (próximo à Estação Ferroviária e ao Centro de Informações Turísticas)
    • Postos de voluntários até o momento: ZERO (já há doação de água, isotônico e biscoitos)
    • Distância do posto anterior: 18km
    • Previsão de horário de passagem: 13:00 e 20:00
  • Ouro Preto (chegada): Praça Tiradentes.
    • Postos de voluntários até o momento: 1 (Luciana Meirelles Lopes com água, isotônico e biscoitos)
    • Distância do posto anterior: 12km
    • Previsão de horário de chegada: 14:30 e 22:00

Importante: ainda estamos adequando os horários dos postos de apoio às agendas das pessoas. Se algum corredor puder ajudar com o posto de Mariana, perfeito; se voluntários quiserem se juntar e engrossar o caldo nos demais postos, ainda melhor.

No total, devemos negociar um período de 3 horas de apoio nos postos com os voluntários, mas ainda voltaremos a isso no futuro.

Novamente: quem quiser e puder ajudar, por favor mande email para emailnacorrida@gmail.com !

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Ultra longão para testar os sistemas

Hoje já acordei com o “mode ultra” ligado: por volta das 7:00, sairia para o longão mais importante do ciclo de treino antes da largada em Santa Bárbara.

No total, o percurso incluía 8km de casa até a USP por um caminho mais longo, 4 voltas na USP e o retorno até minha casa por uma rota de, aproximadamente, 5km. Somando tudo, chegaria a 45km.

E, de fato, cheguei – mas a avaliação deste longo foi bem pior do que eu imaginava.

Já na saída, o corpo ainda cansado do esforço acumulado das últimas semanas avisou que nada seria tão simples. Segui com o plano: 30 minutos de corrida a um pace conservador para 1 minuto de caminhada, economizando energias e simulando uma estratégia semelhante à que devo usar em Comrades.

Lá pelo km 30, no entanto, o cansaço bateu forte. Cedo demais, o que já me deixou tenso.

As pausas para caminhada se tornaram mais frequentes, as subidas da Rua do Matão mais lentas e os paces, de forma geral, ainda mais conservadores. Somando as dores ao tédio de um percurso feito de 4 voltas idênticas sob um calor que já batia os 31 graus, o sofrimento da musculatura como um todo foi grande.

Ainda assim, claro, cumpri o plano: fechei as voltas e tomei o rumo de casa, parando apenas para tomar uma Coca e recarregar a dose de açúcar.

Curiosamente, o tempo fechou e uma tempestade começou a desabar sobre a cidade, aliviando a temperatura. Ponto importante: aqui, o percurso parecia magicamente outro: mais frio, chuvoso e sem repetir trechos uma vez que estava a uma reta de casa. Resultado? Aquele lugar escuro em que estava, difícil, dolorido e tenso, par dizer o mínimo, lentamente foi desaparecendo. Foi como se tivesse atravessado o “muro” e, na altura do km 40, me transformado em outra pessoa.

Fechei os 5K restantes em um estado muito melhor, quase sem pausa para caminhada, chegando em um estado muito melhor do que estava a apenas poucos quilômetros antes.

Ainda assim, o tempo foi alarmantemente ruim, mesmo para um treino programado para ser conservador: 5h30, aproximadamente.

Mas longos de teste servem para isso: fazer um assessment geral e detectar pontos de ajuste no treino antes da largada. E é nisso que devo me dedicar agora, nos próximos dias.

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Características de uma ultra perfeita

Depois dos pantanosos 50K do sábado, comecei a me perguntar quais seriam, de fato, as condições ideais de ultra para mim. Todos tem a sua preferência, afinal – há desde os que curtem trecos como a mega úmida e tensa Jungle Marathon às secas e empoeiradas travessias em deserto.

E eu?

Bom… Descobri que tenho alguns parâmetros do que faz uma ultra ideal para mim. Vamos a algumas de suas características:

Percurso

O campeonato mundial de ultras de 2014 foi em Doha, perfazendo 100km em voltas de 5K. Honestamente, eu enlouqueceria.

O percurso ideal para mim é ponto-a-ponto ou circular, permitindo que se consiga desbravar cenas novas a cada passada. Ver é quase tão importante quanto correr e passar 3 ou 4 ou mais vezes dando voltas entedia. Bastante.

Altimetria

Há dois lados para essa moeda. Quanto mais intensa a altimetria, mais belas tendem a ser as vistas; quanto mais plana, mais rápido o percurso.

Curto as duas alternativas e julgo um meio termo como ideal. E, por meio termo, entenda-se qualquer coisa que varie de 2 a 4 mil metros, com alguma margem, em uma ultra de 80K.

Dá para correr e aproveitar cenas incríveis ao mesmo tempo.

Terreno

Asfalto, aqui, não entra na preferência – mas o estilo de pura aventura, sem demarcações e com surpresas como rios a serem atravessados e barrancos a serem escorregados, também não. Aliás, em uma comparação direta entre esses extremos, o asfalto ganha de longe.

Percursos pantanosos, mega úmidos e cheios de imprevistos são coisas que procurarei evitar ao máximo. Terrenos assim nos fazem passar boa parte da prova olhando para o chão para evitar quedas desnecessárias – algo bem distante do meu estilo.

O ideal? Uma mescla qualquer entre estradas de terra e single tracks que até podem ter alguma dificuldade, claro, mas que não sejam assim tão “infernais”.

Tendo dito isso, cabe uma observação: provas como a Comrades são um ponto totalmente fora da curva. Sim, ela é em asfalto por 90km – mas com tanta gente correndo e torcendo e com tanta história que faz todo o tempo parecer um sonho.

Distância

Para mim, distância não é exatamente um problema. Descobri que tenho uma tolerância relativamente alta por passar loooongos tempos na estrada – o que costuma vir com quilômetros e mais quilômetros de percurso.

Não sou muito rápido – principalmente porque curto tanto estar em uma ultra que paro de tempos em tempos para tirar fotos e aproveitar a experiência. Além disso, convenhamos: para que se matar na velocidade quando se sabe que um podium é impossível e em um esporte com tantas variáveis por prova que mesmo medir recordes pessoais fica complicado?

Mas ainda me falta mais experiência em distâncias maiores: o máximo que fiz, até hoje, foram 90km. Ainda preciso experimentar alguma prova de 100km e de 100 milhas. Não minto que 100 milhas me assustam um pouco – mas um dia chego lá.

Tecnicalidade

Desde que não seja nada que coloque a minha vida em risco, qualquer coisa é bem vinda.

Claro: ter algum percurso que permita a corrida (e não só trekking) ajuda: afinal, é ela que mais facilita o fluxo livre da endorfina. Além disso, não sou um trilheiro muito safo: a insegurança às vezes bate com maior força que deveria antes de algum movimento mais complicado.

Mas, isto posto, não posso dizer que tenha nenhuma restrição mortal quanto a escaladas ou descidas minimamente complexas.

Ao menos desde que o percurso como um todo seja feito para ser aproveitado, não temido.

Temperatura

Nunca corri em extremos – seja um calor de 50 graus do Saara ou um frio ridículo ao estilo Antártico.

Mas não teria nada contra. Para falar a verdade, a temperatura acaba sendo justamente a cereja do bolo de algumas provas. Ou alguém vê alguma graça em uma Badwater sob amenos 20 graus?

Umidade

Seca. Esse é o segundo dos dois únicos pontos que sou um pouco radical – e pelo mesmo motivo. Não gosto de umidade em excesso justamente porque ela costuma acompanhar percursos quase impossíveis com muita lama e oportunidades abundantes para se escorregar e se esborrachar no chão.

Sou ruim de equilíbrio, possivelmente em todos os sentidos, e não gosto tanto de colocar isso à prova o tempo todo.

Apoios

Não tenho nenhuma preferência aqui – desde que as regras sejam cumpridas. Ou seja: se uma ultra for autosuficiente, então esperar postos de apoio com água e comida é uma imbecilidade. A autosuficiência, nesses casos, é parte da prova, um desafio a mais.

Mas, se houver postos espalhados, o ideal é que pelo menos alguns tenham refrigerante ou infra para um bem vindo descanso de 5 minutos no meio da prova.

O “fator exótico”

Correr em um lugar diferente, inusitado, sempre soma pontos extras para qualquer ultra. A vida, ao menos em meu entendimento, é feita para aproveitarmos ao extremo cada segundo de consciência que temos. E aproveitar ao extremo significa sair do cotidiano e se entregar ao exótico.

Assim, correr nas montanhas da Patagônia, entre as vinhas do Douro, no deserto, em Comrades, na Mata Atlântica, na praia ou em qualquer outro cenário “diferente” sempre valerá a pena – mesmo quando todos os outros fatores estiverem jogando contra.

O resumo

Ultras são ultras: são feitas para testarmos nossos limites físicos e (principalmente) mentais.

Mas são feitas também para honrarmos a nossa própria vida, entregando ao coração experiências que ele jamais esquecerá.

Não me considero muito exigente aqui: tendo 50 ou mais quilômetros – o suficiente para garantir um bom tempo correndo – quase qualquer coisa vale.

Quase: o limite, para mim, é a linha que separa o aproveitamento de uma experiência memorável do estresse de passar horas olhando para o chão para não cair de cara (ou em um precipício).

Fora isso, é tudo uma questão de se entregar a uma experiência nova, de mergulhar em si mesmo e de se permitir entrar em uma zona mental tão intensa que o final sempre trará uma noção mais cristalina de quem realmente somos.

Cabot Trail tourism destinations

Kandy Doces: Já temos um apoiador para a Ultra Estrada Real

Internet é uma coisa incrível.

De repente, de uma busca quase individual por algum lugar diferente para correr, a Ultra Estrada Real nasceu e começou a tomar um corpo que eu sequer imaginaria.

Muito embora seja uma corrida totalmente independente, sem acompanhamento oficial, medalha, chips ou coisa do gênero, o amor pelo esporte já gerou mais de 50 pessoas que se inscreveram através do formulário online.

Muitos já se colocaram à disposição para ajudar com carros, equipe de staff e assim por diante – e isso tem feito a diferença.

No final da semana passada, a já amiga e respeitadíssima ultracorredora Zilma Rodrigues, que está ajudando enormemente em toda essa empreitada – apareceu com uma novidade interessante. A empresa Kandy entrou no clima e garantiu o apoio do “evento” cedendo biscoitos, água e isotônico em todos os postos de apoio.

É claro que ainda falta conseguirmos gente para ajudar no manuseio dos postos – mas essa ajuda da Kandy já é de um valor inestimável!

Se você, corredor, quiser ou puder ajudar, mande email para emailnacorrida@gmail.com . Neste momento precisamos principalmente de equipe para atuar nos postos descritos aqui nesse link.

Apoio Ultra Estrada Real

Importante: não custa sempre deixar claro que, independentemente do apoio, a Ultra continua sendo independente. Ou seja: conte com a possibilidade de você fazer todos os 88km por conta própria, levando dinheiro para comprar água refrigerante etc. nas cidades ao longo do caminho!

Mapa de rotas mais corridas no mundo

Na última sexta, quando lia o blog Recorrido, do Danilo Balu, me deparei com uma recomendação que achei SENSACIONAL: um mapa feito com dados de 15 milhões de corredores e que “acende” rotas mais usadas em todo o mundo.

Entra naquela categoria de informações tão inúteis quanto interessantes – e que, portanto, vale conferir. Aliás, eu diria até que tem a sua utilidade. Como eu estou varrendo a Web para descobrir novos pontos de corrida aqui em Sampa, ver esses percursos de uma vez só pode ser uma mão na roda.

Quem quiser se divertir, clique abaixo. Vale a pena!

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Checkpoint: Mudanças no treino

O corpo nem sempre obedece o calendário gregoriano.

Na prática, meu mês de descanso foi novembro, pontuado por corridas leves e até mesmo desleixadas para compensar uma temporada dura, pontuada por Comrades, Indomit Bombinhas e Douro Ultra Trail e fechada com a duríssima Maratona de São Paulo em outubro.

Pois bem: descansei.

Dezembro é mês de sol, de calor e de algum alívio no trabalho: meu treinador tem aproveitado isso ao máximo agora. De maneira geral, as rotinas se dividem em duas:

  1. Treinos de qualidade, como tempos, intervalados e tiros, 3 vezes por semana
  2. Longões leves, mas cada vez mais longos, nos finais de semana

E devo dizer que estou achando a rotina perfeita: ela aumenta minha velocidade e, ao mesmo tempo, me permite passar as horas em trilhas que tanto amo em dias onde o tempo costuma passar mais devagar.

Foi por conta desse roteiro que comecei a desbravar São Paulo, percorrendo a região da Pinacoteca, o Ipiranga, o Jardim Botânico e o Horto, para ficar apenas em algumas. Na prática, é como se uma nova cidade se apresentasse cada sábado e domingo para mim. Perfeito.

Nesse final de semana, especificamente, correr o Horto e fazer novamente o Ipiranga acabou acrescentando uma altimetria maior do que a média, superando os 1.000m. Ultimamente, ganho altimétrico tem sido uma métrica quase tão importante quanto distância e pace para mim: é o maior teste de resistência para ultras que, afinal, costumam ser corridas em montanhas. Mil metros pode não ser nada, por exemplo, perto dos 4,5 mil da Douro Ultra Trail e de tantas outras – mas é um bom treino.

E, no total, essa soma de bons treinos em locais impensavelmente novos tem dado um gás novo para mim nesse final de ano.

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Update da Ultra Estrada Real

Estamos já oficialmente no final do ano – momento perfeito para planejar o calendário de corridas do ano que vem.

E, nesse espírito, a Ultra Estrada Real – uma corrida não oficial e autosuficiente – já está com quase 30 corredores “inscritos”, dispostos a percorrer os 88km que separam Santa Bárbara de Ouro Preto, em Minas Gerais.

Nunca é demais repetir: essa não é uma prova oficial, o que significa que não conta com postos de apoio, staff médico, medalha ou qualquer outra “regalia”. É apenas um encontro entre apaixonados por ultras que estão buscando desafios um pouco diferentes dos tradicionais. Isso está postado aqui no blog, na área específica que fala sobre a corrida, e também espalhado por posts diversos – e não é por outro motivo, claro, que a participação é inteiramente gratuita. Todos nós cuidaremos dos nossos próprios gastos, afinal.

Mas parte da aventura inclui conhecermos uns aos outros – tarefa que será desempenhada aos poucos, ao longo do tempo. Por hora, vale dar uma olhada na origem desse grupo que está se formando e no tempo de conclusão que cada um está prevendo para si:

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Primeira observação: há uma concentração grande de corredores com tempos entre 9 e 12 horas. Faz sentido: considerando que o terreno não é exatamente tenso como Chamonix, são os que já tem alguma experiência nas pernas.

O que me preocupa um pouco é o grupo de corredores que pretende passar mais de 18 horas no percurso. Honestamente, eu os desaconselharia a fazer a corrida e recomendaria uma mais oficial, com infraestrutura à disposição. 18 horas de prova significa largar e sair em plena escuridão, algo especialmente complicado para trilhas sem postos de abastecimento.

Mas, claro, a estrada real é livre e todos podem percorrê-la desde que tenham vontade – e é essa palavra a que mais importa em uma ultra como essa!