Parque Estadual da Cantareira?

Na busca pela aventura do próximo sábado, me deparei com fotos do Parque Estadual da Cantareira.

A 10km da Sé, aproximadamente, o que faz dela perfeita para um longão de 3 horas. Ainda não sei se vou correndo de casa ou se vou de carro até lá e aproveito mais tempo no verde – tudo depende da segurança do percurso.

Mas, pelo que li, há trilhas incríveis, vistas deslumbrantes, cachoeiras, mata atlântica preservadíssima e tudo o que se pode desejar em um treino mais aventureiro. Aliás, os elogios na rede são tantos que fiquei pensando como a Cantareira nunca sequer cruzou a minha mente!

Bom… agora é planejar um pouco mais. E torcer para me esbarrar em cenas como as das fotos abaixo:

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Checkpoint semanal: 80K com explorações pela cidade

Na semana retrasada eu combinei comigo mesmo que me dedicaria mais a treinos de velocidade do que a passar longas horas na rua, o que estava nitidamente comprometendo meu pace. E não pretendo descumprir isso, claro – mas minha planilha para essa semana, ironicamente, estava inteiramente tomada por longões.

Verdade seja dita, terça, quarta e quinta continham intervalados e tempo runs que foram devidamente cumpridos. O da quarta, que tinha dois tempos de 20 e 30 minutos cada em meio a duas horas de corrida, foi especialmente perfeito por mesclar objetivo com prazer.

Na quinta, porrada pura que me exauriu por completo… até o sábado.

Ontem foi dia de desbravar São Paulo e o percurso pelo Jardim Botânico foi inspirador. Devo confessar que essa onda de marcar um ponto relevante diferente da cidade toda semana e inserir o longão em torno dele está mudando a forma com que treino. Sim: a pausas para fotos que decididamente comprometem os meus indicadores; mas, por outro lado, isso traz um ar de exploração inerente a esse esporte que, até então, eu achava impossível de encontrar em percursos urbanos.

Ainda não vi as planilhas da semana que vem mas tenho duas certezas: elas provavelmente serão mais intensas e menos extensas e conterão algum lugar novo, ainda a ser definido, que me aguarda aqui em Sampa.

Até lá, hora de descansar desses 80K que rodei desde a terça – algo que, independentemente de qualquer planilha, estava já com saudades de fazer.

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Trilha Urbana: da Paulista ao Jardim Botânico

Há cerca de 1 ano, levei minha filha para o zoológico de São Paulo. Ela, obviamente, amou – mas o que mais me chamou a atenção foi o vizinho Jardim Botânico, que desfilava ao lado da avenida um corredor gigante de palmeiras imperiais guiando os olhares para lagos e bosques aparentemente infinitos.

Com essa cena em mente, me mandei hoje até lá, correndo desde casa. O caminho não é exatamente belo: depois da subida da Bela Cintra e virada à direita na Paulista, é praticamente uma reta. Com pessoas apressadas já no sábado cedo, desviar os obstáculos humanos era o mais complicado.

Lá pela região da Praça da Árvore desci uma transversal e comecei a cortar por dentro, rumo à Rodovia dos Imigrantes. Não é a região mais atrativa, mas o pace aperta naturalmente quando passamos por favelas e sob pontes usadas como pontos de crack. Corri bem nesses trechos.

E, em meio ao que mais parecia grupos de zumbis, pichações e muito cinza, de repente aparece o majestoso Jardim Botânico.

Grande, imponente, verde e já com uma pequena fila de japoneses municiados com suas câmeras ansiosos por desbravar o oásis paulistano.

Certamente conseguiram o que foram buscar: já na entrada, uma passarela suspensa de madeira abre caminho para uma multidão de espécies de plantas, algumas habitadas por aves diferentes e macacos.

Saí caçando algumas trilhas que encontrei facilmente, margeando lagos e cenas que mais pareciam de filme.

Em um dado momento, me vi na nascente do Ipiranga – ponto que, mesmo seco por conta da estiagem, tem um valor simbólico importante.

Segui pela trilha, entrei mata adentro, subi e desci. Só beleza.

No caminho da saída, me deparei com a avenida de palmeiras imperiais que estava presa em minha memória e a percorri inteira. Perfeita.

Mas, como tudo na vida, há hora para acabar.

Tomei o caminho de volta para casa tomando o cuidado de cortar os trechos mais tensos de favela, o que acabei conseguindo. No caminho, apenas uma pausa para foto de uma igreja em estilo gótico no meio da Jabaquara e pronto: foi só descer à região do Ibirapuera, pegar a Brasil e voltar para casa.

Essa trilha urbana foi diferente das últimas no sentido de que só o ponto de destino foi realmente bonito. Diferente de cortar o centro, pontilhado por surpresas arquitetônicas e históricas em cada esquina, o caminho até o Jardim Botânico foi essencialmente feio e com alguns pontos perigosos.

Mas oásis são isso mesmo, certo? Pontos paradisíacos cercados por paisagens áridas. E, no final das contas, foram 30km que valeram muito, muito a pena!

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Entrada do Jardim Botânico

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Lago no Jardim Botânico

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Lago no Jardim Botânico

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Escadaria em uma das laterais do Jardim Botânico

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Alameda Von Martius, no Jardim Botânico

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Lago com trilha ao fundo, Jardim Botânico

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Lago em uma das extremidades do Jardim Botânico

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Trilha próxima à nascente do Ipiranga, no Jardim Botânico

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Vista da Alameda Von Martius, Jardim Botânico

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Igreja Nossa Senhora da Saúde

Percurso no Strava

Percurso no Strava

Badwater e Carlos Sá

Badwater me fascina. Não sei se ao ponto de me fazer corrê-la algum dia, mas há que se admirar corredores que topam enfrentar um calor que passa dos 50 graus célcius ao longo de 135 milhas – ou 217km. E tudo, claro, atravessando o Death Valley, um deserto que não poderia ter um nome mais apropriado, e terminando no topo de uma das maiores montanhas dos EUA (Mount Whitney, com 2,5 mil metros de altitude).

Em 2013, o português Carlos Sá venceu a prova. Empolgado com isso, ele gravou um documentário BEM interessante em sua volta ao percurso em 2014.

Vale ver. Se tiver neurônios a menos, inclusive, esse filme certamente te inspirará a participar em algum dia.


 

Os primeiros 10 mil quilômetros

Uma volta ao mundo, seguindo a linha do equador, tem precisos 40.076km. Pelos pólos, a distância cai um pouco, para 40.009km.

Hoje bati um marco que imaginava desde os meus primeiros passos: os primeiros 10 mil km. Sendo mais exato, fechei o longão inserido no meio da semana (de 20K) com exatos 10.019,70 km corridos desde março de 2011 quando, lá do alto dos 100kg, olhei com um misto de medo e empolgação para a voltinha do Parque do Povo.

À época, conseguia correr mesmo pouco mais de 200m – e praticamente me esguelando. O tempo foi passando, os treinamentos se intensificando, técnicas foram lidas e aprendidas e as pernas foram aprendendo com provas de 5K, 10K, meias, maratonas e ultras.

Esses 10 mil km, na prática, mudaram a minha vida sob todos os sentidos ao transformarem em alguém (muito mais) saudável, ponderado nas tomadas de decisão, calmo e com um acúmulo de experiência de vida por conta de muitas viagens em busca de diferentes linhas de largada.

Começar a correr foi uma das melhores decisões que tomei em minha vida. E hoje, com o perdão pelo post totalmente auto-indulgente, passarei o resto do dia orgulhoso e comemorando a mim mesmo por ter corrido o equivalente a 25% do planeta.

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Entre as cores do Ibirapuera

Há dias em que o protagonismo fica inteiramente com o sol.

Em algum momento do final da tarde de ontem, chuvas súbitas apareceram para limpar o céu daquele véu de poluição cinzenta que geralmente acompanha climas secos. Funcionou.

Hoje pela manhã, quando cruzei o portão do prédio, o dia estava parecendo baiano: azul forte contrastando com verdes super saturados nas árvores e pontuado por um vazio preguiçoso nas ruas, típico das primeiras horas.

A endorfina nem precisou esperar os primeiros passos para correr pelas veias: ela me carregou de casa até o Ibirapuera, ao longo do percurso e de volta ao ponto de partida. Os 5 tiros de 1 minuto que tinha programado, aliás, viraram 9 – e sem nenhum tipo de exaustão resultante, diga-se de passagem.

O parque, por sua vez, estava ainda mais fenomenal do que a rua: colorido, cheio de si mas com aquela suavidade típica das manhãs.

Pensei um pouco: era a minha primeira corrida de dezembro. Ainda que extraoficialmente, o mês, o céu e o calor indicavam que já estávamos no tão esperado verão.

Hora de começar a fechar um ciclo, um ano, de aguardar a bem vinda calmaria e de começar a mesclar pensamentos do passado com planos de futuro.

Hora de começar a desacelerar a mente.

Hora de tomar ar, de se reenergizar.

Hora de dar um pouco mais de tempo ao tempo.

2014 está, finalmente, acabando.

E, verdade seja dita, não poderia haver dia melhor para inaugurar esse fim de ano do que hoje, entre o azul cintilante e o verde abundante do Ibirapuera.

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Trilha Urbana: Da Sé ao Ipiranga

No domingo passado, decidi mudar a rotina e correr pelo centro da cidade – mais precisamente pela região da Pinacoteca e Luz. A experiência em si foi tão incrível que decidi repetir a dose no longão deste último sábado, alternando apenas o roteiro para desbravar um pouco mais dessa cidade que eu tanto amo.

Pois bem. O começo foi uma subida direta da Bela Cintra até a Paulista, cruzando-a, pegando a Consolação e descendo em direção ao centro velho. A primeira meta era o Teatro Municipal, um dos mais belos prédios da cidade e que logo foi alcançado. Dei uma volta, momento no qual um certo orgulho bateu por viver aqui.

Municipal

Teatro Municipal

Olhei o roteiro programado na noite anterior e segui em direção ao Viaduto do Chá, um dos símbolos da industrialização da cidade. Mais um pouco e me deparei com o antigo prédio do BANESPA, próximo à prefeitura, que se erguia em meio a outros arranha-céus sóbrios no estilo Gotham City.

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Prédio do BANESPA

À minha frente se estendia o Mosteiro de São Bento, um dos palcos de tantos eventos históricos que São Paulo já abrigou. Assim como boa parte do centro, seu estilo quebrava a paisagem de prédios gigantes contrastando com mendigos nos chãos. Muitos mendigos, aliás.

Mosteiro

Mosteiro de São Bento

A outra parte do centro, que fiz no domingo passado, era tomada por putas, cafetões e viciados; esse parecia reduto dos moradores de rua. Mais calmo e menos perigoso – mas decididamente mais decadente.

Próximo ao Mosteiro, a paisagem muda completamente: entra-se no Pátio do Colégio, marco zero de São Paulo e cercado por uma antiga igrejinha e muitas casinhas coloniais antigas, algumas inteiras, outras cedendo ao tempo.

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Pátio do Colégio

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Região do Pátio do Colégio

Mais um pouco e, de repente, o cenário muda de novo. Dessa vez, ergue-se à minha frente a majestosa Catedral da Sé, com palmeiras formando uma espécie de caminho santo e mais mendigos fazendo do solo as suas casas.

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Catedral da Sé

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Região da Sé

A beleza e a tristeza parecem conviver em uma harmonia quase intrigante no centro. Faz parte do roteiro, acredito.

Da Sé, era hora de tomar uma reta e mudar de zona. Segui ladeira abaixo e acima, passei por uma parte do bairro da Liberdade e continuei.

Liberdade

Liberdade

Meu destino era o Ipiranga, um dos mais antigos bairros onde dois marcos se apresentam: o riacho onde a independência do Brasil foi decretada por D. Pedro I e o Palácio impressionante erguido às suas margens.

No caminho – uma avenida inteiramente margeada por árvores e com alguns casarões antigos – o Palácio já pode ser visto. Amarelo, longo, imponente, ele deixa clara a força da realeza que um dia habitou por essas terras.

Na chegada do Parque da Independência, um monumento belíssimo, onde parte dos restos mortais de D. Pedro I descansam (apenas o seu coração está fora, na cidade do Porto), pontua a paisagem. Pontua não: exclama. Alto.

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Monumento da Independência

Ele abre caminho para um parque incrível, muitissimamente bem conservado, que se estende até as escadarias do palácio. Percorri o parque, entrando em uma de suas laterais para ver uma casinha de pau a pique bem antiga que parecia perdida por lá. Pelo que li, era uma venda usada por tropeiros (e pelo próprio Imperador) quando vinham para São Paulo. À época, nada daquilo era parte de um centro urbano: a cidade estava longe ainda, lá pelos lados da Sé que, a essa altura, já estava a quilômetros de distância.

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Casa de Pau a Pique no Parque da Independência

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Palácio do Ipiranga

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Palácio do Ipiranga

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Palácio do Ipiranga

Voltei da casa e subi as escadarias. Ao fundo do Palácio há uma pequena trilha margeada de bambus – algo quase exótico de tão contrastante. Peguei a trilha, respirei fundo e deixei o Ipiranga.

Meu destino agora era a Aclimação.

Todo aquele local é recheado de morros: de repente, subidas íngremes e descidas fortes viraram comuns. Planos eram inexistentes, bom para o condicionamento e para o treino.

Depois de subir, descer, subir e descer, cheguei no Parque da Aclimação. Um oásis com um lago no meio e uma quantidade de verde tão intensa que, por um minuto, esquece-se de que se está no meio de uma das maiores metrópoles do mundo.

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Parque da Aclimação

Lá no Parque, uma inconveniência: a bateria do meu celular acabou, levando consigo o mapa que me guiava. Tudo bem: estava agora dependente das placas de sinalização.

Confesso que me perdi um pouco nas ladeiras mas, depois de algum tempo, fiz meu caminho de volta pela Paulista e até a minha casa.

Estava finalizada a trilha. E quer saber? Recomendo a todos. Há tantos segredos nas grandes cidades, tantas paisagens que acabamos ignorando por hábito que um pouco mais de atenção acaba sendo até mesmo inspiradora.

Deixo o meu trajeto abaixo para quem quiser – mas com um pequeno alerta: por algum motivo, o Strava teve problemas e me “roubou” 2,5km no começo. Perceba que o ponto de largada e de chegada estão distintes no mapa quando, em realidade, foram o mesmo local. Bom… é só considerar a chegada como ponto de largada e um total percorrido de 22,5km, aproximadamente.

Strava

22,5km de muita, muita inspiração deixada nas ruas de Sampa.

Checkpoint semanal: Velocidade, tempo e centro

De vez em quando, uma semana de treino acaba se transformando em um período de descobertas.

Apesar de não ser obcecado por pace, notei que estava lentamente diminuindo minha velocidade média na medida em que passava mais e mais tempo nas ruas. Até aí, nenhum problema: aproveitar é o verbo mais importante quando se corre, ao menos em minha opinião.

Mas aí algo diferente aconteceu: juntamente com a perda de velocidade veio um desnecessário aumento do cansaço. Ou seja: estava correndo menos e cansando mais, uma combinação decididamente ruim.

Aí decidi ouvir – finalmente – o meu treinador.

A contragosto, diminui o tempo na rua e aumentei a velocidade por meio de mais tempo runs e intervalados. Ainda estou na primeira semana dessa mudança – mas os efeitos já estão acontecendo.

Fato: tenho voltado exausto das corridas em dias de semana – mas mais motivado, como se cada minuto tivesse valido mais a pena.

Faltava alguma coisa, no entanto: algo que me fizesse aproveitar mais nos momentos mais livros – os finais de semana.

Bom… no domingo passado, mudei o percurso tradicional e me mandei para o centro de São Paulo, rodando Pinacoteca, Luz e toda uma gama de prédios belíssimos e históricos. Foi como fazer turismo em minha própria cidade, com tempo e disposição. Amei.

Repeti a dose ontem, no sábado, só que fazendo uma outra parte do centro e indo até o Palácio do Ipiranga. Foi um longão memorável, daqueles que transformam corridas em passeios intensos. E esse veio com um bônus: descobri que o centro de São Paulo é quase uma cordilheira: a quantidade de morros, tanto pela região da Sé e seus vales quanto pela Aclimação, entre o centro e o Ipiranga, delineiam o perfil perfeito para se treinar em subidas e descidas.

Hoje voltei ao centro, fazendo uma mescla mais livre do percurso e incluindo Sala São Paulo, Sé, Municipal e região da Bolsa de Valores. Rodei por algumas ruas novas e desconhecidas por mim, repletas de casarões incríveis, e voltei pela Consolação. Tudo novo, visto sob uma ótica diferente.

Já disse isso antes e repito: recomendo a todos. Sair da rotina é simplesmente necessário de vez em quando.

E vejam só: no final de contas, ao tentar ser mais conservador no meu treino, acabei me focando em velocidade, ampliando áreas de corrida e ganhando excelentes oportunidades subindo e descendo morros. Perfeito, não?

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Diminuindo as distâncias para aumentar a velocidade

Meu treinador é adepto da troca de distância por velocidade durante treinos para ultras.

Não que a distância deva ser ignorada, obviamente: mas é a obsessão pelos quilômetros que acaba condicionando o corpo a aguentar tempo demais na rua por ritmos desnecessariamente lentos.

O problema, no meu caso, é que eu genuinamente gosto de passar tempo demais na rua. É o único momento realmente meu, de pleno egoísmo, que uso durante um cotidiano abarrotado de tarefas e responsabilidades. Por outro lado, é claro que, como qualquer corredor, também quero melhorar minhas marcas nas ruas e raspar alguns minutos dos meus recordes pessoais.

Se não fosse por isso eu estaria com outro treinador, aliás.

Mas e quando se começa lentamente, sorrateiramente e quase inconscientemente a desobedecer as planilhas? Aqui e ali, tenho me pegado inserindo uma voltinha a mais nesse percurso, uma ladeirinha a mais naquele, 20 minutinhos somados ao longão. Ao invés de ficar na casa dos 50-60km semanais, pulei para os 60-70km.

E ao invés de cortar tempo, fiquei meio congelado nos mesmos paces de sempre.

Ok: minha próxima ultra será apenas em abril, na Estrada Real – e os céus sabem o quanto tenho precisado desses quilômetros a mais no organismo.

Mas está na hora de ajustar um pouco o treino e ouvir mais o treinador.

Na terça, saí para uma primeira sessão conscientizado da necessidade de mudança: uma tempo run de 20 minutos a ritmo sub-5. Consegui completar a meta – mas às custas de uma dor significativa nas pernas. Além do esperado, inclusive.

Tradução: o corpo precisa se adaptar a um modelo de treino mais ágil e curto, mais intenso e menos extenso. Tudo bem: há tempo para isso.

Resta saber se há paciência para ser mais rápido.

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