Dieta Low Carb High Fat: Até o momento, tudo indo bem

Ontem fechei a minha primeira semana na dieta de LCHF (low carb, high fat, ou pouco carboidrato e muita gordura). E, apesar de estar ainda em plena fase de transição, já posso arriscar um palpite de que me adaptarei muito bem a ela.

No entanto, a primeira impressão realmente é esquisita. Começar o dia comendo três ovos com duas fatias de bacon e, em seguida, engolir um iogurte integral, é no mínimo diferente de tudo o que estamos habituados a considerar saudável. Mas, aparentemente, comidas light realmente não são sinônimas de saúde.

Sem querer passar horas e horas me aprofundando na LCHF (mesmo porque há pessoas muito mais competentes que eu no assunto), cabe apenas uma explicação rápida. O carboidrato que costumamos consumir em nosso cotidiano acaba sendo absorvido em forma de açúcar em nosso sangue, o que aumenta o nível de glicose. Resultado imediato: o pâncreas produz a insulina, hormônio cuja função primária é justamente armazenar gordura no corpo. Após algumas horas, esse pico de açúcar e insulina desaparece e deixa uma forte sensação de fome, nos fazendo comer mais e iniciando um ciclo vicioso que culmina em ganho de peso. Aliás, sabe aquelas instruções de se alimentar a cada 3 horas? Tem muita relação com esse hábito já arraigado em nosso cotidiano uma vez que uma alimentação com alto teor de carboidrato deixa o organismo em constante estado de fome.

Por muito tempo, a solução proposta pela nutrição para nos manter saudáveis era cortar a gordura ao máximo, usando uma fonte mais…. digamos… “limpa” de carboidratos. Mas o fato básico não muda: carboidratos viram açúcares, açúcares bombam a produção de insulina e insulina armazena gordura no corpo. Daí a necessidade de mudanças mais dramáticas e já pregadas em diversos estudos científicos mundo afora: trocar radicalmente a fonte de energia.

Afinal, o corpo precisa, claro, de alguma fonte de energia – e se essa fonte não vier de carboidratos, de onde ela virá?

Pois é: da gordura.

Essa “troca” de fonte primária de energia externa acaba mudando dramaticamente a maneira do corpo funcionar. Por exemplo: com uma baixa ingestão de carboidrato, a produção de insulina fica mais estável, o que significa que sensações de fome são mais esparsas. Eu, por exemplo, já estou habituado a comer apenas 2 vezes por dia (uma vez a cada 12 horas) – e sem sequer me lembrar da “fome”.

Mas há mais: com menos insulina, há também menos armazenamento de gordura pelo próprio corpo: de vilã, ela passa a virar o nosso combustível perfeito. Resultado: trocar carboidrato por gordura acaba ensinando o corpo a queimá-la de maneira mais eficiente, o que inclusive leva a uma (irônica) perda de peso.

Um outro efeito da LCHF é que pressão sanguínea, glicemia e colesterol todos melhoram. Essa teoria, no entanto, testarei apenas na semana que vem, quando farei uma bateria de exames de sangue.

Durante esse processo (que, repito, foi de uma semana até agora), senti apenas algumas dores de cabeça, descritas em estudos como normais em fase de adaptação.

Mas mesmo elas já passaram e acredito estar já bem engrenado nesse novo estilo de vida.

A troca de alimentação em si, por incrível que pareça, não foi tão difícil. Claro: cortar pães, chocolate e grãos (arroz, macarrão, feijão etc.) deixou uma certa sensação de tristeza na memória alimentar. Mas consumir aquelas coisas deliciosamente gordas, como picanha, salmão, atum etc., sem pensar na quantidade e apenas focando a saciedade, certamente vale a pena.

Vamos ver como funcionam os próximos dias!

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