Adeus Adidas Micoach; olá Garmin Connect

Não é exatamente segredo para ninguém que acompanhe este blog que a Garmin e eu não temos uma relação incrível. Verdade seja dita, eu detesto os seus produtos e odeio com todas as minhas forças o suporte técnico. Está pensando em algum relógio para corrida? Recomendo fortemente que compre um Suunto.

Ainda assim, há produtos e há aplicativos para montagem online de planilhas e acompanhamento de treinos. Até então, eu usava o Adidas MiCoach, que conta com um sistema fantástico de guia em áudio de ritmo em tempo real. O MiCoach nunca me falhou e sempre foi o app primário para treinos – mas, de tempos em tempos, parece que a Adidas vem se esforçando para dificultar o uso.

No domingo, quando estava tentando montar a minha planilha, descobri que eles mataram um banco de exercícios customizados que permitiam que o usuário criasse os treinos e os arrastasse para o calendário no site. Bom… sem isso, montar uma planilha de 4 meses passou a ser simplesmente inviável.

Migrei para o Garmin Connect. É igual? Não. O app não tem, por exemplo, essa função de guiar por voz o ritmo. Mas paciência: pelo menos dá para criá-lo mais facilmente e acompanhar tudo olhando para o relógio.

Às vezes o ótimo é inimigo do bom, como diz o ditado. Embora, nesse caso, o ótimo efetivamente já existisse, tendo sido apenas aniquilado pela empresa que o havia produzido.

Pena.

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Quéchua RaidTrail se desfazendo

Quando comprei a mochila de hidratação Quéchua RaidTrail 12L, o intuito era achar um equipamento prático, confortável e funcional. Não me adaptei à Salomon, que detonou as minhas costas, e nem a uma Kalenji, que feriu os peitos (e era pequena demais).

Quando testei a Quéchua por indicação de um amigo, encontrei tudo o que precisava: ela era leve, grande o bastante para ultras, colada ao corpo e ainda por cima barata. De repente, ela virou parte do meu corpo sempre que saía para ruas ou trilhas – e a adaptação foi perfeita.

O único problema é que, aparentemente (e infelizmente), sempre há algum motivo para algo ser barato.

Na prova que fiz em Campinas, um dos ganchos da bolsa de água se rompeu. Tudo bem: entendi como culpa minha que, sem fazer uma manutenção adequada, pendurava a mochila na parede sem tirar a água após os treinos, forçando o peso. Até aí, sem problemas: afinal, há uma espécie de gancho reserva que passei a utilizar e que resolveu o problema.

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Hoje, no entanto, notei que um outro gancho na frente, onde passa uma alça responsável por ajustar a mochila ao corpo, está se desfazendo. Pelo olho, aliás, não dura mais um mês.

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Nova “gambiarra” à vista: usar outra parte da mochila para prender a alça. O problema é que isso já começa a comprometer o conforto e a usabilidade de um equipamento que, afinal, foi feito para ser prático.

O que fazer? Ainda não sei.

Talvez comprar outra igual, de reserva, até essa se desfazer de verdade, para não precisar passar por uma nova curva de adaptação já tão perto da minha prova alvo.

Ou talvez já testar alguma nais resistente, entendendo que se trata de um caso onde o “batato saiu caro”.

Ainda preciso de algum tempinho para me decidir – mas a frustração está bem chata por um equipamento que está se desfazendo em menos de 60 dias.