Checkpoint: Exagero, mas com uma excelente desculpa

Sim: essa semana era apenas para retomar, de leve, o aumento de volume mantendo a velocidade. Era para preservar o corpo, deixá-lo em um estado melhor que o que estava há poucas semanas.

Mas aí eu vim pro Rio.

Impossível chegar em uma cidade incrível como essa, com paisagens deslumbrantes, contando ainda com um guia Unogwaja e não exagerar.

Pois é: exagerei. No longão de ontem, que era para ser de 3 horas no plano, beirei as 4 com 1.500 metros de altimetria. Acordei, claro, cansado. Fui para um regenerativo na Lagoa, perto de onde estou e que deveria ser de 30 minutos, e acabei fazendo 50 a um ritmo bem maior que o planejado.

Fazer o que? Pregar vistas inesquecíveis na memória é um dos principais motivos pelos quais corremos. Assim sendo, não tenho dúvidas de que fui além do que deveria – mas conto com o acúmulo extra em motivação para compensar a fadiga.

Enquanto isso, os gráficos me punem: o comparativo com o treino de Comrades do ano passado, abaixo, já mostra perda de ritmo:

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A planilha com a evolução desse ano, no entanto, mostra um crescimento bem vindo nos indicadores mais importantes:

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Bom: a UER vem em menos de 20 dias. Agora preciso me cuidar mais do que nunca para estar preparado.

Enquanto isso, aproveitarei o restante do dia para me embebedar nas lembranças que levarei dessa cidade de volta para casa.

Longão carioca inesquecível

A primeira coisa que fiz quando me liguei que, em dois dias, estaria indo pro Rio, foi mandar uma mensagem para o Rodrigo Richard, um dos brasileiros que participará do Unogwaja Challenge esse ano, e perguntar o que ele aconselhava de treino no Rio fora da óbvia orla.

Ele fez melhor: junto com a Nadja, sua esposa (e que correu parte da Comrades do ano passado ao meu lado) e de um grupo de amigos, me levou para um longão alucinante pela Floresta da Tijuca. E é tão difícil descrever em palavras as belezas dessa cidade incrível que decidi apenas colocar, nesse post, alguns highlights e muitas fotos.

Primeiro, fui correndo do Leblon até o Jardim Botânico, onde me encontrei com eles na Padaria Pacheco Leão. 3km leves para aquecer.

De lá subimos por 6km até a Vista Chinesa – um local que, como o próprio nome sugere, faz o Rio inteiro se abrir para os olhos. De lá, mais alguns poucos kms de subida até a Mesa do Imperador, onde D. Pedro II fazia picnics com sua família lá em outras eras de nossa história.

Incrível. E isso sem contar o que ainda estava por vir.

Descemos um pouco e tomamos outro rumo, até a Pedra Bonita, onde os saltoa de asa delta são feitos. Primeiro, subimos até uma pedra por uma trilha de cerca de 2km, bebendo uma vista que se desacortinou diante de nossos olhos em tempo real (pois quando chegamos tudo estava coberto pela neblina).

Depois, descemos a trilha e subimos a estrada até a rampa, onde os pássaros humanos (de asa delta e paraglider) saltavam sem parar. Passamos um tempo ali apenas curtindo a vista e a adrenalina alheia – até que chegou a hora de descer.

E descemos tudo de volta. E subimos até a Mesa. E subimos até a Vista Chinesa.

De lá, tomamos um rumo diferente: abandonamos a estrada e tomamos uma trilha de cerca de 2km até os arredores do Jardim Botânico. Trilha light, super bem vinda e que deu o acabamento perfeito.

Já na rua, chegamos de volta à Padaria e demos o dia por encerrado.

No total, foram 27,5km com um ganho de elevação de 1,5 mil metros! Sensacional.

Estou em débito com o Rodrigo e a Nadja por ter me guiado! Espero que eles baixem em Sampa para que eu possa retribuir :-)

Embora, verdade seja dita, dificilmente conseguirei arrumar um percurso incrível desse para un treinasso como fizemos!

Percurso abaixo (clique para ver detalhes):

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Ultra Estrada Real: Inscrições até o domingo!

Sim, há manifestação para todo lado de hoje até domingo, o que deve ocupar pauta, noticiários, acirrar ânimos em redes sociais etc. E longe de mim querer que a UER dispute espaço com eventuais mudanças de rumo no país como um todo… Mas é sempre bom lembrar que as inscrições para a Ultra ficam abertas apenas até este domingo, dia 15!

Depois disso, fecharemos a lista e passaremos ao Instituto Estrada Real, que providenciará os certificados, e para a organização dos pontos de apoio.

Ou seja: quer correr em um percurso histórico, lindo, cercado de amigos em um espírito de confraternização e paixão total pelo esporte? Então a hora é essa.

Link de inscrição: https://rumoastrilhas.com/ultraestradareal/formulario-de-inscricao/

Sobre a Ultra: https://rumoastrilhas.com/ultraestradareal/sobre-a-ultra/

Sobre o percurso: https://rumoastrilhas.com/ultraestradareal/o-percurso/

Fotos do percurso: https://rumoastrilhas.com/ultraestradareal/fotos-do-percurso/

Informações importantes: https://rumoastrilhas.com/ultraestradareal/informacoes-importantissimas/

Largada, chegada e pontos no percurso: https://rumoastrilhas.com/ultraestradareal/largada-chegada-e-pontos-no-percurso/

Infos sobre o troféu de lembrança: https://rumoastrilhas.com/2015/03/02/ultra-estrada-real-teremos-um-trofeu-para-os-concluintes/

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Low carb, high fat?

Já faz algum tempo que venho namorando a ideia de mudar um pouco de dieta – e a quantidade de informação, dados e pesquisas sobre LCHF (low carb, high fat, ou pouco carboidrato e muita gordura)que tem bombardeado a mídia mais “especializada”, por assim dizer, quase que diariamente.

Comecei a ler mais e mais e mais. A série de artigos do Balu, citando muitas pesquisas que consideram o LCHF como um caminho interessante (fiz um post aqui sobre o assunto) e, em seguida, o blog do Dr. Souto, acabaram me empurrando mais e mais para o caminho.

Isto posto, há ainda a consideração de que meu organismo é um pouco diferente do normal: metade do meu fígado ficou em uma mesa cirúrgica há alguns anos, quando eu era gordo e sedentário, o que já me traz algumas limitações importantes. Ainda assim, pelo que li em pesquisas de alguns dos mais renomados veículos do mundo, dietas LCHF acabam ajudando a combater a gordura no fígado, condição mais crítica para mim.

Coloquei tudo na balança e decidi testar esse approach um pouco mais. Sei que estou na beira de duas ultras e mudanças na dieta não são exatamente aconselhadas… mas, às vezes, é preciso simplesmente se entregar a um estilo Nike (“just do it”) e pronto.

Resumo da ópera: desde o começo da semana comecei a trocar, mesmo que sem radicalismos, muito do que ingeria de carboidratos por gordura. Tirei grãos de uma maneira geral, diminuí bastante o consumo de pães e troquei ingredientes light por integrais ou normais.

Tive apenas alguma dor de cabeça no segundo dia, o que já passou. Para garantir que nenhum mal seja feito, já vou aproveitar e colher um mundo de exames para ter uma noção clara de como estão os meus indicadores e poder fazer uma espécie de comparativo “antes e depois”.

Bom… agora é acompanhar.

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Ouvindo e agradecendo Hermes

Tinha um treino programado para hoje cedo. Desobedeci: apesar do reset que estou dando em meu organismo por ter atingido o pico cedo demais, antecipei para o final de tarde de ontem.

Depois de uma última reunião, acabei percebendo que tinha tempo, que o clima estava perfeito e que, acima de tudo, estava com vontade. Foi como se Hermes, Deus mensageiro que, tenho certeza, inspira os corredores, tivesse sugerido essa mudança de planos. 

Prontamente obedeci, fazendo uma rotinha entre a minha casa e a 9 de julho. 

30 minutos é um tempo perfeito para situações assim: pode-se brincar mais livremente, sem pressão de tempo, e arriscar paces mais fortes uma vez que dificilmente se chegará a um estado de exaustão absoluta.

Claro: no meu caso, dado o vale em que estava, “pace mais forte” é qualquer coisa abaixo dos 6 minutos por km.

O resultado foi inspirador: meia hora depois de ter largado, cheguei com um gostinho fabuloso de “quero mais”, me sentindo novo em folha e sem um pingo de cansaço mesmo depois de ter fechado uma média boa de 5m30s/ km. 

Sinal de que a recuperação já não está mais vindo andando, e sim correndo.

Estivesse eu na Atenas antiga, certamente teria feito uma oferenda a Hermes. Como estou em uma metrópole moderna do século XXI, deixo então ao menos esse post de agradecimento pelo seu sopro de inspiração :-)



Ultra Estrada Real: Listas para vans fechadas e indo para cotação!

Segunda-feira, 9 de março: a UER está chegando! 

E, claro, uma das ações que estamos fazendo do lado de cá é justamente buscando algumas facilidades para os corredores. Uma – ou duas – delas incluíam a cotação de vans de SP até Ouro Preto e de Ouro Preto até a largada, em Santa Bárbara.

Pois bem: há 6 paulistas que se inscreveram na primeira lista e 21 corredores na segunda. 

Relação fechada, vamos agora às cotações. Postamos mais novidades em breve, por aqui!



Mudando a estratégia: a corrida pela recuperação

Enquanto a organização da Ultra Estrada Real vai demandando mais tempo, um outro desafio, inesperado, acabou se abatendo sobre mim. Aparentemente, acabei exagerando na intensidade do treino para as duas ultras que estão por vir, UER e Comrades.

Isso ficou claro depois do sofrível longão do sábado passado, que abriu portas para exaustão física completa, perda de motivação e todo aquele catatau de coisas que acontecem quando se atinge o pico cedo demais. No meu caso, com mais de um mês de antecedência.

Bom… a solução, claro, foi mudar toda a estratégia final para “enganar” o corpo. Essa semana foi uma espécie de tapering sem prova no final: diminui o volume enormemente e ainda caí o pace. Contando amanhã, terei fechado 4 treinos levíssimos, como me preparando para uma prova iminente (que, claro, não virá tão cedo).

Os primeiros treinos, na quarta e na quinta, foram ruins: cansado, me arrastei pelo percurso definido olhando o relógio teimosamente como se ele estivesse tentando me enganar. E isso, diga-se de passagem, para um trote de 45 minutos e outro de 1h30! 

Ainda assim, persisti: se tirasse mais dias, acabaria gerando mais danos do que benefícios.

Hoje, sob um clima mais ameno e com tempo nublado, saí para 1h45 pela rua. Fiz a trilha do Ibirapuera, Faria Lima, Juscelino, Parque do Povo e o retão até a minha casa. Foi quando as coisas começaram a melhorar: lá para a metade da corrida, comecei a perceber que não estava mais percebendo o tempo passar e que os pés estavam entrando em uma velocidade de cruzeiro mais fluida, gostosa. Bom sinal.

A estratégia nova, portando, é trocar aquela súbita queda de volume na semana anterior a uma prova, que costuma descansar mais o corpo e prepará-lo para o que estiver por vir, pelo inverso: um crescimento constante no volume culminando com o dia da largada.

Ou seja: agora é reconstruir o volume lenta e firmemente, encarando o 4 de abril como o topo de um primeiro lance de escadas. É possível que não dê mais tempo de chegar lá descansado – mas a nova meta é chegar preparado, motivado e energizado. Pelo menos esse é o plano!



Ultra Estrada real: Fechamento de listas de interessados de vans e troféus

Vans até Ouro Preto

A lista de vans de São Paulo até Ouro Preto será fechada hoje. Também recapitulando: esta lista é apenas para sabermos o número de interessados para, a partir daí, podermos cotar. O formulário que deve ser preenchido está aqui.

Vans de Ouro Preto até a largada

O mesmo se refere às vans de Ouro Preto até Santa Bárbara, na largada, passando pelas cidades do caminho. Está interessado? Clique aqui e preencha o formulário.

Já adquiriu o seu troféu?

Apenas um lembrete: quem estiver interessado no troféu-lembrança da Ultra Estrada Real deve adquiri-lo até o dia 15 deste mês para dar tempo de confeccioná-lo.

Por enquanto, temos os corredores listados:

  1. Ricardo Almeida
  2. David Oliveira
  3. Dirceu Tirado
  4. Raoni Araujo
  5. Rodrigo Mascarenhas
  6. Juliana Cecilia (que adquiriu 3)
  7. Claudia Campos
  8. Taciano
  9. Josue de Oliveira

Ou seja: quem quiser, por favor siga as instruções clicando aqui.

O grande dia está chegando perto!!!

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Ultra Estrada Real: Postos de apoio quase completos

Recentemente, o Thiago, da assessoria esportiva mineira Endorfina, topou ajudar no penúltimo ponto de apoio que estava vazio, em Camargos.

Com isso, nossa situação agora é a seguinte (clique nos nomes para ver nos mapas):

  • Catas Altas: Igreja Matriz de N. Senhora da Conceição
    • Postos voluntários até o momento: 1 (organizado por Raoni Araujo e sua digníssima esposa – já há doação de água, isotônico e biscoitos)
    • Distância da largada: 22km
    • Previsão de horário de passagem: Entre 7:00 e 11:00
  • Santa Rita Durão: Igreja Matriz de Nossa Senhora de Nazaré
    • Postos voluntários até o momento: 1 (Milva e Zilma, com água, isotônico, refrigerante, biscoito e paçoquinha)
    • Distância do posto anterior: 18km
    • Previsão de horário de passagem: 9:00 e 14:00
  • Camargos: Marco em frente à Igreja Nossa Senhora da Conceição
    • Postos voluntários até o momento: 1 (Thiago Araujo, da Endorfina Assessoria, com água, isotônico e biscoitos)
    • Distância do posto anterior: 18km
    • Previsão de horário de passagem: 11:00 e 17:00
  • Mariana: Em frente à Rua Bom Jesus, 41 (próximo à Estação Ferroviária e ao Centro de Informações Turísticas)
    • Postos de voluntários até o momento: ZERO (já há doação de água, isotônico e biscoitos)
    • Distância do posto anterior: 18km
    • Previsão de horário de passagem: 13:00 e 20:00
  • Ouro Preto (chegada): Praça Tiradentes.
    • Postos de voluntários até o momento: 1 (Luciana Meirelles Lopes com água, isotônico e biscoitos)
    • Distância do posto anterior: 12km
    • Previsão de horário de chegada: 14:30 e 22:00

Importante: ainda estamos adequando os horários dos postos de apoio às agendas das pessoas. Se algum corredor puder ajudar com o posto de Mariana, perfeito; se voluntários quiserem se juntar e engrossar o caldo nos demais postos, ainda melhor.

No total, devemos negociar um período de 3 horas de apoio nos postos com os voluntários, mas ainda voltaremos a isso no futuro.

Novamente: quem quiser e puder ajudar, por favor mande email para emailnacorrida@gmail.com !

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