Trilha Urbana: Becos lisérgicos da Vila Madalena

Não há nome melhor para eles.

Na Vila Madalena, bairro mais boêmio de Sampa, há um conjunto de becos que serpenteiam entre ruas tão grafitados que, em alguns momentos, acreditamos estar dentro de um desenho animado.

Tinha duas horas para correr ontem pela manhã e elegi passar por alguns desses caminhos, incluindo o famoso Beco do Batman, até o Parque Villa-Lobos.

O percurso foi puro contraste. Primeiro, por sair da região dos Jardins na véspera do Natal, com lojas estufando suas vitrines à caça de saltos altos carregando bolsos largos.

Depois, seguindo pela Brasil e Henrique Schaumann, onde a paisagem já ganha tons mais artísticos até se descer a primeira ladeira rumo à Vila Madá e seus becos. De repente, cores: muitas cores.

E formas, desenhos, curvas sinuosas encontrando paredes de heras e chãos de paralelepípedo. Rodei bastante por lá, ponto alto do percurso. Dá para viajar intensamente em cada desenho, passeando entre a memória e a imaginação como se não houvesse limite, fronteira. Poucos bairros são mais ricos e intensos que esse, representanto o lado mais “cool” de São Paulo de maneira tão singular.

Mas ele é exatamente isso: um bairro. Com personalidade forte e características que ficam ainda mais marcantes quando chegamos em outro, Alto de Pinheiros, que quebra o tom de arte urbana e o substitui por casas amplas, praças verdes, ciclovias e muitas, muitas árvores.

Parece outra cidade – assim como o próprio Parque Villa-Lobos. Grande, sinuoso, com o silêncio quebrado apenas por pássaros, por passos de corredores e, em um de seus bosques, por um som homenageando o seu patrono ao entoar as Bachianas Brasileiras. Outro mundo.

Rodei por todo o parque, leve mas rápido, quase sem sensação de esforço.

E saí.

No caminho de volta, fiz a ciclovia até a Faria Lima, atravessando o já revitalizado Largo da Batata e subindo a Rebouças.

Foram 21km em cerca de 2 horas passando por ruas sofisticadas, becos grafitados de puta arte urbana, zonas absolutamente arborizadas e um parque que cantava Villa-Lobos.

São contrastes assim que fazem essa cidade ser tão incrível!

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Mapa de rotas mais corridas no mundo

Na última sexta, quando lia o blog Recorrido, do Danilo Balu, me deparei com uma recomendação que achei SENSACIONAL: um mapa feito com dados de 15 milhões de corredores e que “acende” rotas mais usadas em todo o mundo.

Entra naquela categoria de informações tão inúteis quanto interessantes – e que, portanto, vale conferir. Aliás, eu diria até que tem a sua utilidade. Como eu estou varrendo a Web para descobrir novos pontos de corrida aqui em Sampa, ver esses percursos de uma vez só pode ser uma mão na roda.

Quem quiser se divertir, clique abaixo. Vale a pena!

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Checkpoint semanal: Acumulando novas ladeiras

Essa semana foi bem representativa do estilo de treinamento que comecei a partir de dezembro: tiros, intervalados e tempo runs entre terça e quinta e longões em trilhas aos finais de semana.

Nessa, especificamente, o ritmo foi duro – muito duro. Os tiros foram insanamente puxados, principalmente considerando que estávamos em plena correria da última semana realmente útil do ano.

Para piorar, os dois primeiros treinos foram feitos em finais de tarde – mas o terceiro, na quinta, cedo pela manhã, o que me deu apenas algumas horas de recuperação.

Sem problemas: tudo melhorou quando fiz meu estilo preferido de corrida: um longão de 4 horas perdido pelo Parque do Carmo, uma das melhores “descobertas” que fiz aqui em São Paulo. Foi um sobe-desce constante, com altimetria sendo conquistada aos goles. Mas, claro, recompensada por vistas incríveis em trilhas tão perfeitas que pareciam improváveis considerando que estávamos em plena zona urbana de Sampa.

O Parque do Carmo foi o ponto alto da semana – uma bela forma de fechar os longões antes de partir para o final do ano, na quarta que vem, em Villa La Angostura (na Argentina). Lá, claro, espero cenários mais exóticos, trilhas mais instigantes e montanhas mais altas para desbravar.

Mas tudo em seu tempo. Por enquanto, ainda há mais alguns dias de trabalho intenso antes de decretar o final de ano.

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Pelas trilhas do Parque do Carmo

Nem em minhas mais otimistas expectativas eu imaginaria que o Parque do Carmo fosse tão incrível. Arrisco inclusive dizer que ele é, o parque mais perfeito aqui em São Paulo para quem curte ultras.

Há de tudo: percurso extenso, muitas, MUITAS subidas e descidas e trilhas de todo tipo, desde as mais abertas às single tracks no meio da Mata Atlântica.

De acordo com o meu Strava, eu fiz praticamente cada centímetro do Parque ao longo das 4 horas de treino. A variação altimétrica, aliás, fica nítida pelo meu ritmo: nesse tempo, fiz pouco mais que 30km. Mas, assim como em percursos “oficiais” de ultras, o olhar dificilmente vai para o relógio quando se tem tantas vistas incríveis pela frente.

Há árvores imensas, mata fechada, campos isolados e desertos, lagos, morros cobertos de uma grama tão verde que chega a brilhar. Isso sem contar com toda uma variedade de pássaros ecoando orquestras, insetos esquisitos zunindo e esquilos atravessando o caminho sempre apressados.

Talvez as fotos que tirei permitam uma impressão mais nítida do Carmo – descrevê-lo, afinal, realmente é difícil.

Mas uma coisa garanto: por mais distante que seja da minha casa – cerca de 50 minutos de carro sem trânsito – é um lugar que certamente voltarei.

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A descoberta dos olhos

Ok: isso pode parecer meio idiota, mas descobri que mesmo os lugares mais habituais podem ser explorados até desvendarem algum segredo que insistia em sobreviver.

Segredos, afinal, são inimigos número um das rotinas, que eliminam a capacidade de percepção ao fazer o corpo entrar em piloto automático.

E pilotos automáticos, por sua vez, são inimigos número um de qualquer espécie ou subespécie de corrida de aventura.

Então, ao iniciar minha sessão de 5 tiros de 6 minutos na minha segunda casa – o Ibirapuera – decidi perceber caminhos novos.

Há uma observação importante que cabe aqui: era final de tarde, com dia claro por conta do horário de verão e um tempo livre (milagrosamente) maior do que o previsto para o treino. Aliás, a minha capacidade de acordar cedo neste final de ano tem sido praticamente nula: acordo já tão esgotado que pensar em colocar o tênis já emite sinais de câimbra para as pernas.

Tudo bem: o horário, convenhamos, importa bem menos que o treino em si. E isso sem contar que quebras de rotina sempre fazem bem – o que me traz de volta à eliminação do “efeito piloto automático” do qual estava falando.

Ainda nos primeiros 15 minutos de aquecimento decidi sair dos 3 percursos tradicionais (pista, trilha e volta pelo lado de fora). Peguei uma pequena via que seguia por dentro, em direção ao lago.

Descobri que há um pavilhão japonês escondido no Ibira. E uma vista para o lago incrivelmente inspiradora, escondendo casais siameses que ignoram qualquer presença.

Entre uma via e outra, os cheiros mudam na medida em que novas espécies de plantas vão encontrando o final mais úmido da tarde; a vista para a cidade vai ficando curiosamente mais distante; um novo parque parece brotar de dentro do antigo ao qual eu já estava tão habituado.

Parece idiota falar de um parque onde corro já por tanto tempo como se ele fosse novo, diferente – mas o fato é que ele de fato se transformou. Ou melhor: meu olhar é que percebeu caminhos diferentes em algo que já estava lá faz tempo.

Foi aí que bateu alguma lucidez: todo esse processo de percorrer trilhas urbanas, de sair do lugar comum e desvendar a cidade onde vivo, sem medo e meio que sem destino, tem funcionado como um treinamento perfeito para os olhos.

Intervalados, tempo runs e tiros treinam o corpo; longões, de quase-maratonas a ultras oficiais, treinam a resistência da mente; mas a capacidade de percepção, os olhos, também precisam de estímulos contínuos, de contrastes apontando a existência de caminhos.

Até então eu ignorava a mera necessidade, por mais óbvia que ela agora pareça, de treinar os olhos.

Com o perdão do trocadilho, ainda bem que eles finalmente foram abertos para isso.

E que venham mais novidades, seja em novos percursos ou em velhos caminhos habituais!

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Para a lista: Parque do Carmo

De acordo com a meteorologia, o sábado que vem será abençoado por mais chuva. Ótimo para as represas paulistas, péssimo para os meus planos de desbravar a Cantareira!

Tudo bem: o final de semana ainda está longe e São Pedro pode mudar de ideia até lá. Mas um plano B é sempre bem vindo.

Com isso em mente, abri o Google Maps e fiquei buscando manchas verdes no mapa de Sampa. Cortei as que já conheço: Ibirapuera, Horto, Villa-Lobos, Pico do Jaraguá, Parque do Povo, Ipiranga, Aclimação, Jardim Botânico, Luz, Água Branca… foi até inspirador notar que já conheço tanto parque na cidade!

Aí notei uma mancha grande, lá na Zona Leste, que nunca tinha passado pela minha cabeça: o Parque do Carmo.

Pesquisei.

Tem de tudo: trilhas, circuitos pavimentados, gramadões e muitos, muitos hectares de puro verde. E o melhor: abre a partir das 5:30, sem esse negócio de fechar quando estiver chovendo.

Peguei ainda algumas fotos na Web, que coloco abaixo, apenas para me certificar de que vale a pernada. E vale.

Não vou dizer que o Carmo se transformou em meu plano A: ainda estou doido de curiosidade para me enfiar na Cantareira, principalmente depois de degustá-la, de leve, por meio das cercas furadas no Horto.

Mas também não vou dizer que seria um plano B melancólico.

Resultado: faça sol ou faça chuva, o sábado me reserva 4 horas de trilhas novinhas em folha!

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Update da Ultra Estrada Real

Estamos já oficialmente no final do ano – momento perfeito para planejar o calendário de corridas do ano que vem.

E, nesse espírito, a Ultra Estrada Real – uma corrida não oficial e autosuficiente – já está com quase 30 corredores “inscritos”, dispostos a percorrer os 88km que separam Santa Bárbara de Ouro Preto, em Minas Gerais.

Nunca é demais repetir: essa não é uma prova oficial, o que significa que não conta com postos de apoio, staff médico, medalha ou qualquer outra “regalia”. É apenas um encontro entre apaixonados por ultras que estão buscando desafios um pouco diferentes dos tradicionais. Isso está postado aqui no blog, na área específica que fala sobre a corrida, e também espalhado por posts diversos – e não é por outro motivo, claro, que a participação é inteiramente gratuita. Todos nós cuidaremos dos nossos próprios gastos, afinal.

Mas parte da aventura inclui conhecermos uns aos outros – tarefa que será desempenhada aos poucos, ao longo do tempo. Por hora, vale dar uma olhada na origem desse grupo que está se formando e no tempo de conclusão que cada um está prevendo para si:

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Primeira observação: há uma concentração grande de corredores com tempos entre 9 e 12 horas. Faz sentido: considerando que o terreno não é exatamente tenso como Chamonix, são os que já tem alguma experiência nas pernas.

O que me preocupa um pouco é o grupo de corredores que pretende passar mais de 18 horas no percurso. Honestamente, eu os desaconselharia a fazer a corrida e recomendaria uma mais oficial, com infraestrutura à disposição. 18 horas de prova significa largar e sair em plena escuridão, algo especialmente complicado para trilhas sem postos de abastecimento.

Mas, claro, a estrada real é livre e todos podem percorrê-la desde que tenham vontade – e é essa palavra a que mais importa em uma ultra como essa!

O Tempo

Levou algum tempo para que eu percebesse o motivo real de passar tanto tempo correndo nas ruas e trilhas.

A grande maioria dos corredores que conheço deu os seus primeiros passos por saúde, originalmente amaldiçoando cada instante em que o despertador gritava pela manhã. Mas saúde, por mais importante que seja, é insuficiente para manter alguém nas ruas – principalmente quando as longas distâncias vão ficando cada vez mais longas.

Quando me inscrevi em minha primeira prova de 5K, um passado inteiro de más notícias e sobrepeso pareceu ter ficado para trás, como se eu tivesse me transformado em um outro ser que, até então, existia apenas no imaginário.

Mas aí os 5K viraram 10; os 10, 16; os 16; 21; os 21, 42; e os 42 se perderam em distâncias maiores por terrenos que nem sabia possíveis.

As distâncias foram me dando tempo livre, tempo para mim mesmo e para a minha própria solidão. Foram me ensinando calma, perseverança e mostrando aos olhos paisagens que não imaginava que existissem fora da TV.

E assim, de repente, comecei a me entender melhor.

Saúde? Não dá para dizer, honestamente, que correr 16 horas sem parar pelas montanhas, sentindo náuseas e dores em músculos que sequer se conhece, seja algo saudável. Ao menos não para o corpo.

Mas depois de 3 anos e 10 mil quilômetros rodados, depois de ter perdido meio fígado em uma cirurgia mais longa que a minha mais longa ultra, depois de virar pai e de enfrentar tantos desafios na vida pessoal e profissional… bem… tudo pareceu mais claro.

E, hoje, tudo se traduz em uma só palavra: Tempo.

Afinal, é ele que mais aproveitamos ao nos enfurnarmos em nossa própria mente por horas a fio durante corridas; é ele que parece se ampliar a cada nova experiência que temos, a cada nova paisagem nas trilhas ou cidades; é com ele que aprendemos a lidar melhor com cada nova dificuldade imposta ao corpo, seja por lesão ou puro cansaço, e à mente.

Não temos, afinal, como prolongar os nossos relógios e fazer dias virarem meses para que vivamos indefinidamente; mas temos, com certeza, como aprender a extrair de cada minuto toda a intensidade que ele pode carregar.

E correr, no mínimo, nos vicia isso.

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Entre as cores do Ibirapuera

Há dias em que o protagonismo fica inteiramente com o sol.

Em algum momento do final da tarde de ontem, chuvas súbitas apareceram para limpar o céu daquele véu de poluição cinzenta que geralmente acompanha climas secos. Funcionou.

Hoje pela manhã, quando cruzei o portão do prédio, o dia estava parecendo baiano: azul forte contrastando com verdes super saturados nas árvores e pontuado por um vazio preguiçoso nas ruas, típico das primeiras horas.

A endorfina nem precisou esperar os primeiros passos para correr pelas veias: ela me carregou de casa até o Ibirapuera, ao longo do percurso e de volta ao ponto de partida. Os 5 tiros de 1 minuto que tinha programado, aliás, viraram 9 – e sem nenhum tipo de exaustão resultante, diga-se de passagem.

O parque, por sua vez, estava ainda mais fenomenal do que a rua: colorido, cheio de si mas com aquela suavidade típica das manhãs.

Pensei um pouco: era a minha primeira corrida de dezembro. Ainda que extraoficialmente, o mês, o céu e o calor indicavam que já estávamos no tão esperado verão.

Hora de começar a fechar um ciclo, um ano, de aguardar a bem vinda calmaria e de começar a mesclar pensamentos do passado com planos de futuro.

Hora de começar a desacelerar a mente.

Hora de tomar ar, de se reenergizar.

Hora de dar um pouco mais de tempo ao tempo.

2014 está, finalmente, acabando.

E, verdade seja dita, não poderia haver dia melhor para inaugurar esse fim de ano do que hoje, entre o azul cintilante e o verde abundante do Ibirapuera.

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