El Cruce: Hora de comprar uma nova mochila de hidratação

Me dei bem, muito bem, com a mochila de hidratação Quechua Raid Trail 10L. Para trilhas mais rápidas, onde não se precisa levar tanta coisa e sem a necessidade de trekking poles, eu arriscaria dizer que ela é perfeita: leve, prática, durável e acessível. 

Curiosamente, ela substituiu uma mochila mega cara da Salomon que comprei em um arroubo de ansiedade e que em nada me serviu: as alças eram tão espessas que, depois de 1 horinha na rua, meus peitos estavam já em carne viva e escorrendo aquele agonizante fio de sangue pela camisa. Nas trilhas, nem sempre o barato sai caro: às vezes o caro é que saí caríssimo. 

Só que havia dois probemas com a Raid Trail (tanto nas versões de 10 quanto de 12L): a falta de compartimentos mais práticos e de suportes melhores para prender os poles. E isso, dependendo do percurso, é bem importante.

Assim, movido por um review do Jósa lá no EndorfineSe, fui na Decathlon comprar a MT10. 

Confesso que, de primeira, fiquei mais seduzido pela MT5: menor, super compacta e mega, mega prática. Só que, lá no Cruce, a quantidade de “coisas” que terei que levar na mochila é tamanha que preferi pecar pela segurança. 

E, assim, por R$ 299,00, trouxe comigo para casa a Quéchua MT10L. 

Ainda não a testei mas, apesar dela parecer meio grande demais e desengonçada, os reviews na Internet foram suficiente para me convencer. Há um mundo de compartimentos, zípers práticos, teias externas para se prender os poles e bolsa de hidratação de 2L, volume que considero ideal para trilhas maiores. 

Agora é testar e torcer para que ela realmente seja o modelo ideal!

  

Quéchua RaidTrail se desfazendo

Quando comprei a mochila de hidratação Quéchua RaidTrail 12L, o intuito era achar um equipamento prático, confortável e funcional. Não me adaptei à Salomon, que detonou as minhas costas, e nem a uma Kalenji, que feriu os peitos (e era pequena demais).

Quando testei a Quéchua por indicação de um amigo, encontrei tudo o que precisava: ela era leve, grande o bastante para ultras, colada ao corpo e ainda por cima barata. De repente, ela virou parte do meu corpo sempre que saía para ruas ou trilhas – e a adaptação foi perfeita.

O único problema é que, aparentemente (e infelizmente), sempre há algum motivo para algo ser barato.

Na prova que fiz em Campinas, um dos ganchos da bolsa de água se rompeu. Tudo bem: entendi como culpa minha que, sem fazer uma manutenção adequada, pendurava a mochila na parede sem tirar a água após os treinos, forçando o peso. Até aí, sem problemas: afinal, há uma espécie de gancho reserva que passei a utilizar e que resolveu o problema.

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Hoje, no entanto, notei que um outro gancho na frente, onde passa uma alça responsável por ajustar a mochila ao corpo, está se desfazendo. Pelo olho, aliás, não dura mais um mês.

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Nova “gambiarra” à vista: usar outra parte da mochila para prender a alça. O problema é que isso já começa a comprometer o conforto e a usabilidade de um equipamento que, afinal, foi feito para ser prático.

O que fazer? Ainda não sei.

Talvez comprar outra igual, de reserva, até essa se desfazer de verdade, para não precisar passar por uma nova curva de adaptação já tão perto da minha prova alvo.

Ou talvez já testar alguma nais resistente, entendendo que se trata de um caso onde o “batato saiu caro”.

Ainda preciso de algum tempinho para me decidir – mas a frustração está bem chata por um equipamento que está se desfazendo em menos de 60 dias.

Mochila de hidratação, parte 2: Kalenji e Quéchua

Achei uma Kalenji velha, pequena, jogada em um armário de casa. Há algum tempo, quando comecei a frequentar a USP, comprei essa mochila para não depender de paradas em bares interrompendo treinos.

Meses depois, parei de usar: o peso extra era simplesmente desnecessário para quem estava treinando para provas de rua.

Agora parece que a utilidade voltou.

Ainda com as costas doloridas pelo uso da mochila da Salomon, vesti a Kalenji e saí para o Ibira no domingo passado. Faria a trilha que, apesar de mais lisa e plana do que o calçamento das redondezas, pelo menos tinha o aspecto mais rústico que estou buscando nessa nova fase de desafios.

A Kalenji parecia grudada às costas. Nada de peso extra se esfregando incessantemente nos ombros, me lembrando do puro desconforto do sábado anterior.

Passei um pouco de vaselina nos peitos: lembro que, em um longão que fiz com ela no passado, as alças de telinha se esfregaram tanto na parte da frente que os mamilos quase saíram sangrando.

Apertei mais, fiz ajustes, procurei quase transformar corpo e mochila em um único ser.

Não vou dizer que ela estava tão perfeita que cheguei a me esquecer de sua existência: isso seria mentira. As alças ainda incomodaram um pouco o peito e a mudança na biomecânica foi notória.

Mas o alívio em relação à Salomon foi tamanho que quase posso dizer que gostei da experiência como um todo. Tudo – do barulho da água chacoalhando à sensação de estar encontrando alguma paz com o equipamento necessário para a DUT – parecia se encaixar bem na mente e no corpo.

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Só que a Kalenji ainda não era a solução: ela era pequena demais para uma ultra, incapaz de comportar os equipamentos necessários para os 80km de trilha pelas montanhas portuguesas.

Mas já serviu para eu começar a me acostumar com o peso extra preso às costas, forçando uma adaptação.

Na segunda seguinte comprei a Quéchua RaidTrail 12L para já cruzar essa ponte e resolver o problema em definitivo. Enchi o reservatório de água, coloquei mais alguns pesos extras e saí para a rua em um treino de intervalados somando pouco mais de 10k.

Tudo bem que não se acostuma a peso extra assim, da noite para o dia – mas o nível de conforto foi outro.

Ela ficou colada ao corpo o tempo todo, sem telas se esfregando nos peitos ou alças nos ombros. Em outras palavras: os dois pontos negativos dos dois modelos anteriores foram sumariamente eliminados.

Agora é questão de sair mais às ruas, praticando mais e agilizando a curva de adaptação.

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