Sequência de meias?

Como comprimir uma semana de mais de 100km excluindo o dia do longão? 

Quebra-cabeças difícil, esse. Ainda não consegui uma fórmula, mas o que acabei fazendo foi espalhar toda uma sequência de meias entre terça e quinta (o que, na prática, aumenta em apenas 1h30 os planos originais). OK: deixei 1h30 a mais para o sábado à noite, pós-mudança, e mantive as 2h do domingo. Ainda assim algo como 15km ficará faltando. 

Meu medo maior é que acabe fazendo menos e me cansando mais justamente na primeira semana do ciclo. 

Bom… Apesar de nada ainda estar fechado, é o que temos para o momento. Certamente não será isso que prejudicará o tanto de esforço que está sendo acumulado até o Caminhos de Rosa. 

Semana de mudança, mudança de planos

Caiu uma ficha: semana que vem eu me mudo. 

Ficha importante essa: a mudança, afinal, acontece no sábado. 

Naturalment,e se eu tirar 5 horas do sábado para correr, provavelmente serei recebido em casa com uma metralhadora. 

Hora de mudar de planos. Como? 

Nem ideia. Mas, possivelmente, o volume intenso da semana precise ser diminuído de leve e espalhado pelos outros dias. 

Amanhã volto com novidades. 

Checkpoint: A zona cinzenta

Há uma espécie de zona cinzenta depois que se realiza alguma grande meta. 3, no caso: Indomit, BR (ainda que como apoio) e Cruce aconteceram em um impressionantemente curto período de 3 meses. 

Nessa última semana, todas as dores e incômodos acumulados em meses de treinamento decidiram aparecer e se instalar no corpo. Sem problemas: dei a ele alguma folga, saindo apenas levemente para alguns trotes mais regenerativos. 

Nessa última semana, um sono digno de picadas da mosca de Tse-Tse dominou as manhãs; uma estranheza em testemunhar o trânsito paulistano se instalou no semblante; uma facilidade de respirar, silenciosamente, um ar meio orgulhoso, impulsionou os pulmões. 

Semanas depois do que consideramos como grandes realizações pessoais são feitas para cimentá-las no peito, para nos mostrar que a vida é feita desses momentos singulares pelos quais tanto batalhamos. São períodos sagrados que, talvez infelizmente, acabem sendo reverenciados por nós mesmos em uma silenciosa solidão. São períodos catárticos, de consolidação de mudanças de visão de mundo, em que não se deve desperdiçar um único átomo de esforço em uma direção que não seja a do autoentendimento. 

Semana que vem? Provavelmente ainda estarei na mesma zona cinzenta, aproveitando-a, cultivando-a e, sobretudo, digerindo-a. 
Enquanto isso, talvez esteja na hora de revisitar as provas de 2016 e ver em qual ou quais me encaixo. 

Daqui a pouco será hora de começar tudo de novo.