Checkpoint semanal: Olá, longão!

Estava com saudades de um longão realmente descente.

Nos últimos tempos, tenho feito corridas mais curtas e buscado mais velocidade nelas – pelo menos até a Maratona de Sampa. Depois disso, acabei entrando em uma espécie de vácuo de overtraining, me recuperando mais lentamente do que desejava. Mas o fato é que me recuperei – e, ontem, depois de muitas semanas, fui para a rua sem muita hora para voltar.

Foram, na prática, 3h23 somando pouco mais de 30,6km. Um ritmo lento, admito – mas velocidade não estava exatamente nos planos. A ideia era apenas sair de casa, entrar na USP e aproveitar o máximo de duas voltas por lá, sorvendo cada raio de sol, cada visual e cada gota do clima de corrida que domina todo aquele ambiente.

Não vou mentir que cheguei bem cansado de volta – 30km são 30km em qualquer que seja a fase do treino. Mas cheguei bem e pronto para fechar a semana com uma corrida mais acelerada hoje, onde usei pela primeira vez o Salomon S-Lab Ultra na trilha em volta do Ibirapuera. Mas isso fica para outro dia.

Por hora, vão apenas os meus gráficos acumulados e a satisfação de ter quebrado, novamente, a marca dos 30km em um sábado como outro qualquer.

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localizadores GPS para emergências

Avatar de lourencobrayDiários de corrida

Sobre João Marinho, ainda não temos novidades. Entretanto pensei no que eu faria por ocasião de um treino ou passeio semelhante. Há procedimentos, mas também há tecnologia que poderá ajudar no caso de acidente sem inconsciência ou princípios de hipotermia / imobilização devido a tempestade. Existe uma oferta de localizadores GPS de emergência para actividades autodoor. O ACR ResQlink 406 é um exemplo.
acr2ACR1

Custa 257 dólares na amazon. Não é barato, mas penso que em certas circunstâncias, se alguma vez chegar a tal e penso que sim (ir a solo para a Natureza atrai-me muito), acho que teria uma coisa destas.

Um video que explica tudo muito melhor do que eu poderia.

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Finalmente de volta ao ritmo!

Ufa! Depois de uma “semi-depressão” doída por conta do overtraining e do estresse de um fim de ano no mínimo tenso, depois de uma corrida de segunda libertadora e de um longão feito hoje, domingo, incluindo um percurso diferente pelo centro de Sampa, estou finalmente me sentindo inteiro de novo!

E a maior prova talvez seja justamente o acúmulo de tempo, quilômetros e altimetria nas ruas. Nada que se assemelhe a um corredor de elite ou mesmo aos meus próprios marcos em tempos de picos de treino, obviamente – mas, na corrida, peculiaridades individuais se somam a momentos e contextos para desenhar o que é, de fato, um desafio.

O dessa semana foi fechar essa fase ruim pela qual estou passando com algo além dos 60km. Deu certo: cheguei aos 65km extremamente bem.

Meta cumprida com cérebro, motivação e inspiração devidamente oxigenados.

Aliás, eu arriscaria dizer que o “adeus” dado ao overtraining veio com um alívio tão grande que, até agora, a endorfina parece caminhar pelas veias soltando picos de bom humor por todo canto do corpo.

Perfeito.

Hora de aproveitar e de seguir adiante. Semana que vem, afinal, tem mais ruas e trilhas a serem corridas. Ainda bem!

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Mudança geral

Algo acontece em nossa mente quando passamos por situações difíceis ou depois de superarmos desafios cuja intensidade, vista pelo retrovisor, parece verdadeiramente insana. É como se toda uma jornada realmente parecesse ter chegado ao seu fim, forçando um novo foco e uma pergunta muito pouco reconfortante: “e agora?”.

Levei um tempo para entender isso, mas acho que cheguei nesse ponto agora. Não que tenha realizado nenhum feito digno de capa de revista, claro – mas cada um de nós tem os seus próprios limites, determinando as medidas reais de qualquer tipo de autosuperação.

Pois bem.

Me inscrevi na Maratona de SP com o único objetivo de me qualificar para Comrades.

Me qualifiquei, embora a duras penas pelas condições sobrehumanas da prova e, com isso, cheguei ao final da minha temporada de 2014. Sem provas no curto prazo para desviar um pouco o foco de um ano de dificuldades colossais no trabalho, acabei desmoronando.

E agora?

De repente, caí vítima de overtraining e exaustão, perdi a motivação de correr por um tempo, fiquei gripado duas vezes em duas semanas e vi a minha perfomance praticamente evaporar.

Aos poucos, fui me recuperando.

Com um passo de cada vez, ouvindo mais o corpo, cedendo quando sentia a necessidade de ceder e forçando quando sentia que precisava de uma chacoalhada.

Nesse período, decidi montar a minha própria ultra pela Estrada Real em um futuro ainda indefinido. Uma forma diferente de encarar as trilhas, com um aspecto muito mais aventureiro do que o normal.

Me peguei por diversas vezes fuçando percursos novos nas proximidades pela Web e pesquisando trilhas por lugares menos conhecidos.

E agora? Não sabia a resposta – mas sabia que mais do mesmo não resolveria nada.

O desconhecido, aliás, passou a me encantar muito mais que o normal. E agora?

O asfalto perdeu a graça.

O parque ficou monótono.

O cotidiano ficou enfadonho.

Até meus equipamentos mudaram: o relógio Adidas MiCoach deu o seu suspiro final e eu troquei por um Garmin; criei uma conta no Strava para me localizar e me entender melhor; comprei um tênis Salomon S-Lab Ultra para me agarrar melhor às trilhas distantes de São Paulo.

Comrades? Por mais apaixonante que essa prova seja – e por mais que ela tenha mudado a minha vida sob vários aspectos – devo confessar que estou perdendo a motivação de voltar. Afinal… voltar para que, se já conheço o local e se há tantos lugares incríveis no mundo a se desbravar?

Mas ainda não me decidi sobre isso. Esse é um ponto que deve ser encarado sem pressa. Com calma.

Quando estiver inteiro novamente, o que ainda não é o caso.

Por hora, estou me concentrando em dois próximos passos: o Plano Estrada Real e alguma trilha insana lá perto de Villa Angostura (Argentina), onde passarei o ano novo. Já imaginou quantas coisas incríveis existem por lá?

Talvez as respostas estejam nas montanhas ao sul; talvez nas minas abandonadas e cachoeiras ao oeste; talvez no puro ato de desbravar o desconhecido com a calma e o sangue frio com que se costuma correr ultras.

Esteja essa resposta onde estiver, uma coisa é clara: sairei dessa fase de exaustão bem diferente do que entrei.

Que bom. Mudanças, afinal, sempre são boas.

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Recomeçando, parte 2: de volta à USP

É impressionante como o corpo da gente reage depois de alguns meses de estresse e intensidade plenos. Já disse isso antes e não quero ser repetitivo, mas o tempo que estou levando para me recuperar desta temporada está acima das minhas mais pessimistas expectativas.

Corri bem pouco na semana passada justamente para dar tempo ao tempo e pegar de volta aquele impulso fundamental de ir para as ruas – impulso que, diga-se de passagem, parecia ter entrado de férias.

Depois de um tempo, a respiração foi acalmando.

A ansiedade, baixando.

O pulso, voltando ao normal.

E, assim, voltei para as ruas com ares de quem estava matando saudades.

Perfeito.

O corpo, no entanto, discordou um pouco. Ficou gripado, aparentemente em um último ato de revolta.

Desconsiderei.

Hoje, fui à USP pela manhã. Quem mora em Sampa sabe que a Universidade de São Paulo é uma das mecas da corrida em final de semana: o local é arborizado, bonito, bem cuidado e com todo tipo de terreno, de subidas íngremes a trilhas escondidas (como a da foto abaixo).

No total, fiz algo na casa dos 25km – meu maior longão desde a Maratona.

Serei sincero: o rendimento foi BEM abaixo do esperado. Travei em um pace de 6’20″/km e ainda tive que andar em um pequeno trecho na volta para casa. Cansei mais do que o usual e senti o corpo excessivamente pesado, quase que se arrastando.

Mas, depois que cheguei em casa, uma coisa esquisita aconteceu: entre ofegações suadas e pulsações corridas, um sorriso simplesmente brotou no rosto por ter completado o longão. E não foi um sorriso de alívio por ele ter terminado: foi de satisfação por ele ter existido. Uma diferença bem importante.

Na mesma hora, o pensamento sobre o desenho do percurso do dia seguinte veio à mente. Ótimo: olhar para o futuro, mesmo que de curtíssimo prazo, é sempre um bom sinal.

Ainda assim, arquivei o pensamento para depois. Era hora de voltar à rotina de regeneração pós-treino.

Gripe? Ela ainda existe e vai sentir um pouco o esforço de hoje, claro. Mas passará.

Não nego que o corpo estava pedindo algum tempo de descanso a mais. Mas ele não pode ser o único a tomar as decisões, certo?

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Recomeçando

Tempo, dizem, é um santo remédio.

Estou terminando esta temporada com um nível de cansaço tão grande que cheguei a me questionar se estava mesmo a fim de sequer pensar em fazer outra ultra ou mesmo maratona.

Acordar cedo passou a ser difícil, correr virou um suplício, dores musculares vinham com uma facilidade incompreensível. Pelo que sorvi da Web, há um sem número de nomes para esses sintomas. Todos, no entanto, se traduziram em apenas um na minha cabeça: cansaço.

E há apenas um remédio eficaz para o cansaço: descansar.

Passei as últimas duas semanas em ritmo leve, sem olhar para a planilha ou mesmo falar com o meu técnico. Corri com bem menos frequência e apenas nos finais de tarde, iluminados pelo horário de verão.

Ignorei o conceito de uma planilha.

Procurei não treinar nada. Apenas me manter minimamente ativo.

Sem provas no horizonte, a pressão foi inexistente – assim como qualquer tipo de ansiedade por digerir quilômetros e ladeiras.

Em paralelo, me debrucei sobre a Web e comecei a explorar novos roteiros, alimentando a alma com pura motivação. Foi onde surgiu o Plano Estrada Real, que está ficando mais concreto a cada dia que passa.

Nessa toada, o tempo foi ficando para trás assim como a exaustão que, aos poucos, acabou cedendo.

Hoje, sexta, não dá para dizer que estou novo e pronto para encarar as trilhas com sangue nos olhos.

Ainda estou no gerúndio.

O remédio do tempo, no entanto, parece estar funcionando.

No caminho para o aeroporto ontem, às cinco da manhã, vi alguns poucos corredores amanhecendo com o sol e trotando aos passos de seus pensamentos.

Surpreendentemente, deu saudade.

E inveja.

Bom sinal: talvez já seja mesmo hora de pensar no recomeço.

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Navigation 101: Intermediate Navigation – Beyond the Basics by Mountain Run

Segundo artigo do Ian – agora com técnicas menos básicas. Também vale a leitura!

Avatar de talkultraIAN CORLESS

Mountain Run

This is a second article in a trio of interviews with Ian Corless, about Navigation for Ultra Runners & more. Read article one HERE

all content ©mountainrun

In the first interview we covered the Basics of Navigation, this encompassed maps, compasses, setting your map & how to set a bearing.

The second interview was moving into intermediate navigation & it consisted of the following information & techniques:

  1. Declination/Magnetic Variation
  2. Grid Numbers/Plotting a Grid Reference
  3. Back Bearings
  4. Re-Orienting/Re-locating
  5. Thumbing the Map
  6. Hand-railing
  7. Catching Features
  8. Aiming Off

So lets start with:

1) Magnetic Declination or Magnetic Variation: 

There are 3 points at which north is seen. 1) True North, 2) Grid North & 3) Magnetic North. We are concerned with Grid North & Magnetic North.

Grid North is what is detailed on a map, its where the North/South grid lines show us the direction of north, according to the grid lines printed on the…

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Conceitos básicos para quem quiser correr com mapa e bússola

Quem me conhece sabe que esse não é o meu forte: levei 2 meses para deixar de usar o GPS nos 2km que separam a minha casa do meu trabalho.

O Plano Estrada Real, por sua vez, não deve exigir nada tão brusco uma vez que há marcações claras e uma planilha no site que deixa tudo bem prático.

Ainda assim, achei esse artigo do Ian Corless bem interessante. Quem sabe esses conhecimentos básicos não acabem sendo úteis algum dia?

Vale conferir!

Navigation 101 – A basic introduction:
http://iancorless.org/2014/08/19/navigation-101-a-basic-introduction/

Esgotado

Dentre todas as palavras, essa talvez seja a que melhor definiu essa semana: esgotado.

Depois de um ritmo que incluiu Comrades em junho, Indomit Bombinhas em agosto, Duro Ultra Trail em setembro e a infernal Maratona de SP em outubro, foi como se o meu tanque tivesse se esvaziado.

Nem sair para a rua hoje eu consegui. Essa semana inteira teve apenas 3 treinos – e ainda assim difíceis, muito mais cansativos do que se esperaria para um pace lento e uma altimetria praticamente nula.

Batendo um papo com meu treinador, a conclusão foi óbvia: preciso tirar o resto desse mês de folga. Não parando com os treinos, claro – mas pelo menos diminuindo o ritmo enquanto, em paralelo, busco uma nova meta. Metas, afinal, são os melhores geradores de combustível motivacional do mundo.

Nesse ponto estou já bem satisfeito: a ultra improvisada na Estrada Real está me parecendo uma ideia cada vez melhor. Ontem, inclusive, o Renato Mourão mandou um comentário aqui no blog me convidando para um grupo de corrida que já planeja uma ultra pelo Caminho de Sabarabuçu, de 160km. Ainda estou fazendo as contas – são quilômetros demais e tempo de menos uma vez que eles largam no final de novembro. Mas pelo menos será uma belíssima referência.

Seguirei planejando ainda nessa próxima semana. Já organizei alguns caminhos interessantes aqui, baixei mapas e analisei altimetrias. Vou postando novidades por aqui.

Enquanto isso, vou me recuperando da intensidade dos últimos meses.

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