Um passo depois do outro

Com a rotina devidamente encaixada na semana, era hora de reinserir os longões de sábado em faixas de distância maiores.

E qual o percurso ideal para um recomeço? A USP, claro, com suas hordas de corredores emanando um incentivo inconsciente, com seus percursos verdes, com sua pequena trilhinha e uma subida deliciosa para apimentar o ritmo.

Contando o caminho até lá, a volta, a trilha perto da subida do matão, a subida em si, a descida em franca velocidade até a base e o retorno para casa via Cidade Jardim, foram pouco mais de 26km.

Foi também a primeira vez que bati uma meia desde o retorno do Cruce – e o corpo sentiu. 

Não que tenha sido nada dramático, claro. Apenas o óbvio: correr por 2h30 depois de tanto tempo se esguelando para chegar em 10 ou 11 dói. Simples.

Ainda assim, foi apenas uma dorzinha esperada, natural, longe de uma quebra. Uma sinalização de que nosso esporte requer um tipo próprio de persistência no treino, uma elevação gradativa de volume, um respeito aos limites cujos contornos aprendemos a conhecer muito, muito bem.

Estou como que emulando a principal regra das ultras: dando um passo de cada vez, seguindo sempre em frente, persistindo na rota. 

E nada melhor do que a boa e velha USP para puxar melhor esses passos.

Amanhã tem mais.

  

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