Por conta de outras metas, acabei essa prova de fora do meu calendário esse ano. No entanto, depois de ouvir alguns relatos de amigos e de ver esse vídeo, bateu uma vontade forte de participar da próxima edição.
Quem sabe?
Por conta de outras metas, acabei essa prova de fora do meu calendário esse ano. No entanto, depois de ouvir alguns relatos de amigos e de ver esse vídeo, bateu uma vontade forte de participar da próxima edição.
Quem sabe?
Ler histórias e experiências de terceiros é algo sempre bem vindo quando se busca algum tipo de recuperação. Dia desses, acabei me topando com um artigo incrível do Geoff Roes – um dos mestres das ultras que teve um caso de proporções míticas de overtraining – sobre o assunto.
Compartilho abaixo para quem quiser ler. Vale a pena: coloca em perspectiva o que o nosso corpo pode fazer quando não o ouvimos direito:
Segunda opção: Caminho dos Diamantes.
De maneira completa, ele vai de Ouro Preto a Diamantina – e o próprio fato de unir essas duas incríveis cidades históricas já diz tudo. O trecho que escolhi tem 87km do total de 395km: é maior que o anterior, porém mais bonito e com mais cidades servindo de ponto de apoio.
A maior dificuldade fica justamente por este último trecho, mais longo e, portanto, deixando a desejar do ponto de vista de apoio justamente no final.
Ele também é um pouco mais técnico, com inclinações médias próximas a 8% em alguns trechos. Ainda assim, não é nada assustador. Altimetria abaixo:
Dentre os atrativos (além de Ouro Preto e Mariana, claro), incluem-se:
Basta olhar as fotos para ficar babando de vontade, aliás.
Mapas completos e planilhas abaixo:
Fotos abaixo:
Atualização de 13/11/2014: Percurso e informações gerais estão já plenamente organizados em uma página única: www.rumoastrilhas.com/ultraestradareal . Para saber mais e se inscrever, clique aqui.
Dentre todas as palavras, essa talvez seja a que melhor definiu essa semana: esgotado.
Depois de um ritmo que incluiu Comrades em junho, Indomit Bombinhas em agosto, Duro Ultra Trail em setembro e a infernal Maratona de SP em outubro, foi como se o meu tanque tivesse se esvaziado.
Nem sair para a rua hoje eu consegui. Essa semana inteira teve apenas 3 treinos – e ainda assim difíceis, muito mais cansativos do que se esperaria para um pace lento e uma altimetria praticamente nula.
Batendo um papo com meu treinador, a conclusão foi óbvia: preciso tirar o resto desse mês de folga. Não parando com os treinos, claro – mas pelo menos diminuindo o ritmo enquanto, em paralelo, busco uma nova meta. Metas, afinal, são os melhores geradores de combustível motivacional do mundo.
Nesse ponto estou já bem satisfeito: a ultra improvisada na Estrada Real está me parecendo uma ideia cada vez melhor. Ontem, inclusive, o Renato Mourão mandou um comentário aqui no blog me convidando para um grupo de corrida que já planeja uma ultra pelo Caminho de Sabarabuçu, de 160km. Ainda estou fazendo as contas – são quilômetros demais e tempo de menos uma vez que eles largam no final de novembro. Mas pelo menos será uma belíssima referência.
Seguirei planejando ainda nessa próxima semana. Já organizei alguns caminhos interessantes aqui, baixei mapas e analisei altimetrias. Vou postando novidades por aqui.
Enquanto isso, vou me recuperando da intensidade dos últimos meses.
Essa está em minha lista de desejos. Não sei ainda quando – mas um dia pretendo correr nos mesmos passos dos templários, lá na França. Afinal, é um casamento perfeito de paisagens incríveis, história e aventura.
O vídeo está em francês, mas ainda assim vale conferir:
Para sentar confortavelmente, deixar os estresses de lado e agradecer aos céus por termos escolhido esse esporte tão incrível como estilo de vida:
The Ingenuous Choice – Mountain Running with Anton Krupicka from Outdoor Live on Vimeo.
Curta sobre a Squamish 50/50, lá no Canadá. Não está na minha lista suprema de desejos, é verdade – mas que é inspiradora, certamente é.
Depois de quase uma semana, está na hora de voltar as atenções para Comrades. Ainda tenho como objetivo conseguir a Back-to-Back em 2015, fazendo os 87km que separam Durban de Pietermaritzburg.
E, claro, o treinamento muda: o percurso é todo em estrada, mais rápido, mais dolorido e com aquele clima que só a rainha das ultras tem.
Não dá para mentir: corridas de rua certamente perderam muito do seu encanto para mim depois que descobri as trilhas e as paisagens deslumbrantes que se escondem por trás de cada montanha ou local abandonado. Mas, ainda assim, Comrades é diferente. E, embora esteja longe ainda, já está na hora de fazer o qualify.
Assim, pelos próximos dias, darei férias a este blog e retomarei as postagens no www.rumoacomrades.com . Até lá!
Para fechar com chave de ouro o excelente trabalho da organização, eles montaram um vídeo com o histórico da prova. Para quem estiver pensando em viajar ao Douro no ano que vem, certamente não faltarão argumentos ao ver esses poucos mais de 6 minutos…
Resultados já confirmados: de um total de 162 inscritos, 9 foram desqualificados e 64 desistiram, deixando 89 concluintes.
Destes, minha posição foi 76, com um tempo de 16h16’53”. A título de comparação, o primeiro chegou em (absurdas) 9h17’16” e o último, em 17h37’32”.
Mais informações sobre essa prova inesquecível podem ser conseguidas no site, aqui, ou no Facebook, aqui.
Estou já a caminho do aeroporto para o Brasil – e para alguma nova meta a ser definida. Ainda não dá para saber qual, mas dá para ter a certeza de que, treinando, absolutamente tudo é possível!