Primeiras impressões do tênis Salomon S-Lab Sense 3 Ultra

Já fazia algum tempo que estava querendo testar esse tênis. Ganhei de presente de aniversário, em outubro, mas acabei postergando a sua “inauguração” por não querer massacrá-lo no asfalto – até que desisti de preciosismo.

Ontem pela manhã decidi calçá-lo e aproveitar pelo menos a pequena trilha em torno do Ibirapuera. Não é exatamente um ambiente selvagem – mas também não é uma avenida inteiramente pavimentada.

Primeiras impressões: o sistema de cadarço dele é complicado. Levei alguns bons minutos até entender a lógica e, em um dos pés, acabei deixando-o apertado demais. Além disso, como se pode ver na foto abaixo, esse sistema deixa a lateral do tênis próxima ao tornozelo aberta demais. Não senti nenhum problema prático no percurso que fiz – mas certamente isso pode permitir que pedrinhas entrem e atrapalhem um pouco (embora haja uma proteção na língua que pode eliminar problemas do gênero).

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Por outro lado, pode ser que apenas um ajuste melhor no cadarço resolva. Veremos em próximas corridas.

Fora isso, o tênis se comportou incrivelmente bem. O grip na sola é muito forte e seguro – certamente teria feito a diferença no Indomit Bombinhas enlameado que participei há alguns meses.

Gosto de correr com tênis minimalistas – o mais “barefoot style” possível, com drop zero e peso ínfimo. Nas ruas, normalmente uso o Merrell TrailGloves ou o Vibram Fivefingers, excelentes para ajudar na biomecânica. O Salomon S-Lab Sense 3 Ultra não é exatamente “barefoot style” – tem um drop de 4mm que me preocupou um pouco no começo.

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E, de fato, esse drop pode ser sentido nos primeiros passos, mas um ajuste rápido na pisada para garantir uma biomecânica fluida, com pisada com o peito do pé, resolve. Não tive nenhum problema ou dor.

Ao contrário: a qualidade da sola acabou protegendo os pés dos galhos e pedrinhas no caminho mais do que qualquer outro tênis que estou habituado a usar.

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Outro ponto positivo é a leveza. São 230g de tênis – apenas 90g a mais que o Vibram e 30 a mais que o Merrell. Pouco, muito pouco considerando o nível de proteção e grip da sola.

No geral, fiquei muito, muito satisfeito com o tênis. Tanto que estou seco por uma trilha nova em algum lugar para que possa testá-lo por mais tempo em “condições mais adequadas”, para dizer o mínimo.

Passos doloridos com o Merrell Trail Gloves

Estava na hora de trocar de tênis: o Merrell Barefoot que usei ao longo do treino e da prova em Comrades estava já se desfazendo, com quase 1,5 mil quilômetros rodados. Aliás, esse é um dos pontos mais positivos de tênis minimalistas: como eles não tem acolchoamento, tendem a durar muito, muito mais do que os “normais”.

Passei para um outro par que havia comprado há algum tempo, o Merrell Trail Gloves. Basicamente, o tipo de solado é o mesmo (Vibram), só que mais grip, e a estrutura é um pouco diferente. E eis que veio o problema.

Veja a foto do solado abaixo: perceba que ele é extremamente cavado na curvatura interna do pé.

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O resultado disso: no longão do sábado passado, ganhei duas bolhas justamente nessa área: uma em cada pé.

Por mais que eu seja um fã da Merrell e do solado Vibram, não dá para imaginar correr uma ultra de 80km com dores chatas como as de bolhas se agravando a cada passo.

Ainda tentarei algumas corridas com eles para ver se crio algum calo que me livre do problema – mas não quero deixar a solução para as vésperas da DUT (ou da Indomit K42, em algumas semanas, que também participarei).

Em algum post antigo, o Jósa, do Endorfine-se, me sugeriu um tênis da Sketchers (o GoBionic Trail, review completo aqui). Procurei, procurei, procurei… mas não achei em lugar nenhum.

Mudei de marca e fui para a linha Minimus, da New Balance. Tem solado Vibram, o que é bom, mas com um grip que considero apenas médio. A parte ruim mesmo é que ele tem um drop de 4mm (e estou acostumado a zero). Mas, na prática, acho difícil que isso realmente atrapalhe.

Vamos ver como ele se comporta nos treinos. Se não funcionar bem, resta torcer para que os pés criem calos nos locais das bolhas para que eu possa voltar ao Merrell que, afinal, está novinho!

Atualização: tanto o Jósa quanto a própria Sketchers me mandaram links para lojas vendendo o GoBionic Trail (no que agradeço imensamente a ambos!). Desisti do New Balance e o comprei agora à noite.

Agora é esperar que ele chegue, arrancar a palmilha para que o drop fique zerado e testar nas trilhas!!