Checkpoint: Fechando 80

Tá: o ideal para a véspera de uma prova não é, decididamente, se esguelar até chegar a um pico de volume maior do que os últimos dois meses de treino. 

Paciência. 

Correr, às vezes, é uma meta por si só. Há a Indomit na semana que vem? Sim, há. Mas essa semana foi complicada demais, turbulenta demais, para que eu deixasse de tomar esse incrível remédio que é passar horas simplesmente me movendo entre o chão e o céu. 

Foram pouco mais de 80K rodados nas primeiras horas da manhã, nas últimas luzes da tarde, sob o sol do meio dia e variando entre a selva cinzenta do centro, os trilhos de trens do passado, as várzeas inexistentes dos rios paulistas e as trilhas ex-trincheiras do Ibirapuera. 

Missão cumprida. 

Endorfinas internalizadas. 

Tudo pronto agora para a próxima semana. 

   
 

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Deixando a raiva no asfalto

Sabe aquele último post, de quinta, que eu estava doente e desisti de correr?

Pois é: nada como uma boa dose de chateação para bombar a adrenalina. Cheguei em casa com tanto mau humor por conta de um projeto no trabalho que, embora com alguma febre, troquei de roupa e voei para o Ibirapuera. 

Deixei toda a minha raiva lá no parque e trouxe de volta uns 15km. Ontem, sexta, antecipei meu longão e rodei mais uns 20. 

Novamente, cheguei suando mau humor e voltei quase que flutuando. 

Bom remédio, esse. Melhor que qualquer Advil ou coisa do gênero.

Febre, gripe, dor de cabeça e no corpo? Deve ter ficado no parque também!