Deslesionando-me

Saí para correr ontem à noite. Sem tiros, sem tempo runs, sem intervalados: apenas uma horinha leve, de acordo com o plano da semana, para sentir o corpo.

Já havia acordado melhor, sem dores e me sentindo inteiro. Ainda assim, dei algumas horas a mais para o joelho e me programei para ir ao parque à noite. A adrenalina acumulada de um dia de agência, afinal, serve para turbinar qualquer recuperação.

Quando dei os primeiros passos veio aquele medo: e se estivesse forçando? E se ainda não esivesse pronto e aquela hora fosse toda a diferença entre ficar inteiro e quebrar de vez? O pior de uma lesão, por menor que seja, nunca é a musculatura ou a articulação em si: é o medo de não estarmos bem no momento dos primeiros passos.

Mas segui.

Não digo que não senti absolutamente nada: em uma ou outra ocasião, quando o escuro excessivo ou um desnível exagerado impôs uma quebra na postura, o joelho deu uma reclamada básica. Só isso.

Foi o tempo de me cobrar um acerto na biomecânica e a mesma pontada evaporou como se nunca tivesse existido. No final das contas, concluí que tudo o que aconteceu foi pura biomecânica estragada por desleixos temporários – e que espero já ter corrigido.

Agora, pelo menos, estou como novo. E assim espero continuar!