Se alguém aí estiver pensando em ir ao Cruce no ano que vem, veja os vídeos abaixo.
É uma das experiências mais sensacionais que existe.
Se alguém aí estiver pensando em ir ao Cruce no ano que vem, veja os vídeos abaixo.
É uma das experiências mais sensacionais que existe.
Depois da semana de descanso, que venha a intensa. Volumetricamente, aliás, bem intensa, ao menos pelos meus parâmetros: foram quase 95km, o mais que fiz desde o Cruce.
A “fórmula”, ao menos até agora, está funcionando: como comecei fresco, novo, realmente fechei o domingo impressionantemente inteiro – mesmo considerando uma quase-maratona ontem e uma quase-meia hoje.
Pelas próximas duas semanas o ritmo será igual ao desta. Imagino que chegue ao término da última ansioso pela semana de descanso – mas só esperando para ver.
Há algo de sensacional nisso tudo: o próprio ato de testar um modelo novo de treino, registrando semana a semana seus resultados no corpo, me deixa tão empolgado quanto se estivesse correndo uma ultra.
A jornada, por vezes, pode ser mais interessante que o destino.
Último vídeo da série….
História contada, ansiedade guardada, calor alertado.
O único problema é que ainda faltam tantos dias…..
Recentemente, o André Zumzum, Diretor de Prova do Caminhos de Rosa, segmentou o documentário que fez no ano passado em 4 pequenos vídeos.
Já estou em pleno treinamento para a prova e com um nível poderoso de motivação. Nesses momentos, todo e qualquer material – fotos, vídeos, depoimentos etc. – é sempre bem vindo.
E, como há tempo até lá, vou sorvendo esse conteúdo aos poucos, um de cada vez, exatamente como costumamos correr ultras.
O primeiro segue abaixo: dá para sacar a força histórica e o calor intenso em cada cena.
Que venha agosto!
Dizem que uma ultra se corre mais com a alma do que com o corpo.
Concordo, embora o corpo seja essencial para uma travessia com tantos quilômetros, vilas e cenários no caminho. Ainda assim, por melhor preparado que se esteja fisicamente, o nos permite engolir quilômetros decididamente não são as pernas.
Estas já estão em pleno treinamento para o Caminhos de Rosa com planilhas montadas, metas estabelecidas e controles rígidos pelo caminho.
Agora, no entanto, é hora de preparar o coração e a mente.
É hora de mergulhar no sertão de Guimarães Rosa.
É hora de deixá-lo entrar pelos olhos e fixar-se na alma, de onde sairá a meu socorro – assim espero – quando tudo mais falhar entre o Morro da Garça e Cordisburgo.
Hoje começa o treinamento dos olhos, do coração, da mente, da alma.
E não há planilha melhor para isso, claro, do que esse guia mestre.
Leve de verdade. É a primeira vez que reduzo tão drasticamente o volume de treino durante o ciclo de preparação de uma ultra.
O objetivo: dar um pouco de tempo ao corpo para que ele se “cure” entre um micro-ciclo e outro, claro. Se está funcionando? Só o tempo dirá.
No total, rodei pouco mais de 50K essa semana – bem menos que os 90 da anterior. Destes 50, metade foram entre ontem e hoje, uma concentração que talvez mereça ser repensada uma vez que as pernas acusam um cansaço incompatível com o que eu esperava para o final de domingo.
Ainda assim, inegavelmente, estou fechando a semana bem mais light do que o fiz na semana anterior. Espero, também, que melhor preparado: os próximos 21 dias serão pesados, com uma média de 90-95K por semana.
Faz parte, claro. Estranho seria rodar pouquinho e esperar completar os 140K do Caminhos de Rosa, sob o sol do sertão e com a aridez poeirenta como paisagem, inteiro.
Um casamento me levou para uma praia improvável: Itapoá, no litoral de Santa Catarina.
O improvável foi sensacional.
Com temperatura acima dos 30 graus, céu sem uma única núvem para manchar o azul, saí para 15km pela areia firme, quebrada apenas por um ou outro riacho adoçando o mar a partir do verde do outro lado.
Tinha tudo que eu mais gosto: calor, sol, visual e um vazio daqueles que força a mente a viajar e o peito a se encher.
Tinha também um mergulho bem vindo acompanhado de uma ultra bem vinda nadada salgada, um vai-e-vem que chegou a dar tontura por conta das marolas que balançavam o corpo.
Nem parecia real, aliás: no dia anterior eu estava em São Paulo; na mesma noite de hoje, já escrevo este post da minha casa em meio à selva cinza da metrópole.
Tanto melhor: o improvável ganha tons de sonho quando ocorre em um intervalo tão curto de tempo.
Para contrastar – mesmo porque contrastes são perfeitos para marcar bem os acontecimentos – pretendo rodar mais 15km amanhã por um cenário oposto: algo como Barra Funda ou região da Luz, no centro velho.
Algo que troque o ar cristalino soprado pelo mar pelas ondas cinzas da história paulistana.
Algo que troque a ingenuidade da praia pela malandragem da cidade grande.
Algo que me permita digerir melhor no corpo essa viagem mental que foi correr, em um dia como outro qualquer, na mais improvável das praias para um baiano radicado em São Paulo.
Improvável e, acrescente-se, absolutamente perfeita.
Eu participo de um grupo no Whats com os corredores que vão para Comrades. Participo desde o começo, aliás, em grande parte por conta do www.rumoacomrades.com, que inaugurou toda a minha jornada tanto pelo mundo das ultras quanto pela blogosfera como um todo.
Quando cruzei a linha de chegada em Pietermaritzburg no ano passado, recebendo a medalha back-to-back, fiz um último post lá no blog dizendo que aquela seria a minha última Comrades. Fazia sentido: já havia percorrido os dois sentidos, vivenciado a experiência da prova e estava pronto para novos desafios. Fazer mais 8 edições até conquistar o Green Number era algo que não fazia sentido para mim.
Até que o calendário correu e comecei a ver tantos amigos animados e cozinhando as suas ansiedades para ir à África.
Aí bateu saudade do Shosholoza, do clima de Durban, daquele país inacreditável que é a África do Sul, da profusão de idiomas que cortam os ares, das tradições, do oceano Índico.
Aí entendi a mágica por trás do Green Number.
Já não sei mais se deixei a minha última Comrades em 2015.
Talvez já esteja tarde para 2016 mas, a essa altura, confesso que o prospecto de eu me organizar para correr atrás do Green Number é grande. Muito grande.
