Mudando a estratégia: a corrida pela recuperação

Enquanto a organização da Ultra Estrada Real vai demandando mais tempo, um outro desafio, inesperado, acabou se abatendo sobre mim. Aparentemente, acabei exagerando na intensidade do treino para as duas ultras que estão por vir, UER e Comrades.

Isso ficou claro depois do sofrível longão do sábado passado, que abriu portas para exaustão física completa, perda de motivação e todo aquele catatau de coisas que acontecem quando se atinge o pico cedo demais. No meu caso, com mais de um mês de antecedência.

Bom… a solução, claro, foi mudar toda a estratégia final para “enganar” o corpo. Essa semana foi uma espécie de tapering sem prova no final: diminui o volume enormemente e ainda caí o pace. Contando amanhã, terei fechado 4 treinos levíssimos, como me preparando para uma prova iminente (que, claro, não virá tão cedo).

Os primeiros treinos, na quarta e na quinta, foram ruins: cansado, me arrastei pelo percurso definido olhando o relógio teimosamente como se ele estivesse tentando me enganar. E isso, diga-se de passagem, para um trote de 45 minutos e outro de 1h30! 

Ainda assim, persisti: se tirasse mais dias, acabaria gerando mais danos do que benefícios.

Hoje, sob um clima mais ameno e com tempo nublado, saí para 1h45 pela rua. Fiz a trilha do Ibirapuera, Faria Lima, Juscelino, Parque do Povo e o retão até a minha casa. Foi quando as coisas começaram a melhorar: lá para a metade da corrida, comecei a perceber que não estava mais percebendo o tempo passar e que os pés estavam entrando em uma velocidade de cruzeiro mais fluida, gostosa. Bom sinal.

A estratégia nova, portando, é trocar aquela súbita queda de volume na semana anterior a uma prova, que costuma descansar mais o corpo e prepará-lo para o que estiver por vir, pelo inverso: um crescimento constante no volume culminando com o dia da largada.

Ou seja: agora é reconstruir o volume lenta e firmemente, encarando o 4 de abril como o topo de um primeiro lance de escadas. É possível que não dê mais tempo de chegar lá descansado – mas a nova meta é chegar preparado, motivado e energizado. Pelo menos esse é o plano!



Ultra Estrada real: Fechamento de listas de interessados de vans e troféus

Vans até Ouro Preto

A lista de vans de São Paulo até Ouro Preto será fechada hoje. Também recapitulando: esta lista é apenas para sabermos o número de interessados para, a partir daí, podermos cotar. O formulário que deve ser preenchido está aqui.

Vans de Ouro Preto até a largada

O mesmo se refere às vans de Ouro Preto até Santa Bárbara, na largada, passando pelas cidades do caminho. Está interessado? Clique aqui e preencha o formulário.

Já adquiriu o seu troféu?

Apenas um lembrete: quem estiver interessado no troféu-lembrança da Ultra Estrada Real deve adquiri-lo até o dia 15 deste mês para dar tempo de confeccioná-lo.

Por enquanto, temos os corredores listados:

  1. Ricardo Almeida
  2. David Oliveira
  3. Dirceu Tirado
  4. Raoni Araujo
  5. Rodrigo Mascarenhas
  6. Juliana Cecilia (que adquiriu 3)
  7. Claudia Campos
  8. Taciano
  9. Josue de Oliveira

Ou seja: quem quiser, por favor siga as instruções clicando aqui.

O grande dia está chegando perto!!!

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Ultra Estrada Real: Postos de apoio quase completos

Recentemente, o Thiago, da assessoria esportiva mineira Endorfina, topou ajudar no penúltimo ponto de apoio que estava vazio, em Camargos.

Com isso, nossa situação agora é a seguinte (clique nos nomes para ver nos mapas):

  • Catas Altas: Igreja Matriz de N. Senhora da Conceição
    • Postos voluntários até o momento: 1 (organizado por Raoni Araujo e sua digníssima esposa – já há doação de água, isotônico e biscoitos)
    • Distância da largada: 22km
    • Previsão de horário de passagem: Entre 7:00 e 11:00
  • Santa Rita Durão: Igreja Matriz de Nossa Senhora de Nazaré
    • Postos voluntários até o momento: 1 (Milva e Zilma, com água, isotônico, refrigerante, biscoito e paçoquinha)
    • Distância do posto anterior: 18km
    • Previsão de horário de passagem: 9:00 e 14:00
  • Camargos: Marco em frente à Igreja Nossa Senhora da Conceição
    • Postos voluntários até o momento: 1 (Thiago Araujo, da Endorfina Assessoria, com água, isotônico e biscoitos)
    • Distância do posto anterior: 18km
    • Previsão de horário de passagem: 11:00 e 17:00
  • Mariana: Em frente à Rua Bom Jesus, 41 (próximo à Estação Ferroviária e ao Centro de Informações Turísticas)
    • Postos de voluntários até o momento: ZERO (já há doação de água, isotônico e biscoitos)
    • Distância do posto anterior: 18km
    • Previsão de horário de passagem: 13:00 e 20:00
  • Ouro Preto (chegada): Praça Tiradentes.
    • Postos de voluntários até o momento: 1 (Luciana Meirelles Lopes com água, isotônico e biscoitos)
    • Distância do posto anterior: 12km
    • Previsão de horário de chegada: 14:30 e 22:00

Importante: ainda estamos adequando os horários dos postos de apoio às agendas das pessoas. Se algum corredor puder ajudar com o posto de Mariana, perfeito; se voluntários quiserem se juntar e engrossar o caldo nos demais postos, ainda melhor.

No total, devemos negociar um período de 3 horas de apoio nos postos com os voluntários, mas ainda voltaremos a isso no futuro.

Novamente: quem quiser e puder ajudar, por favor mande email para emailnacorrida@gmail.com !

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Listas de interessados em vans para a Ultra Estrada Real

Ontem à noite, aqui em Sampa, fizemos uma reunião com alguns dos presentes na Ultra para levantar pontos importantes da organização.

De maneira geral, eles incluem:

  1. Vans de SP para Ouro Preto
  2. Vans de Ouro Preto até Santa Bárbara no dia da largada
  3. Delimitações mais precisas para os postos de apoio com voluntários
  4. Vans durante o percurso, transportando os mantimentos de um local para outro

Vamos endereçar cada um desses itens nos próximos posts – mas, hoje, queria me concentrar nos primeiros dois.

Como não temos como saber o que cada um dos quase 90 corredores tem de organização própria, estamos montando duas listas diferentes. A ideia é que quem precisar dos serviços as preencha para que consigamos quantificar e negociar vans (ou ônibus, dependendo do volume) para todos. Ainda não sabemos os valores, claro, pois isso depende do número de interessados.

Assim, peço que todos os que quiserem preencham até esta sexta, 06/03, uma ou ambas as planilhas abaixo. Depois disso entraremos em contato com todos para organizar detalhes e passar os valores individuais ok?

Lista de corredores de SP que precisam de transporte de São Paulo até Ouro Preto:

Lista de corredores que precisam de transporte de Ouro Preto (ou cidades do caminho) até a largada, em Santa Bárbara:

Ultra Estrada Real: Teremos um troféu para os concluintes!

Pois é. Um dos corredores, o André Zumzum, organizador da ultra Caminhos de Rosa, foi atrás de algo para que todos pudéssemos guardar como lembrança da prova. E olha só o que ele conseguiu: uma réplica do marco da Estrada Real em pedra sabão!

Vejam o nosso “trofeu” na imagem abaixo:

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Ainda organizaremos a logística da entrega em si, que será feita apenas na chegada, lá em Ouro Preto – mas pelo menos o mais importante está já garantido.

Como se trata de uma produção adicional e como toda a corrida será gratuita, haverá um custo de R$ 20,00 para quem quiser levar consigo essa lembrança. O procedimento é bem simples: basta ir ao link

http://caminhosderosa.com.br/plus/modulos/conteudo/?tac=trofeu

 , no próprio site do Caminhos de Rosa, e fazer a compra online.

Para deixar claro: isso tudo é opcional: ninguém é obrigado a comprar o trofeu para correr. Mas quem quiser, claro, precisa fazê-lo até a data limite de 15/03 para que o André tenha tempo de coordenar a logística.  

Checkpoint: o ultra longão

Dia de descanso.

Acordei com as articulações tesas, inchadas e com as pernas bastante doloridas. Até aí, nada de inesperado – mesmo tendo sido um treino, a distância percorrida ontem foi minimamente respeitável.

Sim: está claro para mim que preciso fazer ajustes no treino e me recuperar mais antes da UER, na Páscoa. Tudo bem: o sentido de um longão no pico é justamente testar o corpo, o que significa que a missão foi cumprida a tempo.

Mas há um outro lado para o dia de ontem que vai além da constatação dos problemas: a sensação única, especialmente gratificante, de se fazer uma ultra. Lá pela quinta hora, quando o corpo subitamente se recuperou e “atravessou” o “muro” captando uma segunda onda de energia, tudo passou a fazer sentido.

Tudo. Em segundos, toda a dor é ignorada e apenas o sentimento de que o corpo é muito mais resiliente do que se pensa fica pulsando pelas veias inchadas. Vem uma espécie de sensação de imortalidade endorfinada, de superação, de quebra de limites, que eleva toda a alma para uma espécie diferente de patamar.

Quem curte ultra entende bem isso. Não importa o quão ruim tenha sido a jornada pelos quilômetros: sempre há um determinado ponto em que se sublima todas as dificuldades e que se entende os motivos que impulsionam cada um dos tantos passos dados. E nem precisa de corrida oficial para isso: basta uma rua ou trilha e muita distância.

É simples assim. E é por isso que amo esse esporte.

Bom… agora é hora de sacudir a poeira, descansar as articulações e iniciar uma fase de preparo diferente justamente pela falta de intensidade. Que venha a UER. E a Comrades, claro.

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Ultra longão para testar os sistemas

Hoje já acordei com o “mode ultra” ligado: por volta das 7:00, sairia para o longão mais importante do ciclo de treino antes da largada em Santa Bárbara.

No total, o percurso incluía 8km de casa até a USP por um caminho mais longo, 4 voltas na USP e o retorno até minha casa por uma rota de, aproximadamente, 5km. Somando tudo, chegaria a 45km.

E, de fato, cheguei – mas a avaliação deste longo foi bem pior do que eu imaginava.

Já na saída, o corpo ainda cansado do esforço acumulado das últimas semanas avisou que nada seria tão simples. Segui com o plano: 30 minutos de corrida a um pace conservador para 1 minuto de caminhada, economizando energias e simulando uma estratégia semelhante à que devo usar em Comrades.

Lá pelo km 30, no entanto, o cansaço bateu forte. Cedo demais, o que já me deixou tenso.

As pausas para caminhada se tornaram mais frequentes, as subidas da Rua do Matão mais lentas e os paces, de forma geral, ainda mais conservadores. Somando as dores ao tédio de um percurso feito de 4 voltas idênticas sob um calor que já batia os 31 graus, o sofrimento da musculatura como um todo foi grande.

Ainda assim, claro, cumpri o plano: fechei as voltas e tomei o rumo de casa, parando apenas para tomar uma Coca e recarregar a dose de açúcar.

Curiosamente, o tempo fechou e uma tempestade começou a desabar sobre a cidade, aliviando a temperatura. Ponto importante: aqui, o percurso parecia magicamente outro: mais frio, chuvoso e sem repetir trechos uma vez que estava a uma reta de casa. Resultado? Aquele lugar escuro em que estava, difícil, dolorido e tenso, par dizer o mínimo, lentamente foi desaparecendo. Foi como se tivesse atravessado o “muro” e, na altura do km 40, me transformado em outra pessoa.

Fechei os 5K restantes em um estado muito melhor, quase sem pausa para caminhada, chegando em um estado muito melhor do que estava a apenas poucos quilômetros antes.

Ainda assim, o tempo foi alarmantemente ruim, mesmo para um treino programado para ser conservador: 5h30, aproximadamente.

Mas longos de teste servem para isso: fazer um assessment geral e detectar pontos de ajuste no treino antes da largada. E é nisso que devo me dedicar agora, nos próximos dias.

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Ultra Estrada Real: Limite de inscrições e outras infos

Com mais de 80 inscritos e menos de 40 dias para a largada, a UER está entrando agora em sua reta final de organização.

E, sendo franco, não dá para dizer que ela deu um imenso trabalho – ao menos até aqui. O envolvimento da comunidade de corredores foi tão intenso que, de repente, acabamos mesmo conseguindo criar uma ultra por um lugar lindo, com uma distância perfeita e com apoio vindo de todos os lugares.

E é justamente por conta desse apoio que estamos, agora, estabelecendo uma data limite para as inscrições: 15 de março.

A data tem explicações lógicas:

  • Teremos doação de água e mantimentos por algumas empresas que, claro, precisam de uma previsão de participantes para evitar problemas.
  • Estamos começando a organizar vans para o processo de transporte até Santa Bárbara – e o número de interessados será um fator importante (e alvo de um próximo post)
  • O Instituto Estrada Real vai confeccionar certificados de participação para todos os concluintes – e, claro, precisa dos nomes e de tempo para imprimi-los
  • Finalmente, um dos corredores conseguiu negociar uma espécie de troféu, feito em pedra sabão em formato de um marco da Estrada (como na imagem abaixo) para interessados. 

No caso específico desses troféus, eles serão opcionais até por serem pagos (R$ 20). Na semana que vem postarei aqui no blog instruções de pagamento (pois dependemos ainda da liberação da conta do corredor responsável por ele, o André, no PagSeguro).

Bom… na segunda-feira teremos um encontro os corredores que moram em São Paulo para fechar alguns detalhes da organização. Quem quiser aparecer está desde já convidado: será na Cincinato Pães (R. Cincinato Braga, 307, bem na região da Paulista).

Na semana que vem começo a postar todos os últimos detalhes aqui – estou apenas esperando esse encontro da segunda para garantir que englobe todos os assuntos.

E, claro, se ainda não estiver inscrito e quiser participar, é hora de correr! :-)



Parando antes que mais virasse demais

Já nos primeiros passos, os tornozelos começaram a pedir clemência.

O corpo parecia duro, tenso, quase um robô enferrujado. Na esperança de que fosse apenas um processo natural de aquecimento, persisti.

Teria uma hora e meia de treino em intensidade relativamente alta antes de um dia de descanso e do ultra longão do sábado. Teria.

Em apenas mais um quilômetro deu para ver que o corpo realmente não estava a fazer birra. Não havia sinais assimétricos indicando alguma lesão ou nenhum tipo de dor mais aguda em um ponto específico: mas algo estava realmente errado.

A cada passo, o corpo parecia piorar: os tornozelos ficavam mais rijos, panturrilhas e coxas davam pontadas, abdômen ensaiava reclamações mais agudas. A voz interna que sempre pede para ouvir melhor as próprias dores ficou mais alta, mais estridente e imperativa: era hora de parar.

Não sei se persistir me quebraria de alguma maneira mais drástica – mas preferi não descobrir da pior forma. 

Antes que mais virasse demais, dei meia volta e retornei à minha casa fechando apenas 5km a um ritmo médio de cerca de 5’40″/km. 

Agora, enquanto escrevo este post uma hora e meia depois de decidir dar o dia por encerrado, ainda sinto o corpo reclamar relativamente alto. Tudo bem: a esta altura, não há nada que eu possa fazer.

Pelo menos até amanhã me focarei no bom e velho descanso, sem nenhum remédio ou medida mais drástica. Para as ruas agora, apenas no sábado!



Madrugadas e piloto automático

Na segunda, dia de descanso, acordei às 4 para viajar a trabalho.

Na terça, às 4:50 para um treino mais longo. 

Hoje, às 5:30 para cobseguir chegar de volta às 7 em casa.

Amanhã será dia de 4:50 de novo e sexta, nova madrugada para outra viagem.

Sábado é dia do longão de pico, de 5h, para fazer uma espécie de teste de motores.

Essa semana inteira tem sido regrada pelo relógio como nenhuma outra. Talvez por azar, ter um período tão chave do treinamento sanduichado por viagens e recheado por reuniões nas primeiras horas da manhã tem me transformado quase que em um zumbi. 

Acordo com a planilha arrancando da cama, trabalho em piloto automático, capoto depois de marcar todo um checklist de tarefas e, no dia seguinte, madrugo de novo.

Não vou dizer que tem sido uma semana fácil… mas endurance, afinal, tem mais a ver com as asperezas do treinamento em si do que com uma ou outra prova mais longa!

E agora… bom, agora é hora de sair do blog e religar o piloto automático!