Plano Estrada Real: Opção de Rota 2 (Caminho dos Diamantes)

Segunda opção: Caminho dos Diamantes.

De maneira completa, ele vai de Ouro Preto a Diamantina – e o próprio fato de unir essas duas incríveis cidades históricas já diz tudo. O trecho que escolhi tem 87km do total de 395km: é maior que o anterior, porém mais bonito e com mais cidades servindo de ponto de apoio.

  • Ouro Preto > Mariana (K11)
  • Mariana > Camargos (K29, somando 18km de trecho)
  • Camargos > Bento Rodrigues (K36, somando 7km de trecho)
  • Bento Rodrigues > Santa Rita Durão (K47, somando 11km de trecho)
  • Santa Rita Durão > Morro da Água Quente (K59, somando 12km de trecho)
  • Morro da Água Quente > Catas Altas (K65, somando 6km de trecho)
  • Catas Altas > Santa Bárbara (K87, somando 22km de trecho)

A maior dificuldade fica justamente por este último trecho, mais longo e, portanto, deixando a desejar do ponto de vista de apoio justamente no final.

Ele também é um pouco mais técnico, com inclinações médias próximas a 8% em alguns trechos. Ainda assim, não é nada assustador. Altimetria abaixo:

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Dentre os atrativos (além de Ouro Preto e Mariana, claro), incluem-se:

  • Mina da Passagem, a única mina de ouro no Brasil ainda aberta a visitação
  • Matas fechadas em alguns dados
  • Vistas incríveis
  • Bicame, um aqueduto construído pelos escravos em 1792
  • Ruínas de Congo Soco

Basta olhar as fotos para ficar babando de vontade, aliás.

Mapas completos e planilhas abaixo:

Fotos abaixo:

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Atualização de 13/11/2014: Percurso e informações gerais estão já plenamente organizados em uma página única: www.rumoastrilhas.com/ultraestradareal . Para saber mais e se inscrever, clique aqui.

E se fizermos a nossa própria ultra? Tipo… pela Estrada Real?

OK, não tem muita prova bacana entre hoje e fevereiro ou março do ano que vem – pelo menos não aqui por perto. Passei a última semana pensando e repensando isso, fritando em frente à Internet e buscando alternativas para ter alguma meta qualquer no curto prazo.

Até que uma ficha caiu: correr não demanda, necessariamente, a necessidade de alguma prova super estruturada e cheia de glamour. Na verdade, bastam dois ingredientes: vontade e percurso.

E percurso não falta no Brasil… certo?

Para onde seguir então, criando algum tipo de experiência mais memorável e rica? Batendo papo com alguns amigos sobre o assunto, duas palavra saltaram à mente: Estrada Real.

Em uma espécie de versão brasileira do Caminho de Santiago (sem o santo, claro), a Estrada Real era o caminho utilizado no Brasil colônia para transportar ouro e diamante da região de Ouro Preto até Paraty.

Verdade seja dita, toda estrada utilizada com este propósito era chamada de Estrada Real, em todo o país – mas esses trechos entre Minas e Rio acabaram se imortalizando e se oficializando.

Existe até um instituto que cuida dos caminhos, que incluem marcos específicos, passaporte de viajante e indicações de ponta a ponta – tanto nos trechos de estrada quanto de chão de terra e trilha.

Ao todo, são 1.730km divididos em 4 percursos: o Caminho Velho, de Ouro Preto a Paraty (680km); o Caminho Novo, de Ouro Preto a Porto Estrela (500km); o Caminho dos Diamantes, de Diamantina a Ouro Preto (390km); e o Caminho de Sabarabuçu, de Cocais a Glaura (160km).

Todos eles são divididos em trechos que, em média, tem 20 ou 30km, com pequenas cidades marcando o início e término de cada. Ou seja: perfeito como postos de controle improvisados.

Todo o caminho tem marcadores claros na estrada, facilitados ainda por um site com planilhas, mapas e perfil altimétrico. Ou seja: uma organização melhor do que a de muitas ultras Brasil afora.

E isso sem contar com a paisagem deslumbrante do interior mineiro, que inclui cachoeiras, montanhas e todo um mergulho no passado colonial brasileiro perfeito para quem curte história.

Na medida em que fui pesquisando, fui me encantando mais e mais com a ideia de percorrer pelo menos partes de um dos caminhos, chegando a algum percurso entre 80 e 100km. Fácil? Não, claro. Mas viável e se somando em uma experiência no mínimo diferente.

É claro que há muito planejamento a ser feito – incluindo a possibilidade de achar outros corredores dispostos a seguir o caminho junto. Mas, se há uma coisa que o mundo das ultras me ensinou, é que toda jornada começa mesmo pela decisão de iniciá-la.

Estou já quase dando a luz verde para essa decisão. Agora é continuar pesquisando mais um pouco e, quem sabe, já entrar na fase de planejamento prático.

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