Testando o UltraTrac mode no Garmin Fenix 2

Bateria sempre – SEMPRE – é um item importante para quem corre ultras. E sim: ultras na estrada, como Comrades, nem precisam exatamente de um relógio com GPS: é só ver a hora, as placas de tempo e seguir em frente.

O negócio começa a pegar mais mesmo em trilhas, principalmente quando provas longas nos deixam correndo em isolamento por horas a fio. Em situações assim, basta um minuto de desatenção e pronto: nos perdemos.

Onde o GPS entra nisso? Os mais preparados tem funções como o “TrackBack”, que exibe o mapa do caminho feito até o momento no visor e indica um percurso de volta. Não foram poucos os corredores “salvos” por essa funcionalidade, aliás.

E aí voltamos ao ponto principal: a bateria. Dificilmente alguém se perde nas montanhas nas primeiras horas, quando os sentidos estão aguçados e há mais corredores próximos. Nos perdemos horas adentro da prova – e é então que relógios com GPS ajudam.

Já testei o TrackBack do Garmin Fenix 2 e ele funciona perfeitamente bem. A bateria normal também segura fácil umas 14 ou 16 horas.

Mas e para provas de 18, 20 ou mais horas? Nesse caso, a única opção é usar a função de UltraTrack, que permite ajustar o tempo de atualização do posicionamento via GPS para garantir maior durabilidade de bateria. 

Segundo a Garmin, a regra é: para 20 horas de vida com GPS rastreando a atividade, o intervalo de atualização deve ser de 15 segundos; para 24 horas, de 20 segundos.

Bom… Saí para testar a eficácia de intervalos de 15 segundos de atualização. O resultado: péssimo. Os 5km que rodei foram interpretados como 3 e o percurso em si parece ter sido desenhado por uma criança de 2 anos. Ok: a bateria até pode durar mais… Mas com que intuito, se isso ocorre às custas de um rastreamento mais impreciso que uma bússola na Groenlândia?

Função UltraTrack, portanto, reprovada. Para provas longas, o caminho é mesmo usar as 15 ou pouco mais horas de bateria no modo normal e torcer para não se perder daí em diante!

  

Adeus Forerunner, olá Fenix

Hora de atualizar o equipamento. 

Nada contra o Forerunner, mas estava na hora já de eu ter em mãos um relógio um pouco mais compatível com as minhas preferências de corrida – algo com uma bateria que dure mais que 5 horas, com um altímetro mais confiável e com possibilidades de gravar rotas em GPS para evitar que me perca como já ocorreu antes, lá na Argentina. 

Acabei de comprar o Fenix 2, que deve chegar amanhã em minhas mãos. 

Mal posso esperar para testá-lo nas trilhas (ou mesmo no quarteirão)!