Adeus Adidas Micoach; olá Garmin Connect

Não é exatamente segredo para ninguém que acompanhe este blog que a Garmin e eu não temos uma relação incrível. Verdade seja dita, eu detesto os seus produtos e odeio com todas as minhas forças o suporte técnico. Está pensando em algum relógio para corrida? Recomendo fortemente que compre um Suunto.

Ainda assim, há produtos e há aplicativos para montagem online de planilhas e acompanhamento de treinos. Até então, eu usava o Adidas MiCoach, que conta com um sistema fantástico de guia em áudio de ritmo em tempo real. O MiCoach nunca me falhou e sempre foi o app primário para treinos – mas, de tempos em tempos, parece que a Adidas vem se esforçando para dificultar o uso.

No domingo, quando estava tentando montar a minha planilha, descobri que eles mataram um banco de exercícios customizados que permitiam que o usuário criasse os treinos e os arrastasse para o calendário no site. Bom… sem isso, montar uma planilha de 4 meses passou a ser simplesmente inviável.

Migrei para o Garmin Connect. É igual? Não. O app não tem, por exemplo, essa função de guiar por voz o ritmo. Mas paciência: pelo menos dá para criá-lo mais facilmente e acompanhar tudo olhando para o relógio.

Às vezes o ótimo é inimigo do bom, como diz o ditado. Embora, nesse caso, o ótimo efetivamente já existisse, tendo sido apenas aniquilado pela empresa que o havia produzido.

Pena.

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Ultras e apps

Tá: a Comrades é transmitida na íntegra, por 12 horas, na TV sul-africana. Mas convenhamos: a não ser que você seja um sul-africano fanático pela tradição, é difícil imaginar que fique tanto tempo assim colado na frente da TV (ou do computador).

Eu já acho a cobertura de maratonas algo chato – em grande parte por conta de narradores despreparados que cismam em falar de km/h (em vez de min/km) e por se focar apenas na elite. Mas imagina a cobertura de uma prova de 100 milhas? Assistir deve cansar mais do que correr!

E é aí que entram as apps. Afinal, quem acompanha uma prova costuma fazê-lo para testemunhar o desempenho de ídolos, familiares ou amigos. Para que ficar com os olhos grudados em uma tela se dá para receber updates periódicos no celular?

Comrades já tem uma app bem razoável, assim como muitas outras provas grandes. No Brasil isso ainda é raridade – mas parece que está começando a mudar. 

A Bertioga-Maresias lançou uma app própria para acompanharmos os corredores. Tudo bem que ela está se esforçando para não divulgar – por exemplo, sem citar no site e sem colocar link para as páginas de download da Apple ou Android. Nada é perfeito.

Ainda assim, são bons ventos soprando mais tecnologia para as ultras. Que venham mais.

Quem quiser baixar essa, basta buscar “bertioga-maresias” e encontrar o aplicativo. Quem quiser me acompanhar, meu número de peito será 154 :-)

  

Brincando de Strava

Dia atípico: por conta de uma reunião de trabalho às 8:30, acabei tendo que assassinar o meu longão de hoje. Tudo bem: acabei “espalhando” o longão pelo resto da semana/

E, claro, aproveitei também para usar o meu brinquedo novo, o Strava. Até então, usava o MiCoach, da Adidas, para acompanhar os treinos. Essa app é imbatível em um ponto: ela efetivamente passa instruções ao longo de cada corrida, funcionando quase como uma conexão virtual permanente com um treinador.

Mas, desde que troquei o SmartRun para o Garmin, acabei pesquisando outras ferramentas. E caí no Strava que, diga-se de passagem, é integrado tanto ao MiCoach quanto ao Garmin.

Não vou ficar aqui celebrando o software: eu provavelmente sou o último corredor a conhecer o sistema deles. Mas vou apenas dizer que fiquei quase abismado com o nível de dados que entregam.

Além do conceito de segmentos e de rotas dos outros – que já estou utilizando para programas corridas na Argentina, durante o final do ano – a análise de pace foi o que mais me chamou a atenção.

Até então, utilizava apenas uma análise quase cronológica de uma corrida – incluindo pontos em que aumentava ou diminuía o pace. Hoje, no entanto, a análise de zonas acaba dando uma noção bem mais clara do esforço feito e dos resultados alcançados.

Exemplo abaixo:

Screen Shot 2014-11-07 at 3.08.00 PM

Resultado? Nessa corrida de exemplo, feita ontem, acabei forçando a velocidade (Z4 para cima). Perfeito: era exatamente essa a meta do dia.

Fiz a mesma comparação com a quinta mas percebi que, nela, apesar de ter terminado com uma sensação de missão cumprida, havia me concentrado quase que inteiramente na Z3. Em outras palavras: acabei encaixando um treino errado.

Vou passar a utilizar essa análise mais vezes como uma espécie de ferramenta para guiar o desempenho. Tecnologia é incrível!