Meus primeiros 100K já tem data marcada: 7 de novembro

Ainda levará algum tempo, o que garante tempo para treino. 

Ainda há Comrades pela frente e, depois, alguns meses de preparo. 

A largada será à noite e na praia, em pleno período de verão catarinense. 

Haverá estradas de terra, areiões, costões de pedra e trilhas. 

Haverá um amanhecer no alto das montanhas fazendo o mar ficar dourado sob pés que, provavelmente, já estarão começando a ficar cansados. 

Haverá aventura, adrenalina e uma estreia que mescla percurso técnico à ansiedade de inaugurar uma nova distância. 

E já há muita ansiedade pulsando pelas veias. 

Dia 7 de novembro largarei na Indomit 100K Costa Esmeralda. 

  

Hoje é dia de ultra!

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Tem coisa melhor do que acordar cedo tendo à frente uma ultra para correr, mesmo sendo um treino?

Hoje é dia de passar horas desbravando a cidade.

É dia de fazer um círculo por São Paulo, passando por parques com trilhas pela Mata Atlântica, pelos casarões do Morumbi, pelo Palácio do Ipiranga, pelo marco zero e Praça da Sé, driblando galinhas e cavalos na Água Branca, subindo a Consolação e aterrisando em casa.

Hoje é dia de passar horas escondido nos pensamentos e deixando a luz do outono e o céu azul iluminarem a mente.

É dia de chegar com cansaço nas pernas e exaustão na mente mas, se tudo correr bem, com pensamentos organizados e decisões esclarecidamente tomadas.

E agora – ainda bem – é hora de sair.

Sampa, você será inteiramente minha pelas próximas 6 horas!

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Olha o Cracrá na Globo :-)

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No ano passado, corri quase toda a Comrades com um brasileiro que não conhecia ao meu lado: o Eduardo Neves, também conhecido como Cracrá. Acabamos nos falando já no Brasil, dias depois da prova.

Esse ano ele também estará indo para a África, assim como eu. O que nao imaginava era vê-lo na minha timeline aqui no Facebook falando justamente sobre esse nosso amado esporte :-)

Agora já posso até pedir autógrafo durante a Comrades. Quem quiser conferir o vídeo, clique aqui ou na imagem abaixo.

Mas deixo uma pergunta que ficou depois de ver a matéria: Cracrá… você faz 60km 3 vezes por semana???? Me senti uma criancinha perto disso!!


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Ultra longão marcado

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Sem treinador a quem recorrer agora, fui assolado por uma dúvida: o dia do ultra-longão.

Explico: em praticamente todas as planilhas de Comrades, o final de semana passado estava reservado para o ultra-longão, um treino com algo entre 50-55K. Embalado por treinos que me foram passados quase que de um dia para outro e com uma espécie de conforto por ter feito a Ultra Estrada Real no começo de abril, acabei ignorando isso.

E agora? O que fazer? Ignorar por completo o ultra-longão ou fazê-lo agora, mesmo estando já há um mês de Comrades?

Nunca curti muito ficar horas e horas na dúvida e então segui o instinto: aproveitarei o feriado desta sexta, dia 1 de maio, para rodar os 50K. Pelo estado em que estou, dificilmente isso gerará problemas físicos: ao contrário, será uma espécie de alívio mental saber que rodei esse tanto de maneira relativamente tranquila (considerando, claro…

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Serei eu um Indomit?

Na busca por uma prova de 100K ainda este ano, acabei me deparando com um problemão: a inexistência de uma variedade opções pelas quais eu pudesse “navegar”, fincando a minha meta pós-Comrades. 

Cheguei a encontrar uma, a Morretes-Guaraqueçaba, mas desisti depois de ler que eu precisaria levar carro e time de apoio. Muito complicado, principalmente para quem é minimalista por natureza. 

Vi a Torres del Paine – linda, mas complicada por ser distante demais. 

Comecei a fuçar outras provas pela América Latina: nada. Ao menos nada que me apetecesse. 

Até que dois corredores me indicaram uma opção óbvia, mas que havia passado desapercebida: a Indomit Costa Esmeralda, em novembro! 

Pontos positivos: é perto, lá em Santa Catarina, o visual é incrível e tem os tão perseguidos 100K. 

Mas há os negativos. Quando fiz a Indomit Bombinhas no ano passado, me assustei um pouco com o grau de tecnicidade do percurso. A tempestade que caiu nos dias anteriores fez com que o terreno ficasse quase ridículo de tão escorregadio e, confesso, esse tipo de coisa não me encanta tanto. 

Me disseram que o Costa Esmeralda – apesar de ter o mesmo organizador e de ser na mesma região – não é TÃO técnico assim. Bom… talvez seja hora de descobrir por conta própria. 

Há algum tempo me inscrevi na lista de espera e, finalmente, saiu uma aprovação. Agora é decidir. 

E quer saber? Estou BEM propenso a entrar logo no site e garantir essa vaga!

 

Low carb e o risco de se queimar antes de se acender

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Há um treino que há tempos não fazia: 1h30 de corrida com apenas 5 minutos de aquecimento seguidos por duas sessões de 30 e 20 minutos cada de tempo run, fechando com um trote leve até completar o programa. Fiz essa semana pela primeira vez depois de entrar na low carb.

E por que isso é relevante? Porque o processo de queima de gordura por energia do corpo, típica do low-carb, é algo mais complexo e demorado do que o seu equivalente usando carboidrato. Já sabia disso na teoria mas, agora, a prática provou o ponto acima de qualquer suspeita.

Traduzindo: com low-carb, o corpo precisa de mais tempo para “acender a sua fornalha” e ficar eficiente. Não digo que precise de 1 ou 2 horas, claro – mas os 5 minutos (que funcionariam estivesse eu com o tanque cheio de carboidratos) também foram absolutamente insuficientes.

Na prática, quando…

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Checkpoint 2: Mantendo o “mojo” e assumindo as rédeas do treinamento

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No ano passado, essa semana foi o pico do meu treinamento. Incluiu uma ultra de longão (se não me falha a memória, de 50 ou 60K) e uma série de treinos que bateu nos 100km rodados.

Claro: era a minha primeira Comrades. Na verdade, era a minha primeira ultra acima dos 56K, o que significava uma falta de experiência grande.

De lá até cá já foram inúmeras ultras em distâncias diferentes e, claro, a experiência acabou me inserindo em uma espécie de zona de conforto positiva. Já sei melhor o que tenho que fazer no treinamento, o que evitar e como interpretar os sinais do corpo.

Vim de uma ultra de quase 90K há menos de um mês: exagerar, agora, seria burrice. O que fiz então? Mantive a semana posterior baixa, na casa dos 40K, e logo depois subi para 80 (semana passada) e 95 (nessa). Tenho inserido mais subidas…

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Um longão que pareceu curtinho

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Há longões que simplesmente não sentimos.

Essa semana está puxada: foram 15km na terça, mais 15 na quarta, 20 na quinta e 30 hoje. E tinha tudo para serem 30K cansativos, até porque a mente também estava exausta de dias complicadíssimos no trabalho.

Mas sabe de uma coisa? Percursos podem fazer mágica.

Repeti a rota do sábado passado, mudando apenas a parte inicial para acrescentar mais distância. Sob um céu azul brilhante e um frio leve de outono, cruzei o Butantã, rodei pelas trilhas do Parque Alfredo Volpi, voei na Av. Morumbi, passei pelos casarões e parquinhos, subi e desci ladeiras bem guardadas e aportei novamente no Parque Burle Marx. Rodei pelas suas trilhas escondidas, respirei o verde queimado pelo sol suave de um dia perfeito e voltei todo o caminho.

Nos ouvidos, um audiobook novo desviava o pensamento para outras eras e outros lugares, voando por Creta, Berlim, Londres…

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Altimetria da up-run

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Achar altimetria em ultras é sempre um desafio à parte: são poucos os corredores que carregam GPS com baterias que durem mais que 6 ou 7 horas e, mesmo quando isso ocorre, as diferenças de medições são gritantes.

Eu mesmo já testei isso quando estava correndo na argentina, repetindo rotas com o mesmo Garmin e obtendo dados de ganho altimétrico absolutamente diferentes. Cheguei a contatá-los via redes sociais, sendo que a resposta foi que a maior parte dos modelos realmente não é tão fiel com relação a altimetria.

Bom… isso decididamente não ajuda uma vez que alguma noção do quanto estamos subindo e treinos é importante para fazer eventuais ajustes finos.

Até então, estava considerando o depoimento de amigos que correram o mesmo percurso e cruzando com outras provas e com a minha própria experiência na down-run de Comrades do ano passado.

A Douro Ultra Trail, que corri em setembro…

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