Mais um filme sensacional sobre os Unogwaja

Não me canso de ver filmes e babar na história dos Unogwajas – alguns herois, incluindo os amigos Rodrigo João e Nato Amaral, que cruzaram a África do Sul de oeste a leste em 10 dias para depois largar na Comrades no décimo primeiro com dois objetivos: arrecadar dinheiro para caridade e, claro, ganhar uma experiência inesquecível. 

Acompanho a trajetória deles desde 2014, quando inclusive tive o prazer de, por pura coincidência, testemunhar a chegada do grupo em Pietermaritzburg na véspera da Comrades. 

Bom… Na semana passada eles lançaram um novo filminho com a história do grupo e do que tem conseguido. 

Ei-lo abaixo:

Unogwaja: cruzando a África em 3 minutos

Desde a minha primeira Comrades passei a ser um admirador entusiasmado dos Unogwaja: um grupo que rasga mais de 1.700km de bike em 10 dias para largar os 89km da rainha das ultras no décimo primeiro.

Esse ano eles postaram um vídeo sintetizando a jornada. Ei-lo abaixo:

 

 

Longão carioca inesquecível

A primeira coisa que fiz quando me liguei que, em dois dias, estaria indo pro Rio, foi mandar uma mensagem para o Rodrigo Richard, um dos brasileiros que participará do Unogwaja Challenge esse ano, e perguntar o que ele aconselhava de treino no Rio fora da óbvia orla.

Ele fez melhor: junto com a Nadja, sua esposa (e que correu parte da Comrades do ano passado ao meu lado) e de um grupo de amigos, me levou para um longão alucinante pela Floresta da Tijuca. E é tão difícil descrever em palavras as belezas dessa cidade incrível que decidi apenas colocar, nesse post, alguns highlights e muitas fotos.

Primeiro, fui correndo do Leblon até o Jardim Botânico, onde me encontrei com eles na Padaria Pacheco Leão. 3km leves para aquecer.

De lá subimos por 6km até a Vista Chinesa – um local que, como o próprio nome sugere, faz o Rio inteiro se abrir para os olhos. De lá, mais alguns poucos kms de subida até a Mesa do Imperador, onde D. Pedro II fazia picnics com sua família lá em outras eras de nossa história.

Incrível. E isso sem contar o que ainda estava por vir.

Descemos um pouco e tomamos outro rumo, até a Pedra Bonita, onde os saltoa de asa delta são feitos. Primeiro, subimos até uma pedra por uma trilha de cerca de 2km, bebendo uma vista que se desacortinou diante de nossos olhos em tempo real (pois quando chegamos tudo estava coberto pela neblina).

Depois, descemos a trilha e subimos a estrada até a rampa, onde os pássaros humanos (de asa delta e paraglider) saltavam sem parar. Passamos um tempo ali apenas curtindo a vista e a adrenalina alheia – até que chegou a hora de descer.

E descemos tudo de volta. E subimos até a Mesa. E subimos até a Vista Chinesa.

De lá, tomamos um rumo diferente: abandonamos a estrada e tomamos uma trilha de cerca de 2km até os arredores do Jardim Botânico. Trilha light, super bem vinda e que deu o acabamento perfeito.

Já na rua, chegamos de volta à Padaria e demos o dia por encerrado.

No total, foram 27,5km com um ganho de elevação de 1,5 mil metros! Sensacional.

Estou em débito com o Rodrigo e a Nadja por ter me guiado! Espero que eles baixem em Sampa para que eu possa retribuir :-)

Embora, verdade seja dita, dificilmente conseguirei arrumar um percurso incrível desse para un treinasso como fizemos!

Percurso abaixo (clique para ver detalhes):

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