Cruce……..

De todas as provas que tenho alinhadas no meu futuro próximo, o Cruce é sem dúvidas a quem mais tem me deixado empolgado. 

Só o prospecto de voltar a correr na região dos lagos andinos – uma das mais belas que já vi na vida – cruzando montanhas e passeando por dois países já faz a endorfina arrepiar cada pelo do corpo. 

Ver um vídeo assim, então, é de matar…

Que chegue logo fevereiro!!! 

El Cruce 2014 | Kailash Team Neptunia from Morfina Filmes on Vimeo.

Ultra Bertioga-Maresias se aproximando…

Está na hora de começar a focar um pouco nessa prova, que acontece dia 17 de outubro.

O primeiro passo: mergulhar no Youtube e caçar vídeos, relatos, cenas e tudo mais que pode empolgar e inspirar. Convenhamos: não é exatamente difícil se empolgar com uma subida pelo litoral norte paulista…

Nos calcanhares dos Templários

Eu amo história. 

Metade do tempo que passo correndo – pelo menos – fico com fones entuchados no ouvido ecoando audiolivros de história. Das eras medievais às navegações, dos incas aos maias, de Gengis Khan a Maomé, do ocidente ao oriente, tudo que inclua a linha de tempo da humanidade me interessa. 

Não foi por outro motivo que comecei a organizar a Ultra Estrada Real, refazendo o caminho dos primeiros mineiros e escravos na nossa era colonial. Sim: trilhas em lugares inesquecíveis, como os Andes ou os alpes, sempre serão únicas. Mas e se der para unir uma coisa a outra? 

Eis o Festival des Templiers, lá no interior da França. O objetivo: percorrer quilômetros e mais quilômetros de “estradas” utilizadas pelos Templários enquanto estes protegiam os cristãos em suas peregrinações até Jerusalém, lá na era das Cruzadas. Isso inclui passar por castelos antigos e abandonados, cidades fantasmas, cavernas que serviam de esconderijo e solos por onde se derramou muito, muito sangue medieval. 

O conjunto de ultra – que eles chamam de Festival – está na minha lista de desejos faz tempo e recentemente me deparei com a altimetria da prova de 75km. Perfeita. 

Não está nos planos de curto prazo agora… mas ansiedade e endorfina já viraram uma coisa só apenas de sonhar com essa prova. 

Quem quiser saber mais, clique aqui.

   
 

Sábado sem longão :-(

Receita básica: como domingo tem ultra, sábado é dia de descanso. Descanso, afinal, também é treino. 

Poucos bordões são tão repetidos quanto este no mundo das corridas. 

Só que passar as primeiras horas do sábado desbravando a cidade sobre os pés é um hábito já tão arraigado em mim que dormir até tarde, descansar, trocar o tênis por uma manhã preguiçosa, parece simplesmente errado. 

Esquisito? Totalmente. 

Eu, pelo menos, não conheço ninguém mais que prefira evitar um sábado de manhã como este ilustrado na foto. 

  

Como serão os 50K em Atibaia?

Sendo bem sincero, é difícil de dizer. Ao contrário de muitos circuitos de ultra no mundo, no Brasil há uma espécie de aversão tácita a prover informações aos corredores. Resultados: nos inscrevemos no escuro, sabendo apenas a distância total e deduzindo o resto pelo perfil do organizador. 

No caso de Atibaia, organizado pelo Corridas de Montanha, imagino que será algo bem técnico e possivelmente em um circuito menor que a distância, incluindo assim alguns loops. Sem problemas quanto a isso: diferente da última vez que fiz uma prova deles, agora estou preparado. 

Mas tive uma ideia essa semana: lembrei que, há algum tempo, vi alguns circuitos deles na minha timeline do Strava. Resultado: depois de uma breve caça, percebi que eles mapearam o percurso nessa semana. 

Ponto positivo: agora pelo menos sei que o percurso incluirá trechos longos em estrada (creio que de terra) e uma subida que promete ser deliciosamente intensa. 

Pelo mapa, acredito que os 50K incluirão uma soma de 4 percursos: 3 loops e um bate-volta até o topo de uma montanha. 

Do ponto de vista de elevação, a altimetria acumulada deve ser de 1.840m – um bom número para a distância – com as duas maiores subidas no final. Pelo mapa, no entanto, parece que a chegada será em um local diferente da largada. Não sei se isso procede mas, caso positivo, será bem vindo. É sempre mais empolgante seguir em uma “reta” do que em “círculos”. 

Agora é me preparar. 

E correr.  
   
 

Cansaço atrasado do corpo

O corpo funciona de maneira curiosa.

Estava, não minto, meio orgulhoso e espantado com a velocidade da minha recuperação pós-Comrades. Mesmo com 12 horas de viagem na terça, acordei cedo na quarta para fazer 11K praticamente perfeitos.

Na quinta, mais 13K. Não sentia nem lembrança de dor – era como se eu estivesse no meio de um novo ciclo de treinamento, inclusive buscando paces agressivos.

No sábado, pouco menos de 20K para espichar o dia azul, voando baixo pelas ruas paulistanas até o Villa-Lobos.

Só que aí veio o domingo. Acordei com as pernas pesadas, mas tão pesadas, que elas pareciam de outra pessoa. Correr era uma impossibilidade: coxas, panturrilhas, tornozelos, plantas dos pés: tudo doía como se tivesse acabado de correr uma ultra.

Até caminhar parecia mais difícil, mais lento. Era como se eu estivesse vivendo debaixo da água, sentindo uma gravidade mais forte dificultando cada impulso de movimento. 

Caiu a ficha: era o corpo me lembrando que eu havia corrido 90K há apenas uma semana – e que ele precisava descansar. Mensagem anotada.

Trote do domingo cancelado. 

Hoje já acordei melhor – mas nada de forçar. Descanso também.

Desta vez, a dor acumulada pós-ultra levou uma semana para chegar – algo que nem sabia ser possível. O importante, me parece, continua sendo o mesmo: saber escutá-la.

Vamos ver como estará o corpo amanhã.

  

Correndo na patagônia

Embora geograficamente correto, não sei se, na prática, Villa La Angostura (logo ao lado de Bariloche) pode mesmo ser considerado Patagônia. Ao menos não a Patagônia que costuma perambular pelo nosso imaginário, repleta de fiordes e icebergs.

Ainda assim, corri lá no final do ano passado e devo dizer que foi o local mais incrível, com algumas das trilhas mais embasbacantes, que meus olhos e pés já passaram.

Vi esse vídeo da K42 recentemente no Youtube e deu muita vontade de fazê-lo. Poderia ser maior, claro: uma maratona é curta demais para tanta beleza. Mas que deve valer cada segundo, isso deve.