Primeira baixa do Caminho

Primeira e, tomara, última!

Depois da reunião com o apoio na quarta, o Paulo Penna acabou se complicando no trabalho e, portanto, se impossibilitando de participar da prova.

Além da companhia perdida, o ponto ruim é que acabei ficando com uma pacer apenas -a Luana. O lado bom: o número mínimo de 2 apoios foi mantido – UFA!

Tenho agora apenas que reprogramar a lista de compras- mas nada de traumático.

Em paralelo, tentarei também achar um outro apoio de última hora. Quem sabe não aparece algum outro louco querendo passar 24 horas no sertão? :-)

1481734-onemandown

 

 

Organizando o Caminho: equipe e checklist

Quarta-feira, 3 de agosto, 9 da noite.

Hora de começar a REALMENTE organizar a ultra, mesmo porque essa inclui um time de apoio próprio.

Enquanto escrevo isso – mais como um lembrete de tarefas do que como relato – converso com os três membros do time que estarão lá no sertão: Paulo Penna, que usará a função de pacer como treino para as 100 milhas que percorrerá no mês que vem; Mayra Galha, comadre que testemunhará pela primeira vez esse esporte doido que tanto amamos; e Luana Ornelas Bianchi, provavelmente a organizadora mais organizada que já pisou neste planeta.

As próprias bios resumidas já indicam os papeis de todos. Além de me aguentarem – nem imagino o estado de humor que ficarei depois de enfrentar 40 graus de variação térmica durante 3,3 maratonas – e de dividirem a direção do carro,:

  • Paulo provavelmente se esvairá em suor comigo ao coletar todas as letras que Guimarães Rosa despejou sob o solo do sertão
  • Luana garantirá a integridade geral de todos e manterá tudo nos trinques
  • Mayra, que é fotógrafa das de deixar Sebastião Salgado parecendo um batedor de 3×4, registrará essa épica jornada

Sendo prático, o que precisamos endereçar? Checklist abaixo com as iniciais dos nomes dos responsáveis:

  • Carro: Já alugado em BH. Paulo, único morador da cidade, pegará o carro na locadora e, depois de nos pegar no desembarque, iniciará a jornada no volante [R]
  • Os hotéis já estão todos reservados tanto na largada, no Morro da Garça, quanto na chegada, em Cordisburgo [R]

Equipamentos:

  • 1 esteira de Yoga para eventuais desmaios [R]
  • 1 cadeira daquelas de montar e desmontar para momentos de quase-desmaios [R]
  • 1 Cooler [R]
  • 1 mochila de hidratação para eventuais trechos em que o carro não possa ir [R]
  • 1 caixinha de lenços umedecidos + papel higiênico [R]
  • Roupas para mim mesmo: 1 calça para a noite, 2 shorts, 2 camisas, 1 camisa de manga longa, uma segunda pele (que ganhei no kit do Cruce) e uma polar (também do Cruce), meias extras, 2 tênis [R]
  • Vaselina o suficiente para eu escorregar em mim mesmo, evitando qualquer risco de assaduras [R]
  • Câmera da Mayra [M]
  • 1 kit de primeiros socorros [R]
  • Kit comida (pratos, copos e talheres descartáveis) [R]
  • 1 toalha [R]
  • 1 manta térmica [R]
  • Sacos de lixo [R]
  • 1 cabo USB para carregar o que puder ser carregado [R]
  • 2 Headlamps com baterias sobressalentes [R]
  • 2-3 Coletes reflexivos [R + L]

Mantimentos:

Como passaremos 24 horas, aproximadamente, no percurso – e como há muito poucos locais habitados – é importante ter comida e bebida para nós 4 no carro. Isso incluirá:

  • 1 saco de gelo, que deve ser reservado com antecedência e que já providenciarei [R]
  • Um montão de castanha do pará, nozes e amendoins (tanto eu quanto o Paulo somos low-carb) [R]
  • 12 latinhas de Coca [R – item a ser comprado em BH]
  • 30 litros de água [R – item a ser comprado em BH]
  • 20 barras de cereal [R]

Agora é providenciar tudo.

100 milhas em setembro?

No ano passado, acompanhei os posts do Paulo Penna pelas 100 milhas que percorreu no caminho de Sabarabuçu, na Estrada Real. Confesso que achei sensacional, tanto o local da prova – a mágica Estrada Real – quanto as experiências que ele relatou. 

Ontem à noite vi um outro post dele com um relato diferente. Comentei elogiando o texto do Paulo – e recebi dele a notícia de que a edição deste ano aconteceria no dia 3 de setembro. 

Pois é. 100 milhas. 100 milhas? 

Essa distância, última das clássicas distâncias de ultras, está sem dúvidas nos meus planos. Mas estava ainda tão distante que, nem em sonho, imaginei corrê-las ainda este ano. 

E ainda não me decidi: além do desafio há uma questão importante de logística, pois precisaria estar de volta no dia 6, aniversário da minha filha e que jamais perderia. 

Mas aquela coceira da ansiedade começou. Fiquei extremamente empolgado: não haveria lugar melhor no Brasil para eu inaugurar essa distância. 

Agora é pensar mais. 

Quem sabe?