Procura-se

Apoios para ultra de 140km no sertão mineiro durante o mês de agosto.

Candidatos se responsabilizarão por conduzir um carro a 10km/h atrás de dois corredores principais, iluminando caminhos à noite e essencialmente servindo de babá por aproximadamente 26 horas seguidas. 

Não haverá pausa para dormir. 

Haverá uma ou outra oportunidade para comer, incluindo sofisticadas iguarias como calango e rapadura. Estas oportunidades, no entanto, devem ser aproveitadas com celeridade uma vez que os corredores não podem ficar desassistidos por muito tempo.

No período, temperaturas devem chegar a 45 graus com probabilidade quase nula de chuvas. 

Candidatos devem se preparar para ouvir xingamentos e reclamações de corredores exaustos e sem mais estoque de endorfina. Ainda assim, devem responder com sorrisos e entoar cantos de incentivo.

Remuneração: abraços suados. Muito suados, aliás.

Interessados devem responder a este post. 

  

Trecho 1 da BR: Largada e Pico do Gavião

Furei o planejamento no primeiro metro. Não resisti: larguei junto com a Zilma e segui pelos primeiros 6km de asfalto. Tá: asfalto não é trilha. Mas a vista compensava com toda a região esparramada pela frente. 

Vista, aliás, que seria aperitivo. Depois dos 6K, entrei no carro e me preparei para assumir o posto de pacer em Águas da Prata – o que fiz com ansiedade batendo na testa. Compensou.

Esse primeiro trecho oficial de pacer, saindo de Águas da Prata, subindo e descendo o Pico do Gavião, foram absolutamente fenomenais. Aliás, basta ter a palavra “pico” no percurso que isso é garantia de deslumbramento. O caminho em si já era perfeito, com pinheiros se alinhando nas laterais da estrada de terra, volta e meia cedendo um pedaço de vista para os morros da mantiqueira. O céu, alternando entre um nublado tempestuoso e um azul cintilante, parecia ter sido criado no Photoshop. Aliás, foi como se estivéssemos correndo no fundo de tela do Windows.

  
Nada que se comparasse ao Pico. De lá, do ponto mais alto de toda a prova, a beleza era tamanha que até a elite parava por alguns segundos para se boquiabertar. 

Cenários, em provas assim, são o maior prêmio. 

De la do topo, voltei com ela e encerrei meu primeiro trecho na base, encerrando a primeira das 5 maratonas. 

Com o sorriso na face e o peito endorfinado, era hora de descansar um pouco. 

O próximo trecho será feito solo pela Zilma. Somente daqui a alguns quilômetros o segundo pacer, Charlston, assumirá o manche. 

   
   

  

A caminho da BR

Malas prontas. 

2 headlamps, mochila de hidratação, meias extras, camisa do time de apoio, colete refletor, um carro abarrotado de malas, time completo com um total de 3 pacers (além da corredora, claro) e muita, muita gana.

Neste instante rumamos para São João da Boa Vista, ponto de largada da BR. 

De lá, toda uma nova experiência – ao menos para mim – me aguarda.

  

Organizando a BR 135+: Informações práticas sobre a prova

Que comecem então os trabalhos de pacer da Zilma Rodrigues nos 217km da BR135! 

Nosso plano: fazer a versão “curtinha”, de apenas 135 milhas (ou 217km), em 40 horas. Emocionante, não? 

Que bom que será a Zilma que correrá o percurso todo – eu decididamente ainda não estou preparado para isso. Mas farei algo como uns 50km, estimo eu. 

Quem será pacer? Eu (Ricardo Almeida), Charlston Benassi e Luana Bianchi. 

A altimetria total da prova é essa, abaixo (sendo que faremos apenas o trecho azul):

  

Há um mapa de cidades e distâncias, que coloco abaixo. Há apenas um erro no mapa: o primeiro trecho, nele, está marcado como 19km – mas na verdade são 24. Isso, claro, acaba somando 5km em todos os pontos daí em diante. Fora essa consideração, eis os trechos e distâncias: 

  

O blog do Dionísio Silvestre tem um mapa mais bem feito:

 
OK… E que trechos faremos?

Por hora, a única decisão é que eu farei a primeira parte com ela, do Pico do Gavião – algo como 10km, durante o dia, mais ou menos a partir do km 35. Mas o intuito é fazermos mais ou menos 50km cada. 

Divisões, a princípio, ficarão para o próprio dia. 

Mais informações, posto aqui mesmo no blog depois. Mas uma coisa já posso garantir: será uma jornada e tanto!
 

Sendo pacer na BR135

Um certo dia, no ano passado, fiz uma corrida treino acompanhando a Zilma Rodrigues, amiga e ídolo de ultras, quando ela se preparava para o Spartathlon.

Curti a experiência – e acho que ela também, pois me convidou para ser pacer agora, no final deste mês, na BR135.

Será a minha primeira vez como pacer oficial de alguém – e ainda mais em uma prova tão icônica quanto a BR. Sendo prático, minha tarefa incluirá:

  • Correr cerca de 50km com a Zilma, dividindo com outro pacer a tarefa
  • Deixá-la o mais bem nutrida, hidratada e motivada possível, principalmente considerando que ela estará correndo 217km (distância muito, mas MUITO além das minhas atuais capacidades humanas)
  • Curtir o percurso e entender como funciona uma prova tão longa

Agora… bom… agora tenho que estudar. Tenho que entender o que correrei, quanto, quando e assim por diante. Mas uma coisa é certa: a minha motivação em si está absolutamente elevada!

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