Milagre?

Ontem acordei mais inteiro e sem dor do que nas últimas duas semanas. Empolgado, saí com o sol ainda por nascer para 45 minutinhos levíssimos na rua buscando sentir o estado real do corpo.

Resultado: estava milagrosamente bem. Melhor: durante todo o resto do dia, o incômodo nas costas parecia diminuir mais e mais e mais.

Não vou dizer aqui que não sinto mais absolutamente nada – isso seria um exagero. Mas digo, sim, que estou outra pessoa perto de como estava me sentindo até então. Se soubesse não teria levado tanto tempo para me enfiar em uma massagem, aliás.

Massagens em situações de dor geram um certo medo: o terapeuta pode, por exemplo, se focar no nervo errado e simplesmente piorar tudo. Estava ciente desse risco quando entrei no spa – mas a consciência, por assim dizer, era menos aguda que a esperança de que alguma cura mágica se fizesse presente.

E fez.

Agora é segurar um dia a mais de descanso, pegar o kit daqui a algumas horas e partir para a praia. Será de lá que, às 5 da manhã, pegarei o carro para chegar ao topo da Serra do Mar e encarar os 50K que me aguardam.

E será para lá que voltarei em seguida, recebendo, se tudo der certo, os parabéns diretamente de Yemanjá.

Estou ansioso.

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Molho e massagem

Sábado tem ultra: a Copa Paulista de Corridas de Montanha.

Não é das maiores, mas incluirá 50km por trilhas novas no topo da Serra do Mar. Imagino que as vistas sejam incríveis, que o sol inclemente deste verão tatue a experiência na pele, que a endorfina vá correr solta pelas veias. Espero tudo o que se possa esperar de uma ultra em um clima de ansiedade poderoso.

Até aí, tudo lindo. Só que as costas continuavam doendo e o medo de enfrentar 6 ou 7 horas nas montanhas com a coluna incomodando desde o primeiro minuto começou a pegar.

Resultado: mudança de planos.

Até agora fiz apenas um treino na semana, de 11K, na terça. Foram 11K relativamente puxados, mas no mesmo ritmo. Ontem teria mais um treino, com intervalados, que acabei cancelando por precaução. Cancelando não: trocando.

Ao invés dele, em um ato de pura (e talvez desesperada) esperança, fiz uma tal de massagem “Tailor Made” na Lush, aqui perto. 30 minutos concentrados na lombar e que me custaram os olhos da cara – mas que, confesso, fizeram efeito.

Aliás, se soubesse que ficaria tão melhor, teria antecipado a decisão. Não é que eu esteja “curado”, mas boa parte da dor realmente desapareceu!

E isso sem contar com a experiência exótica: essa massagem é feita com música de marinheiros irlandeses bêbados ao fundo, fumaça saindo do chão e um clima que em nada lembra spas tradicionais. Curti.

Agora é uma espécie de teste: sair para uma corrida leve, lenta, de pouco menos de uma hora, para soltar os músculos e testar o “novo” corpo.

Que as boas notícias se confirmem no caminho do Ibirapuera!

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