Achando a roça no meio da cidade

Já no começo da corrida percebi um galo cantando alto, cortando toda e qualquer possibilidade de concentração no audiolivro. 

Um pouco mais adiante, galinhas se certificavam que seus pintinhos não se perdessem pelo êrmo da roça, sempre aterrorizado por gatos e seus olhares famintos. 

O cheiro de estrume de cavalo era quase onipresente, resultado dos estábulos encostados em um dos cantos da fazenda.

Fazenda? 

Quem lê essas primeiras frases imediatamente imagina que essa corrida se passou em alguma cidade do interior. Negativo.

Esse é o cenário do meu novo “lar”: o Parque da Água Branca, um parque absolutamente urbano encrustrado no meio de São Paulo. É também um dos motivos que tanto amo essa cidade: poder correr alguns metros e já se sentir em outra dimensão é, sem dúvidas, sensacionalmente incrível!

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