Checkpoint: No paraíso

Nada que eu escreva agora poderá descrever a maravilha que é correr descompromissado pelas ruas e morros cariocas sob o sol escaldante destas bandas. Ainda assim, tentarei – mas nos próximos posts. 

Por hora, basta ver o súbito crescimento na rodagem para perceber que planilha e planejamento ficaram em São Paulo. Aqui, pelo menos até os últimos dias de 2015, será a mais pura diversão.

   
 

Fechando o ano debaixo d’água

Ontem à noite, quando fui conferir a app do Weather Channel por conta do dilúvio que castigava a cidade, confirmei a má notícia: 100% de previsão de chuva por todas as horas do dia e até, pelo menos, o Natal.

Parece que toda a água que fugiu do sudeste nos últimos meses resolveu voltar (e tirar o atraso) nas últimas semanas de dezembro. Tudo bem: nunca tive problema em correr na chuva – embora, confesso, sempre preferi fazer isso nos finais de tarde ou às noites.

Saí preparado para enfrentar poças, banhos dados por carros apressados e jatos d’água lançados das nuvens. E foi exatamente isso que aconteceu: faz tempo, aliás, que não pego um toró tão forte na cidade!

O lado bom é que há um ar maior de preguiça nas ruas cortado pelas passadas rápidas, há aquele cheiro de planta molhada e aquela visão de asfalto refletindo o céu cinza. A cara da cidade muda enquanto ela vai se lavando de 2014 e se preparando para um 2015 mais calmo (espero).

Fiquei com isso na cabeça por todo o tempo, meio que torcendo para que hoje, último dia oficial do ano para mim, acabe logo. Para que só tenha meia dúzia de coisas para fazer em home office, para que possa já entrar no avião, para que possa respirar mais fundo sem pensar tanto em reuniões e apresentações.

Tudo bem que a rua hoje mais parecia um aquário: mas terminar o ano debaixo de chuva, lavando corpo e alma, realmente foi perfeito!

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