Checkpoint: Em plena adaptação à LCHF

De toda a semana, eu diria que o mais significativo foi, sem dúvidas, os sintomas de adaptação à “Low Carb, High Fat” (LCHF). De acordo com muitos artigos e relatos que li, há uma fase mais aguda de queda de performance quando o corpo ainda está aprendendo a lidar com o uso de gordura (ao invés de carboidrato) como fonte primária de energia.

Apesar da intensidade de treinos que tive nos últimos meses, nada mais explicaria o resultados dos últimos dias. Hoje, por exemplo, saí para 1h de corrida apenas levemente abaixo dos 6min/km e, já antes da metade, comecei a sentir uma fadiga forte nas pernas. O curioso é que não tive nada nem remotamente semelhante a fome ou àquela sensação de “falta de combustível”. O tanque estava cheio – ele apenas não respondia direito.

Ainda bem que existe a Internet: poucos recursos permitiram uma troca de experiências com outras pessoas ao ponto de nos fazer entender melhor sintomas como estes, algo que, em outros casos, me deixaria em pânico dada a proximidade da Ultra Estrada Real.

Falando nela, há apenas 2 semanas de preparo final. É difícil prever se estarei ou não plenamente adaptado até lá e, embora soubesse desse risco antes de mudar a dieta, sigo confiante de que tudo dará certo. Pela minha ótica, afinal, basta persistir mantendo o ritmo planejado de treino, garantindo uma ingestão realmente baixa de carboidratos (algo entre 30g e 50g/ dia) e interpretando as coisas mais estranhas como adaptação.

Do ponto de vista de gráfico de treino, o meu começa a parecer uma piada quando comparado ao do ano passado. Mas tudo bem: ainda é cedo para arriscar qualquer palpite sobre ele considerando que a prova alfa mesmo, a Comrades, está ainda a mais de 2 meses de distância.

Pelo menos o pace médio voltou a um nível mais desejável.

Sigamos treinando.

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Comrades 2015: passagens compradas e reservas feitas!

Pronto.

Agora não tem mais volta.

Primeira parcela devidamente paga, garantindo os vôos e hospedagens na costa leste africana.

Chego em Durban no dia 28 de maio, com 2 dias para me ambientar. De lá, vou (naturalmente) correndo até Pietermaritzburg no dia 31.

Durmo no interior, recuperando as energias de peito estufado com a medalha back-to-back reluzindo.

Volto no dia 1 para Durban, onde passo a noite.

E volto para São Paulo no dia 2 pela manhã.

Cruzar a linha de chegada em qualquer ultra é sempre uma incógnita, por mais que se esteja preparado – mas a linha de largada, pelo menos, está já garantida.

Shosholoza!

Para quem quiser viver (ou reviver) a Comrades 2014…

Comrades está chegando.

Tenho postado alguns vídeos e conteúdos por aqui que, a cada vez que vejo, geram aquela mescla de expectativa com ansiedade e emoção. Quem participou de alguma edição dela sabe exatamente do que estou falando; quem quer participar, por sua vez, já fica com vontade de pular diretamente para o site da prova e confirmar a inscrição.

Em um dos últimos posts, o Eduardo Neves comentou colocando o link para um vídeo-cobertura que ele fez. Curiosamente, apesar de não nos conhecermos, nós dois corremos juntos durante quase todo o percurso – o que significa que ver a filmagem dele é como reviver cada passo que eu mesmo dei no caminho de Pietermaritzburg a Durban.

Compartilhando abaixo:

Por que correr a Comrades?

Se me perguntassem isso, eu provavelmente teria dificuldade em enumerar os tantos motivos para se entregar à Rainha das Ultras. Não foi à toa, aliás, que criei todo um blog só para isso, o Rumo a Comrades, com centenas de posts ao longo do meu treinamento na semana passada.

Esse ano devo ir de novo e já está na hora de começar a aquecer os motores com conteúdo e vídeo, mesmo considerando que ainda tenho uma ultra nesse final de semana e, claro, a Ultra Estrada Real em abril.

Voltando ao cerne da questão, fizeram essa mesma pergunta para Bart Yasso, um dos editores da Runner’s World Americana, que já percorreu todo o mundo em busca de “aventuras para as pernas”, por assim dizer.

Sabe a resposta dele?

Veja no vídeo abaixo:

Desvio de acessos: pegando a estrada para Comrades

desvio

Depois de quase uma semana, está na hora de voltar as atenções para Comrades. Ainda tenho como objetivo conseguir a Back-to-Back em 2015, fazendo os 87km que separam Durban de Pietermaritzburg.

E, claro, o treinamento muda: o percurso é todo em estrada, mais rápido, mais dolorido e com aquele clima que só a rainha das ultras tem.

Não dá para mentir: corridas de rua certamente perderam muito do seu encanto para mim depois que descobri as trilhas e as paisagens deslumbrantes que se escondem por trás de cada montanha ou local abandonado. Mas, ainda assim, Comrades é diferente. E, embora esteja longe ainda, já está na hora de fazer o qualify.

Assim, pelos próximos dias, darei férias a este blog e retomarei as postagens no www.rumoacomrades.com . Até lá!

Travailen: veja aqui versão completa do filme por tempo limitado

Há alguns meses, os sul africanos Ryan Sandes e Ryno Griesel se embrenharam em um desafio de proporções épicas: quebrar o recorde da Drakensberg Traverse, uma travessia pelas montanhas que separam o seu país de Lesotho (aquele país minúsculo que parece uma ilha cercada por África do Sul em todos os lados).

O resultado foi um filme com cenas absolutamente magníficas e inspiradoras, feito pela equipe do African Attachment e pela Red Bull Media House.

Acredito que eles disponibilizarão o vídeo para venda em breve – mas, por enquanto, ele está disponível gratuitamente e o coloco abaixo. São 27 minutos de pura inspiração:

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http://www.redbull.com/za/en/adventure/stories/1331672300014/travailen-full-version