Taí o vídeo de uma das corrida mais duras e belas que já fiz. Se alguém estiver pensando em um desafio sensacional pela inigualável Serra da Mantiqueira, recomendo fortemente.
Até porque, provavelmente, esse é um que eu repetirei em 2017!
Taí o vídeo de uma das corrida mais duras e belas que já fiz. Se alguém estiver pensando em um desafio sensacional pela inigualável Serra da Mantiqueira, recomendo fortemente.
Até porque, provavelmente, esse é um que eu repetirei em 2017!
Se alguém aí estiver pensando em ir ao Cruce no ano que vem, veja os vídeos abaixo.
É uma das experiências mais sensacionais que existe.
Depois da semana de descanso, que venha a intensa. Volumetricamente, aliás, bem intensa, ao menos pelos meus parâmetros: foram quase 95km, o mais que fiz desde o Cruce.
A “fórmula”, ao menos até agora, está funcionando: como comecei fresco, novo, realmente fechei o domingo impressionantemente inteiro – mesmo considerando uma quase-maratona ontem e uma quase-meia hoje.
Pelas próximas duas semanas o ritmo será igual ao desta. Imagino que chegue ao término da última ansioso pela semana de descanso – mas só esperando para ver.
Há algo de sensacional nisso tudo: o próprio ato de testar um modelo novo de treino, registrando semana a semana seus resultados no corpo, me deixa tão empolgado quanto se estivesse correndo uma ultra.
A jornada, por vezes, pode ser mais interessante que o destino.
Em algum momento, afinal, chegaria o dia em que o volume de treino subiria para o compatível com a meta de 140K.
Bom… chegou. E, enquanto eu nutria algum receio quanto a treinos superiores a 4 horas, acabei esquecendo de como esse tempo todo sozinho com os passos faz bem.
E como fez. Primeiro, pela companhia: enquanto seguia rumo à USP e circundava seu percurso, os últimos capítulos do audiolivro Um Conto de Duas Cidades, de Dickens, me mantinham ocupado entre a tensão da Consiergerie e a exclamação da guilhotina revolucionária.
Ele acabou, no entanto, antes da corrida.
Fiquei um tempo sorvendo o final enquanto cruzava a ponte até o meu segundo destino, o Parque Villa-Lobos. A São Paulo daquelas bandas é outra cidade: arborizada, esportizada, despoluída nos mais diversos aspectos. Mas, entre passadas e pequenas rajadas de vento que pareciam acordar as folhas, senti vontade de alguma nova história.
Histórias viciam; o tempo proporcionado pelos longos treinamentos de ultra são a agulha perfeita.
Parei e olhei o iPhone: havia um audiolivro baixado e ainda intacto, agoniado para começar a soprar suas palavras ouvido adentro. Era a hora perfeita.
Meia dúzia de cliques depois e estava saindo do parque e subindo a Cerro Corá ouvindo o Grande Gatsby. Outro tempo, outro continente, outra dimensão – mas o mesmo efeito de me surrupiar o pensamento para muito além de qualquer mero percurso.
E assim – com apenas uma ou outra parada para foto de paisagens urbanamente exuberantes, fiz meu caminho pela Heitor Penteado, Paulista, descendo a Brigadeiro, cruzando a Lorena e subindo de volta a Bela Cintra.
O relógio exibia 10:30 da manhã quando terminei os quase 40km rodados. Estava levemente cansado, claro – mas ainda imerso nos universos da Paris revolucionária e Nova York do seu primeiro surto desenvolvimentista.
Era hora de pausar as histórias.
De respirar.
De olhar em volta.
De começar o dia.
Último vídeo da série….
História contada, ansiedade guardada, calor alertado.
O único problema é que ainda faltam tantos dias…..
É sempre, sempre bom ler relatos de corredores experientes em provas espetaculares.
Conheci o Lourenço lá na Douro Ultra Trail, em Portugal, e desde então ele tem feito algumas das provas mais incríveis que conheço. Como é normal no mundo das ultras, umas vão bem e outras, não. Mas todas, todas são essenciais para que nos entendamos e nos conheçamos melhor a nós mesmos.
Segue o relato dele:
Este post não é ainda o “relato épico” que estou a preparar. É uma análise fria do que se passou. Cerca do km 98 desisti no posto de controlo da Levada essencialmente por motivos de enjoo forte sempre que corria. Andar era tolerável, mas correr não e isto na parte mais rolante do percurso. Também […]
https://ultramaratona.wordpress.com/2016/04/26/miut-2016-dnf-as-2240-de-prova/
Recentemente, o André Zumzum, Diretor de Prova do Caminhos de Rosa, segmentou o documentário que fez no ano passado em 4 pequenos vídeos.
Já estou em pleno treinamento para a prova e com um nível poderoso de motivação. Nesses momentos, todo e qualquer material – fotos, vídeos, depoimentos etc. – é sempre bem vindo.
E, como há tempo até lá, vou sorvendo esse conteúdo aos poucos, um de cada vez, exatamente como costumamos correr ultras.
O primeiro segue abaixo: dá para sacar a força histórica e o calor intenso em cada cena.
Que venha agosto!
Dizem que uma ultra se corre mais com a alma do que com o corpo.
Concordo, embora o corpo seja essencial para uma travessia com tantos quilômetros, vilas e cenários no caminho. Ainda assim, por melhor preparado que se esteja fisicamente, o nos permite engolir quilômetros decididamente não são as pernas.
Estas já estão em pleno treinamento para o Caminhos de Rosa com planilhas montadas, metas estabelecidas e controles rígidos pelo caminho.
Agora, no entanto, é hora de preparar o coração e a mente.
É hora de mergulhar no sertão de Guimarães Rosa.
É hora de deixá-lo entrar pelos olhos e fixar-se na alma, de onde sairá a meu socorro – assim espero – quando tudo mais falhar entre o Morro da Garça e Cordisburgo.
Hoje começa o treinamento dos olhos, do coração, da mente, da alma.
E não há planilha melhor para isso, claro, do que esse guia mestre.